Executivo

Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 07h:45 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:28

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Ambientalistas criticam aprovação de zoneamento

Dilceu Dal Bosco   A aprovação do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico (ZSEE) de Mato Grosso, que foi elogiada pelas lideranças do agronegócio, causou uma espécie de revolta nos ambientalistas que se sentiram derrotados e argumentam que, além da perda de florestas, a nova lei favorece o avanço da agricultura mecanizada sobre áreas consideradas frágeis no Estado. O projeto foi votado na Assembleia nesta quarta (27) por 20 dos 24 deputados estaduais.

   O Instituto Centro de Vida (ICV) considerou a proposta aprovada como um “tiro no pé” dos ruralistas, já que a competitividade agropecuária de Mato Grosso só será garantida com a credibilidade das politicas ambientais. Segundo o Instituto, o Zoneamento no Estado também contradiz as políticas nacionais e estaduais de meio ambiente e os compromissos assumidos perante a comunidade internacional, que prevêem a redução do desmatamento e a promoção da agricultura de baixa emissão de carbono.

   Mas isso não tem preocupado o relator da comissão do ZSEE, deputado Dilceu Dal Bosco (DEM). O democrata ressalta que a redação do Zoneamento passará por um ajuste final e vai ao plenário novamente na próxima sessão da Casa, para ser aprovado. Em seguida será assinado pela comissão do projeto e encaminhado para o governador Silval Barbosa (PMDB), que terá um prazo de 15 dias para vetar total ou parcialmente ou sancionar. “ Eu acredito muito que Silval vai sancionar o projeto, já que tem cunho e apoio popular”, pondera.

   Caso o chefe do Executivo estadual sancione a lei, o ZSEE terá que ser encaminhado para o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), orgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, que vai analisar cada artigo da peça e pode criar uma resolução e pedir ao presidente da República que intervenha. Dal Bosco acredita que a nova lei entre em vigor entre seis meses e um ano.

   O parlamentar aproveitou para criticar o colega de parlamento Ságuas Moraes (PT) que foi o único deputado a votar contrário ao substitutivo. “Com certeza o voto dele (Ságuas) foi uma orientação do partido. Ele é de uma região onde existem muitos problemas. Teria que ser o primeiro a ser favorável, já que o projeto vai beneficiar todo o Estado”.

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Comentários (9)

  • IGOR | Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 22h06
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    Essa palhaçada nunca vai acabar se as pessoas seres racionais não começarem a darem a sua opinião, a fauna, a flora, o meio ambiente é de todos, será que ninguém vê que essas leis e projetos são feitos para beneficiarem uma minoria que estão acabando com tudo para cada vez ficarem mais ricos, estão acabando com todas a nascentes de rios que existem no Mato Grosso e no Brasil inteiro, isso só beneficia os plantadores que possuem terras para desmatarem, temos que parar e fazer um estudo descente, cadê os biólogos, cadê o pronunciamento da UFMT, vamos salvar o MATO GROSSO.

  • Edson | Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 13h54
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    Quando se fala em preservação da Amazônia algumas pessoas se esquecem ate onde elas mora me admira muito o Sr Fred Fredson e o Edvaldo ser defensor de águas e florestas se eles ajudam a acabar com o mata e a água do rio Cuiabá vocês deveriam plantar arvores só depois vocês virem falar dos pecuaristas e produtor que são as pessoas que tratam de vocês ou vocês acham que o leite já nasce na caixinha o arroz já nasce descascado dentro do pacote nos produtores sabemos como e duro trabalhar sol a sol compre uma casa e use apenas 50% dela ai sim vocês podem falar em preservação nos trabalhadores colocamos o pão o leite e a comida na mesa de cada brasileiro e sabemos muito bem preservar a natureza

  • Maria Almeida | Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 11h42
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    Meu Deussssssss se voces forem ver os mapas de antes e depois vao cair de costas o q sera nosso MT acorda deputados q vergonha vao acabar com nossas aguas! nosso país!

  • Fred Fredson | Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 11h09
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    Senhores, Que vergonha para o nosso Estado! Esse projeto monstrengo é, por si só, um crime ambiental - um retrocesso. O CONAMA jamais encampará tamanho absurdo. Esses Deputados, com todo respeito, estão preocupados única e exclusivamente com seus interesses econômicos e desprezam a proteção ambiental. Por ações como essas é que já estamos todos a sofrer as consequências das mudanças climáticas globais. Ainda há tempo para evitar novas catástrofes. Sejamos mais éticos e solidários com as presentes e futuras gerações. Se o Governador sancionar essa lei absolutamente inconstitucional, Mato Grosso será colocado na contramão da política ambiental mundial.Cuidado!

  • Edvaldo | Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 10h55
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    Isso é uma vergonha e agua ja pensaram na agua de onde vai repor? Ou soja e gado nao bebem agua? Só Saguas pensou no futuro desse pais viva Saguas vc é o cara sou seu fã mesmo tenho orgulho de ter votado no senhor!

  • Dr. José Antonio | Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 09h51
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    Que bom que a votação do substitutivo da proposta do Zoneamento foi 17 X 1, pois desta forma podemos saber de fato quem possui compromisso com o povo de Juína e região. Nós da comissão organizadora da audiência pública do Zoneamento/noroeste agradecemos em nome do Presidente Dilceu aos demais Deputados pelo esforço e compromisso com os pequenos, médios e grandes homens do campo. VALEU!!.

  • Dr. José Antonio | Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 09h45
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    Parabéns aos 17 Deputados que mostraram ter compromisso com o povo de Mato Grosso e em especial conosco da Região Amazônica aprovando o substitutivo do Zoneamento. Nos unamos para as próximas batalhas - "REFORMA DO CÓDIGO FLORESTAL".

  • jose roberto stopa | Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 08h56
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    Este é mais um crime cometido contra a natureza em Mato grosso.Não estão pensando no futuro dos nossos filhos mais sim no imbigo de alguns poucos latifundiários. E a assembleia legislativa cade o sr. Sergio Ricardo ambientalista que vergonha.

  • Nelson | Quinta-Feira, 28 de Outubro de 2010, 08h49
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    O governo de Mato Grosso lança o Plano de Controle dos Desmatamentos e Queimadas para um periodo de 20 anos e a assembléia legislativa dá como presente a aprovação do Zoneamento desfigurado de Mato Grosso. Os estados, municípios e a federação tem legislação concorrentes porém a legislação federal é suprema. Será que o Silval vai peitar? Será que os exportadores de Mato Grosso vão ter problemas no mercado externo?

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