Executivo

Domingo, 31 de Janeiro de 2010, 17h:46 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

CONCURSO

Apenas 2 ocorrências marcam 1ª fase do concurso público do país

Membros do Comitê de Acompanhamento    Após o “fiasco” da primeira tentativa, o governo anunciou que apenas duas ocorrências foram registradas neste domingo (31) na aplicação das provas de nível fundamental do maior concurso do Estado. O percentual de abstenções chegou a 19%, o equivalente a 14 mil candidatos. Em coletiva no Palácio Paiaguás comandada pelo secretário-chefe da Casa Militar, coronel Alexander Maia, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, informou que apenas dois candidatos não conseguiram fazer as provas.

   Uma das ocorrências foi registrada em Cuiabá. “A pessoa não estava com o nome na lista, pois não havia efetuado o pagamento”, disse Diógenes. Situação semelhante ocorreu em Cáceres, quando um candidato chegou ao local de prova com um documento de identificação em que havia indícios de adulteração da foto. “Não havia o carimbo, o que demonstrava que a foto foi trocada”.

   A equipe do Comitê de Acompanhamento, presidido por Maia, demonstrou alívio com o sucesso da primeira etapa. Havia apreensão após o vazamento das questões e desorganização que culminaram no cancelamento das provas aplicadas em 22 de novembro. Neste domingo, não foram verificados tumultos, o que facilitou a vida dos bombeiros. Apenas duas pessoas passaram mal, informou Diógenes. “Uma teve um mal-súbito no Icec e também foi registrado um sangramento na bairro Coab Nova. O Samu atendeu as duas e não houve maiores gravidades”.

   Demonstrando estar à vontade e vestido com a camiseta do concurso, Maia disse em tom de satisfação que houve apenas 10 ausências de fiscais por motivos de saúde. O percentual de abstenções, de 19%, foi considerado normal para os membros do Comitê. “Se considerarmos que 75 mil pessoas disputavam as duas mil vagas, esse índice é baixo. Apenas 14 mil candidatos não compareceram. Geralmente o percentual passa de 30%”, analisou.

   Ao todo, 89 bombeiros, 257 policiais civis, entre delegados e escrivães, e 1.076 policiais militares, sendo 466 nos locais de prova, trabalharam nesta primeira etapa. Mais de 200 servidores do Estado também ajudaram. “A preocupação era tanta que uma das equipes nos municípios passou relatório em que alertava até para uma goteira no teto de uma sala”, ironizou Maia. Segundo ele, uma hora antes da prova, a equipe de plantão do 0800-647-3633 recebeu uma curiosa chamada. “A senhora perguntava em que dia seria realizada a primeira etapa do concurso”.

   A segunda etapa do certame, que abrange o nível médio, será em 21 de fevereiro e a terceira e última etapa, para nível superior, ocorre dia 21 de março.

    Pagamento

   Ao lado de um cabisbaixo e calado reitor da Unemat, Taisir Karim, que não pronunciou uma palavra, Maia disse que a partir de 15 de fevereiro a instituição de ensino vai liberar o pagamento para os 1.944 fiscais que trabalharam em 22 de novembro e ainda não receberam. “Muitos não informaram corretamente o CPF ou a agência bancária e, por isso, ainda não efetuamos o depósito”. Segundo ele, 3.974 pessoas fazem parte deste grupo. Ao todo, 14.008 fiscais trabalharam na primeira tentativa de aplicação das provas. Destes, 10.044 já conseguiram receber.

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Comentários (4)

  • CUIABANO | Segunda-Feira, 01 de Fevereiro de 2010, 11h15
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    CUIABANO, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • budiga | Segunda-Feira, 01 de Fevereiro de 2010, 00h16
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    andreia reveja seus conceitos de jornalista, essa manchete nao condiz com a realidade, ate parece que voce se formou na ufmt.

  • EVERTON | Domingo, 31 de Janeiro de 2010, 19h04
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    ÊÊ ROMILSON PRECISA COLOCA CONCURSO PÚBLICO DO PAÍS ,PARA COM ESSE PUXASSAQUISMO .NÃO PRECISA DISSO.E O CONCURSO E DO ESTADO

  • Jorge Antonio da Silva Moura | Domingo, 31 de Janeiro de 2010, 18h38
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    Antes de atirar pedras na Unemat, o Governo deveria ter o ombridade de reconhecer que também teve sua parcela de "erro" na primeira tentativa de realização do concurso. Seria mais louvável que esses cuiabanos deixassem de atirar pedras e ajudassem a recolher os cacos.

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