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Sábado, 25 de Junho de 2011, 21h:00 | Atualizado: 26/06/2011, 07h:43

Educação

Deputado quer resultado do Ideb em placas; secretária já descarta

Deputado quer resultado do Ideb em placas; secretária é contra

Rosa Neide     Um projeto de lei de autoria do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) já provoca polêmica entre os profissionais da Educação, dividindo opiniões. O republicano quer obrigar as escolas a divulgar o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) numa espécie de painel, com pelo menos um metro, na entrada principal das unidades estaduais. A medida obrigaria as escolas a se preocupar mais com a qualidade de ensino oferecida aos alunos.

    A secretária estadual de Educação Rosa Neide classifica como injusta a proposta do parlamentar. Para ela, o projeto ao invés de ajudar, vai causar pânico nos pais e tumulto nas escolas. Além disso, argumenta que os pais, ao se depararem com a baixa nota daquela escola, vão procurar a considerada boa, acarretando superlotação. “A nota só diz respeito à instituição e aos pais dos alunos matriculados e não a todos que passam pela escola”, defendeu. Ela pontua não ser contra a mensagem, mas quer fazer algumas sugestões.

    “O deputado defende a ideia de estampar a nota do Ideb para que a sociedade possa se preocupar e cobrar dos responsáveis pela Educação”, ressaltou o economista, especialista em educação e colunista da revista Veja, Gustavo Ioschpe. Ele proferiu uma palestra sobre Políticas Públicas de Educação, durante o Fórum Consciência Cidadã, promovido pelo TCE.

    Na oportunidade, foram debatidos os motivos que provocam o mau desempenho das escolas no Ideb. Ele argumenta que quando as coisas não vão bem, o professor diz que “nada funciona, o salário não é bom, falta condições de trabalho e infraestrutura. Mas se esquecem que antes de tudo isso já existia educação”, critica.

     A secretária estadual de Educação, Rosa Neide, por sua vez, saiu em defesa da classe e afirmou que os professores são preparados, qualificados e orientados a acompanhar os alunos na vida escolar. Conforme a secretária, as notas abaixo da média apontada pelo Ideb ainda acontece devido ao baixo nível cultural. “Não podemos esquecer que o Estado é de origem indígena e quilombolas e ainda enfrenta problemas econômicos”, pondera.

    Ideb

    A qualidade do ensino no Estado foi alvo de críticas depois que o Ideb apontou uma redução de um décimo na nota atingida em 2007 no ensino médio, que passou de 3,0 para 2,9 em 2009. Apesar do baixo desempenho, Mato Grosso conseguiu atingir a meta prevista para este ano, que é 2,9. Com o resultado, passou a ocupar 13º lugar no ranking nacional. Por outro lado, os índices registrados para as fases iniciais (4,9) do ensino fundamental (4,2) superam ou atingiram as metas projetadas, colocando o Estado no 5º lugar no ranking brasileiro.

    O índice é medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota 6 em 2022, correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos.

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Comentários (20)

  • Julia Pereira | Quinta-Feira, 01 de Setembro de 2011, 21h03
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    Não tenho nada contra colocar o IDEB em placas, o que eu acho absurdo é a mascara destes deputados Pinheiro e Riva e Cia, vivem de mordomias com o dinheiro publico, porque não rebaixar seus salarios e investir na educação seus demagogos?. Rosa Neide voce incomoda, porque é honesta e enfrentou essa corja, parabens pra voce.

  • Antonio José | Sexta-Feira, 15 de Julho de 2011, 14h18
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    Cuidado pessoal, vocês estão comentando coisa escrita, tentem conhecer os envolvidos e suas histórias de vida, o Gabriel diz que mora em São Paulo e fala com tanta raiva. Trabalho na educação há 10 anos e a Rosa Neide sempre lutou para defender esses povos. E para os desavisados tem muitas escola indígena que não faz a prova do IDEB, cuidado ao comentar, tem muitas pessoas querendo este cargo.

  • Antonio | Sexta-Feira, 15 de Julho de 2011, 14h12
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    Acredito que poderíamos sim colocar nosso IDEB sem medo, pois nos anos iniciais estamos em 9ª lugar, saltamos do 20º em 2005, a nossa nota era 3,6 agora temos 4,9 nos anos finais do ensino fundamental tínhamos a nota 3,1 agora estamos 4,4 ou seja em quarto lugar, perdendo para Santa Catarina que em 2005 tinha 4,3 e agora tem 4,5; São Paulo que tinha 4,2 e agora tem 4,5 e Brasília, mas ainda temos muito a melhorar, mas temos que estampar todos os números do Estado, não apenas o da Educação, não é Deputado? Por exemplo o número de projetos feitos pelos deputados, que ganham por 20 professores e não dão satisfação nenhuma, temos que colocar placas para eles também. Verdade é, que nós da Educação temos que dar uma resposta sim, mas não somente nós.

