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Sábado, 18 de Janeiro de 2020, 09h:00 | Atualizado: 20/01/2020, 07h:41

VERBA FEDERAL

Em 2 meses, 1,3 mil pensionistas de MT abocanham R$ 25,3 mi - famosos na lista

Rodinei Crescêncio/Rdnews

julio campos 680

Júlio Campos é pensionista na condição de viúvo de servidora da UFMT 

O governo federal gastou em novembro e dezembro de 2019 um total de R$ 25,3 milhões com o pagamento de pensões a 1.365 beneficiários em Mato Grosso. São 1.064 pensões vitalícias e outras 301 temporárias. Entre os benefícios com data para serem extintos, há pagamentos mensais que vão até 31 de dezembro de 2050.

Os dados foram liberados pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Ministério da Economia a pedido da agência Fiquem Sabendo, especializada em pedidos de Lei de Acesso à Informação (LAI) e que divulga as bases de dados na newsletter “Don’t LAI to me”. A agência fez denúncia em 2017 sobre a falta de publicidade nos pagamentos de pensões, incluindo civis e militares, que foi acatada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no final de 2019.

Viúva do ex-governador de Mato Grosso José Garcia Neto, Maria Lygia de Borges Garcia aparece na lista com uma pensão de R$ 19,4 mil em novembro e R$ 9,7 mil em dezembro. O ex-governador Julio Campos (DEM) recebe pensão como viúvo da professora Isabel Coelho Pinto de Campos, que foi servidora da UFMT. Ele recebeu R$ 15,5 mil em novembro e R$ 7,7 mil em dezembro. Veja valores no quadro abaixo:

Rodinei Crescêncio

Quadro maiores pensões federais

Segundo os dados, até então sigilosos, em novembro, o governo federal pagou um total de R$ 2,4 bilhões a pensionistas de todos os Estados.

Em Mato Grosso, as pensões são pagas tendo como beneficiários familiares de ex-servidores do atual Ministério da Economia, da UFMT, do IFMT, Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Ministério da Saúde, Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do Incra, do extinto Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Departamento de Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, e também pelo INSS.

No mês de novembro, com decisão judicial, o maior pagamento foi feito a Nicole Costa e Silva Leventi como beneficiária da procuradora federal Noemia da Costa e Silva, falecida em 2009. O benefício foi de R$ 81,9 mil naquele mês. Em dezembro, a pensão caiu para R$ 21,9 mil. São valores brutos, sem eventuais descontos.

Em alguns casos, o mesmo servidor gerou mais de uma pensão. Então lotado no Departamento de Polícia Federal, Adilson Roberto Dario, por exemplo, deixou pensão à viúva Ilma Carvalho Dario e à filha Silvana Carla Dario, esta última maior de idade sem cargo público permanente e solteira. O benefício começou a ser pago em 1979 sendo vitalício à viúva e temporário à filha. Elas receberam R$ 14,7 mil, cada, em novembro.

Viúvas, cônjuges, companheiras, ex-companheiras e até mães aparecem como beneficiárias de pagamentos vitalícios, que são maioria. Em novembro foram gastos R$ 13,9 milhões com essas pensões em Mato Grosso, valor que caiu para R$ 7,1 milhões em dezembro. O valor maior entre um mês e outro pode ser explicado pelo pagamento do 13º salário. Decisões judiciais também causam variação nos pagamentos das pensões, à medida que os pensionistas conseguem ter direitos reconhecidos pela Justiça.

Entre as pensões temporárias também existem irmãos, netos e até sobrinhos que receberam pensão nos dois meses.

Os benefícios mais antigos em Mato Grosso começaram a ser pagos em 1966. Naquele ano, três viúvas começaram a receber pensão da Funasa e do IFMT. Os valores atualmente estão em R$ 1,2 mil, R$ 2,8 mil e R$ 9,6 mil. As filhas também recebem pensões de até R$ 7,3 mil.

