Executivo

Segunda-Feira, 07 de Outubro de 2019, 16h:28 | Atualizado: 07/10/2019, 16h:36

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Brasil vai continuar sangrando, diz Mauro sobre votação da PEC paralela só em 2020

Christiano Antonucci

Mauro Mendes

Mauro Mendes em visita a obras lançadas para a Copa do Mundo de 2014; democrata lamenta decisão do Congresso

O governador Mauro Mendes (DEM) lamentou que a PEC paralela que garante a inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência será votada pela Câmara dos Deputados somente no início  de 2020. O anúncio foi feito pelo presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) final de semana.

"É um prejuízo para os Estados, para os municípios e também para o Brasil que vai continuar sangrando com essa decisão", declarou Mauro, que é correligionário de Rodrigo Maia, ao .

No entanto, Rodrigo Maia  garantiu que as discussões que acontecerão na Comissão de Constituição e Justiça (CJC), antes de chegar ao plenário da Câmara, começarão assim que o Senado concluir a votação da PEC paralela. Antes disso, o democrata havia indicado que seria possível concluir a votação da PEC paralela ainda neste ano.

Senado

Relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou que agora que o texto principal da reforma da Previdência está quase aprovado pelo Senado, vai começar a se debruçar sobre o texto final da PEC paralela. A ideia é usar esta emenda constitucional para incluir estados e municípios, mas também fazer outros ajustes na reforma da Previdência para criar novas fontes de receita para o governo, cobrando, por exemplo, contribuições previdenciárias de entidades filantrópicas e do agronegócio exportador, para compensar parte dos R$ 76,4 bilhões de economia que foram perdidos com a aprovação do destaque do Cidadania que garante a manutenção das atuais regras do abono salarial.

Posição reiterada

O governador tem reiterado a defesa da inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência. Para sustentar o posicionamento, cita o déficit  em Mato Grosso. Segundo ele, o rombo mensal chega a R$ 100 milhões e é coberto com recursos da Fonte 100, que deixam de ser investidos em políticas públicas que beneficiam a população.

“Todo mês temos R$ 100 milhões de prejuízo com a previdência. O servidor contribui com 11% e o Estado contribui com 22%. Somamos essas duas contribuições e faltam R$ 100 milhões. Sabe de onde sai isso? Do seu bolso e dos impostos que pagamos. Todo mês a situação fica pior e temos que mudar isso”, completou.

Além da inclusão dos estados e municípios na reforma da Previdência, Mauro defende a criação do Fundo Complementar no Estado. A medida já foi aprovada pelo Conselho do MT Prev e deve ser encaminhada para aprovação da Assembleia em breve.

 “No Brasil,  17 estados já criaram sua previdência complementar. Os servidores que entrarem, a partir do momento da criação, vão contribuir mensalmente ou se aposentarão com mesmo teto da iniciativa privada que hoje é de pouco mais de R$ 5,8 mil. Não é obrigado a aderir, mas se não aderir, vai ganhar o mesmo teto que o trabalhador da iniciativa privada”, concluiu.

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Comentários (2)

  • Pardal | Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 13h06
    1
    0

    Então, arrumar a casa é prejudicar o Servidor Público? Próxima eleição , pegue seu banquinho e saia de mansinho, chega de crise, chega de mimi, chega de embroulho. Queremos solução e não reclamação, quanto mais dinheiro entra , menos dinheiro têm?

  • SERVIDOR | Terça-Feira, 08 de Outubro de 2019, 08h23
    8
    1

    GOVERNADOR O SENHOR SERÁ LEMBRADO COMO O GOVERNO QUE PASSOU QUATRO ANOS SÓ FALANDO EM CRISE...AINDA BEM QUE EM 2022 O SENHOR VAI VOLTAR A CUIDAR DE SUAS EMPRESAS E DEIXAR O COMANDO DO ESTADO PARA QUEM NÃO TEM O DISCURSO DA CRISE COMO BANDEIRA E ÁLIBI PARA NADA FAZER... SUA DERROTA EM 2022 É TÃO CERTA COMO 2 MAIS 2 É IGUAL A QUATRO...

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