Executivo

Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019, 19h:25 | Atualizado: 26/06/2019, 21h:37

Pivetta reconhece necessidade de melhor remuneração, mas diz que a LRF impede

Divulgação

Reuni�o Governo e Sintep

Na tarde desta 3ª, Otaviano Pivetta e secretários durante reunião com representantes do Sintep, que manteve greve

O vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) defendeu melhor remuneração e melhores condições de vida para os educadores. Entretanto, afirma que o Estado precisa retornar ao limite prudencial de 49% de gasto com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Os números estão aí, o limite prudencial da LRF está estourado e se o governo não cumprir a lei, como vamos esperar que o cidadão cumpra? Governo tem que dar o exemplo. Neste sentido, o governador Mauro está certo. Não vamos negar o que é direito dos professores. Precisamos construir uma pauta positiva, que leve em consideração a melhoria da educação, a melhoria da infraestrutura educacional e o compromisso de ‘todos pela educação’ com a melhoria da remuneração e das condições de vida dos professores na medida em que o Estado tenha recursos”, defendeu Pivetta após rodada de negociação com os educadores em greve desde 27 de maio.    

 O  Governo do Estado se reuniu, na tarde desta terça (25), com o Sintep.   A reunião foi conduzida por Pivetta e os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil), Marioneide Kliemaschewsk (Educação), e Basílio Bezerra (Gestão e Planejamento).

Durante a reunião, os secretários destacaram todas as reivindicações do sindicato que foram atendidas pelo governo, entre elas os investimentos para melhoria na infraestrutura das escolas e da valorização profissional.

Conforme  Mauro Carvalho, serão investidos quase R$ 115 milhões na educação, ainda este ano. Segundo estimativa do governo, serão R$ 52 milhões para o pagamento de 1/3 de férias dos servidores contratados, que passará a ser garantido a partir deste ano; R$ 15,6 milhões para substituição de servidores efetivos que se afastarão para qualificação profissional; e mais R$ 11,9 milhões para substituição de servidores, que sairão de licença-prêmio ou se aposentarão. Serão investidos ainda R$ 35 milhões para melhoria na infraestrutura das escolas.

Outra reivindicação atendida pelo governo é o chamamento do cadastro de reserva do concurso público de 2017, que vai contemplar vários municípios de Mato Grosso. No mês de julho, serão chamadas 681 profissionais para atuarem em várias escolas estaduais, sendo 221 professores, 300 apoios administrativos e 160 técnicos administrativos educacionais.

Carvalho explicou que as únicas reivindicações que o governo não conseguirá atender nesse momento serão o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e a Lei 510/2013. Segundo ele, as leis não foram revogadas e continuam em vigor. No entanto, só serão pagas assim que o governo atingir o equilíbrio financeiro e fiscal.

“Infelizmente, hoje, por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal e por falta de recursos, não poderemos atender a essas duas reivindicações. Mas o governo tem tomado medidas diárias para que o equilíbrio fiscal e financeiro seja atingido. Estamos pedindo a compreensão dos profissionais da Educação para que voltem para a sala de aula e juntos possamos chegar nesse equilíbrio o mais rápido possível”, disse Carvalho.

O secretário Basílio Bezerra reforçou que o Governo está sempre aberto ao diálogo e a negociações. “Sabemos da dificuldade grande que o Estado está passando e nesse momento não temos condições legais e nem financeiras para cumprir tudo o que está sendo solicitado pela categoria, pois não há margem nenhuma para esse pagamento”, completou  (Com Assessoria).

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Comentários (1)

  • pedro paulo | Quinta-Feira, 27 de Junho de 2019, 07h47
    0
    0

    Grande coisa se acha esse senhor "PIVETTA" ! MAS SE FOSSE TÃO BOM ASSIM COMO PREGA ENQUANTO GESTOR! DEVERIA TER GANHO A ELEIÇÃO EM LUCAS DO RIO VERDE!

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