As pensões vêm sendo extintas desde a consolidação do Estatuto do Servidor Público, em 1990. Contudo, a legislação, e também decisões da Justiça e do Tribunal de Contas da União vêm dando entendimento favorável ao direito adquirido antes da publicação dessas leis.

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Comentários (15)

  • Luciano | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 18h07
    4
    0

    Julinho tem que prestar contas com a justiça lá em Dao Paulo onde dois foram assassinados por disputa de terra...

  • Cuiabana | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 13h36
    5
    0

    e as pensões Estaduais?

  • alex r | Segunda-Feira, 20 de Janeiro de 2020, 08h53
    8
    0

    Até que enfim estou vendo luz... Povo por favor continue acordado e cobrando , continuem a luta. Chega de votar nos mesmos! Chega de bandido no poder!

  • marta | Domingo, 19 de Janeiro de 2020, 20h45
    8
    0

    e o plano de saude particular para os ex senadores e deputados ainda existe?

  • MARCIO Fernandes | Domingo, 19 de Janeiro de 2020, 11h54
    14
    0

    E povo matogrossense , veja só os políticos cacique ElesE estão até hj na política, esse ano eles estão aparecendo todos na TV dizendo preocupado com a saúde, educação, segurança mas na verdade são ele que tira o dinheiro que seria para nossa saúde, para eles comprarem fazendas ,aptos na praia etc Vamos tira esses câncer do comando do estado vamos ,vota em novos candidatos precisamos tira os cacique cancerígenos do comando .

  • Fernando | Domingo, 19 de Janeiro de 2020, 11h35
    9
    16

    Fui aluno da querida e saudosa Professora Isabel Coelho Pinto de Campos no meu curso primário e depois no meu curso superior na UFMT e que professora competente e correta ela era, pois mesmo como primeira dama do Estado, nunca deixou de ir lecionar na UFMT , cumpria regiamente a sua carga horário de Literatura Brasileira e de Literatura Matogrossenses, por isso acho justíssima a pensão paga hoje de 7.700 reais mês, ao seu viúvo o Dr.Julio José de Campos. Deixem de misturar direito legal previdenciário com campanha eleitoral. Aliás só relembrando acredito que 90% dos ex alunos da Prof.Isabel votará no Dr.Julio em sua homenagem póstuma. Ela deixou saudades nos seus ex alunos.

  • Marluci | Domingo, 19 de Janeiro de 2020, 10h16
    15
    6

    Direito adquirido não existe, é figura jurídica para proteger elites. Mas no Brasil, com os políticos que temos a invenção contra a maioria, representada pelo povão que elege esses mesmos políticos, é de assombrar até o diabo.

  • Vilson Peres | Domingo, 19 de Janeiro de 2020, 08h11
    19
    6

    DEPOIS VEM JULIO CAMPOS QUERER MEU VOTO SAI FORA , PORQUE NÃO FEZ COMO SENADOR ALVARO DIAS , RENUNCIOU A ESTAS APOSENTADORIAS, QUANTO DE MERENDA ESCOLAR NÃO DARIA PARA COMPRAR PARA ALIMENTAR AS CRIANÇAS, O POVO ACORDOU.

  • Reinaldo | Sábado, 18 de Janeiro de 2020, 21h29
    25
    1

    Nada de trabalho, é só família tradicional, Cazuza tinha razão: "A elite fede, a elite quer ficar rica", enquanto isso os políticos fazem a reforma da previdência tirando ainda mais de quem menos tem, o povo precisa aprender, como? não votando nesse povo da elite, substituindo todos.

  • Adonias | Sábado, 18 de Janeiro de 2020, 16h27
    25
    0

    Esses absurdos associado a Verba Indenizatória asfixia qu7alquer tentativa de melhorar a Educação, Saúde e Saneamento, além da Segurança Pública. Já que as nossas estradas estão ou entregues a empreiteiros desonestos ou abandonadas.

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