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Quinta-Feira, 01 de Outubro de 2015, 18h:26 | Atualizado: 02/10/2015, 10h:04

ribeirão cascalheira

Adjunto afirma que não pode haver exclusão de transexual em escola

Reprodução

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Secretário-adjunto da Seduc Gilberto Fraga de Melo diz que a situação deve ser resolvida com diálogo

O secretário-adjunto de Política Educacional da secretaria estadual de Educação, Gilberto Fraga de Melo, garante que a pasta acompanha o caso da escola estadual Ondino Rodrigues Lima, em Ribeirão Cascalheiras, dando apoio à direção escolar.

Ele pondera que o objetivo é buscar o diálogo com a comunidade para que a situação seja equacionada. “A melhor coisa é resolver esta situação por meio do diálogo”.

Para tanto, um grupo de técnicos será designada para o local. Na cidade, uma transexual, com 16 anos, é hostilizada por pais e pastores por frequentar banheiro feminino.

Nesta quarta (30), pais, populares e líderes religiosos chegaram a realizar um protesto na frente da unidade escolar para pedir a construção de um sanitário exclusivo para a estudante. Caso contrário, exigiram que a transexual voltasse a utilizar o banheiro masculino.

Transexual é hostilizada por usar toalete feminino em escola estadual

Gilberto, por sua vez, ressalta que se a pasta construir um banheiro para a estudante, estará excluindo a transexual, o que não pode ocorrer. “Vamos buscar um pacto de convivência”. O secretário-adjunto afirma ainda que este é o primeiro caso registrado no Estado, que a Seduc tenha sido informada, acerca de problemas relacionados a não aceitação de transexuais e homossexuais, que queiram utilizar o banheiro feminino nas escolas estaduais. Entretanto, diz que o tema tem aflorado cada vez mais.

De todo modo, o profissional da Educação explica que a sociedade brasileira passa por um momento de debate sobre este assunto, o que é salutar. “Não se pode excluir qualquer pessoa. E essa (transexual) também não pode ser excluída”.

Para ele, o tema deve ser amplamente debatido entre os professores, diretores e secretaria de Educação sem paixões ideológicas e religiosas. “As pessoas estão nas escolas por uma vontade e por um direito. Exatamente, por isso, as escolas precisam estar preparadas”.  Pensando nisto, Gilberto adianta que a Seduc firmou uma parceria com a UFMT para debater o assunto, provavelmente no final do mês, com profissionais da área. “Vamos orientar como se deve lidar com situações como esta”.

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Comentários (7)

  • José Fernandes | Sexta-Feira, 02 de Outubro de 2015, 15h45
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    É lamentável como a ignorância ainda campeia nesse país. Abaixo a intolerância.

  • Flavia | Sexta-Feira, 02 de Outubro de 2015, 13h27
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    Se eu fosse ao banheiro, ou minha filha, e encontrasse alguém com uma opinião tão preconceituosa, certamente ficaria mais chocada do que se eu encontrasse uma transexual... gente cheia de moralismo mas sem respeito ao próximo... hipocrisia!

  • Lindeval Santos | Sexta-Feira, 02 de Outubro de 2015, 12h42
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    Primeiro as câmaras municipais proibiram o debate das questões de gênero nas escolas por meio do da exclusao do tema PME, agora nos professores Fazemos oque? Vamos chamar pastores e padres fundamentalistas ? Porque os profissionais não foram ouvidos antes, pelos vereadores que retiraram gênero do PME.

  • João Edson Fanaia | Sexta-Feira, 02 de Outubro de 2015, 10h13
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    Corroboro a atitude do secretário-adjunto, o DIÁLOGO faz parte do processo civilizatório e em momentos de tensão é a melhor alternativa, são desafios postos à sociedade e necessita ser debatido dentro dos parâmetros de convivência apontado pelo senhor. Parabéns ao secretário, por não sair pela tangente ou ser hipócrita.

  • Aroldo telles | Sexta-Feira, 02 de Outubro de 2015, 09h05
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    A discussão é simples, a maioria que disse que travesti deve usar o banheiro feminino, possivelmente não tem filha, sobrinha ou mesmo neta pré ou adolescente. Deve ser muito bom legislar sobre a vida de outros. Imaginemos um problema real, os travestis devem usar os banheiros e vestiários femininos, né? Então imaginem uma situação hipotética, você, leitor tem uma filha ou sobrinha ou neta, de mais ou menos 10 anos, estão no clube, em um domingão, se divertindo. Então a sua filha, sobrinha ou neta vai ao vestiário e dá de cara com um travesti de 1.80 M, corpulento e trocando de roupas no vestiário. É lógico que se ela te contar, e se você tomar alguma atitude, pode ser até processado, certamente o travesti vai chamar a policia, imprensa ou coisa do tipo, e que ficará mal será você. Mas nesta hora ninguém pensa na criança, ninguém pensa em relacionar o fato em si á algo que existe na lei chamado "Atentado violento ao pudor", que por sinal é um crime grave. certamente que não, pois o travesti tem o direito dele de ficar nú na frente de uma criança. E, se alguém dizer alguma coisa, será muito provavelmente pichado como homofóbico.

  • JEFERSON MATOS | Sexta-Feira, 02 de Outubro de 2015, 09h04
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    É o que se espera, que a Seduc não compactue com a discriminação, pois ódio e discriminação é papel reservado aos fundamentalistas religiosos e disso eles não abrem mão.

  • Hans Mayer | Sexta-Feira, 02 de Outubro de 2015, 08h06
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    Marcos, você é que deveria estar no banco escolar para aprender a língua portuguesa. Infelizmente a sua ignorância com relação ao tema não pode ser diminuída. Isso vem do caráter.

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