Executivo

Domingo, 22 de Dezembro de 2019, 08h:30 | Atualizado: 22/12/2019, 12h:02

ENDIVIDAMENTO

Emanuel rebate crítica de Gilberto e diz que só faz empréstimo quem tem crédito

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) rebateu o secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo (PSB), que criticou o nível de endividamento da Capital. Emanuel afirmou que o secretário “não conhece Cuiabá” e defendeu que o município tem capacidade financeira para arcar com os cerca de R$ 800 milhões em empréstimos feitos em sua gestão.

Rodinei Crescêncio

Prefeito de Cuiab� Emanuel Pinheiro

Prefeito Emanuel Pinheiro, durante coletiva à imprensa na entrega de estação no Centro

“É porque ele não conhece Cuiabá, mesmo. Eu queria só que ele pagasse os R$ 44 milhões que o Estado deve para a Saúde de Cuiabá, não vou polemizar com ele, eu respeito. Só quero que ele pague, porque ele está prejudicando Cuiabá. Quero que ele fale: 'olha, prefeito, eu posso pagar em 20 vezes de R$ 2,2 milhões'. Está bom. 'Eu posso pagar em 44 vezes de R$ 1 milhão, em 10 vezes de R$ 4,4 milhões'..., mas eles têm que pagar”, declarou o prefeito.

Emanuel citou o valor deixado pela gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB) na saúde. O tucano chegou a negociar com Emanuel o parcelamento de valores que seriam utilizados no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e acabaram indo para custeio da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Quando assumiu, Mauro Mendes (DEM) cancelou o acordo.

“Esse dinheiro é da população cuiabana, é para a saúde da população cuiabana e está prejudicando a população. Só eu, a minha equipe e Deus sabemos a dificuldade que está sendo avançar na saúde pública, carregar a saúde pública nas costas, Cuiabá carrega a saúde pública do Estado nas costas com esse passivo que o município tem do Estado, e o Estado não está tendo a sensibilidade de poder atender às demandas da população. É só isso que eu espero do secretário Gilberto Figueiredo, o resto ele pode opinar, eu respeito, não me atinge nada”, continuou.

Os financiamentos para obras e projetos foram pedidos pela prefeitura à Câmara. Parte dos empréstimos foi pedido enquanto Gilberto ainda estava no cargo de vereador, do qual se afastou em janeiro deste ano para assumir cargo no Governo Mauro. Ele é pretenso candidato à prefeitura em 2020, quando Emanuel deve disputar a reeleição.

“São financiamentos, e só faz empréstimo quem tem crédito, quem pode pagar. E empréstimos todos avalizados pela União, o que as gestões passadas não tiveram condições, competência, nem crédito junto às instituições para fazer. Só empresta quem tem crédito, quem tem condições de pagamento, e nós temos uma ampla margem de pagamento”, afirmou.

O prefeito defendeu que, apesar do endividamento, o resultado social justificaria os empréstimos contraídos. Até a gestão Mauro Mendes na prefeitura, Cuiabá tinha nota B junto à Secretaria do Tesouro Nacional, sendo considerado um município “bom pagador”. Entre 2018 e 2019, já com Emanuel à frente, a prefeitura passou para nota C, deixando de ter aval da União para novos empréstimos.

“Como eu já disse, a diferença básica... a gestão pública não existe para poupar e ter lucro. O lucro da gestão pública é investir na melhoria da qualidade de vida das pessoas, especialmente as mais carentes, as mais humildes, com segurança e responsabilidade fiscal, mas acima de tudo responsabilidade social. É o que nós temos. Estamos muito tranquilos, o município anda com as próprias pernas, tem capacidade de endividamento. Se não estivesse, esquece que o BNDES emprestaria, que a Caixa Econômica faria qualquer contrato, esquece que o Banco do Brasil faria, esquece que a Secretaria do Tesouro Nacional avalizaria. Só empresta quem pode, quem tem condições de pagamento”, declarou o prefeito.

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Comentários (2)

  • Benedita da Silva | Segunda-Feira, 23 de Dezembro de 2019, 07h59
    1
    0

    Com.certeza tendo como fiador o povo, é fácil falar.

  • Pedro luis | Segunda-Feira, 23 de Dezembro de 2019, 06h35
    0
    1

    Esse débito que o prefeito está se referindo foi deixado pelo Pedro Taques. Pergunto: por que não cobrou o baixinho? Ou o prefeito trabalhou contra Cuiabá ou foi muito benevolente com o baixinho. Com a palavra o homem do dinheiro no paletó.

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