  • GIRLENE ramos | Terça-Feira, 28 de Junho de 2011, 08h05
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    A matéria diz: "A secretária estadual de Educação, Rosa Neide, por sua vez, saiu em defesa da classe e afirmou que os professores são preparados, qualificados e orientados a acompanhar os alunos na vida escolar. Conforme a secretária, as notas abaixo da média apontada pelo Ideb ainda acontece devido ao baixo nível cultural. “Não podemos esquecer que o Estado é de origem indígena e quilombolas e ainda enfrenta problemas econômicos”, pondera. MEU DEUS! A CULTURA NEGRA E INDÍGENA É TÃO RICA E SÁBIA... COMO PODE A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO FALAR UMA BESTEIRA DESSAS?? AGORA QUE AS NOSSAS FAMÍLIAS E JOVENS NÃO LÊEM É VERDADE. QUE VÃO POUCO AO CINEMA E AO TEATRO TAMBÉM É VERDADE. QUE AS OPÇÕES CULTURAIS SÃO POUCOS É VERDADE... TAMBÉM É VERDADE QUE A ESCOLA ENSINA POUCO E FORMA MAUS PROFISSIONAIS. DIVULGAR AS NOTAS DO IDEB É MUITO BOM, IRÁ FORÇAR TODOS A LUTAR PARA MELHORAR A QUALIDADE DO ENSINO. ABAIXO A DESCRIMINAÇÃO E MAIS EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA O NOSSO POVO.

  • Mendes | Segunda-Feira, 27 de Junho de 2011, 18h49
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    -Certíssimo o nobre deputado Emanuel Pinheiro em cobrar a colocação de placas estampando os índice de desempenho das unidades escolares no IDEB, peço que ele também requeira agilidade nas investigações dos R$ 44.000.000,00 desviados por seu partido no escândalo dos maquinários; que o nobre deputado faça em plenário um ato de repúdio ao prefeito Murilo Dormindo que é do seu partido e que está destruindo Várzea Grande; Ora deputado a sua campanha foi a mais cara do estado e mesmo assim o sr só é suplente de deputado a sua rejeição é escandalosa.

  • MAY | Domingo, 26 de Junho de 2011, 20h14
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    COMENTARIOS, TIPO ESSE DO NILTO DE ROO, DEVERIA SER SENSURADO.. ELE OFENDE O DIREITO DE OPNIÃO.. SE O DONO DO SITE TIVER UMA ATITUDE NOBRE, RETIRA ESSE COMENTÁRIO DO SITE O MAIS RÁPIDO POSSIVEL..ELE FERE TODOS OS PRINCIPIOS

  • May | Domingo, 26 de Junho de 2011, 20h08
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    NÃO TENHO NEM COMENTÁRIOS PARA AS DECLARAÇÕES DA SECRETARIA.. SE EU FOSSE ELA, PEDIA DEMISSÃO..

  • Gabriel | Domingo, 26 de Junho de 2011, 19h25
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    Gente do Mato Grosso, isso é vergonhoso, uma secretária de estado dizer que o baixo índice da educação é culpa do negros e índios, é um absurdo e uma estupidez sem tamanho, se o governador tiver cárater deve exonerá-la imediatamente, isso é discriminação, se existe Ministério Público ou justiça nesse estado deve agir com o rigor da lei, FORA SECRETÀRIA! Como diz o velho provérbio todo povo tem o governo que merece e não acredito que a população de Mato Grosso tem essa ignorância em aceitar alguém desse nível na educação.

  • Nilton | Domingo, 26 de Junho de 2011, 17h32
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    Antonio Carlos Cu abano, seria melhor você se recolher à sua insignificância Bafão é você. Escreve pior do que um analfabeto e ainda se acha. Se dependesse de pessoas como você, MT seria o último entre os Estados do Brasil em todos os sentidos. E o cara ainda se acha...

  • ROBERTO BASE | Domingo, 26 de Junho de 2011, 11h29
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    O que é isso secretária? dizer que a deficiencia na educação é culpa de indigenas e quilombolas, é no minimo desconhecer a realidade mato-grossense. 90% por centro da população de humana mato-grossense é de migrantes e adentrou o estado a paritr de 1970, a srª. precisa atualizar não?

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