Executivo

Quinta-Feira, 04 de Fevereiro de 2010, 08h:06 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:22

PAC

Empreiteiras cobram pagamento e admitem desistir de ações

   Cansados do imbróglio jurídico que se arrasta desde agosto de 2009, os donos de empreiteiras que venceram as licitações das obras do PAC em Cuiabá começam a admitir a desistência da avalanche de recursos impetrados junto à Justiça para reaver o direito de “tocar” as obras. É é o que revela o jornal Diário de Cuiabá desta quinta (4). Na verdade, a decisão dos empreiteiros teria sido motivada também por articulações políticas internas. Representantes da prefeitura tem “batido duro” para resolver a situação e, assim, poder retomar as obras nos outros lotes. Por enquanto, apenas a empreiteira responsável pela ETA Tijucal conseguiu reiniciar os trabalhos. Isso só foi possível porque, apesar das obras terem sido anexadas ao PAC da Capital, o projeto estava desmembrado. Os trabalhos começaram a ser viabilizados a partir dos recursos de emendas federais, antes mesmo da prefeitura ser contemplada com o PAC.

  Todas as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) foram embargadas em agosto do ano passado após a realização da Operação Pacenas. Onze pessoas foram presas, entre elas estavam advogados, servidores públicos, empreiteiros e até o então procurador-geral de Cuiabá José Antônio Rosa. Vinte e duas pessoas chegaram a ser indiciadas, mas o processo acabou sendo arquivado. Desde então, a prefeitura e as empresas brigam na Justiça pela continuidade do PAC. Vão ser investidos R$ 238 milhões em Cuiabá entre obras de ampliação da rede de esgoto e água. 

  Como o assunto não “desempaca”, os consórcios Cuiabano e LGL querem apenas receber pelos serviços já executados e garantem até que vão se manter distantes do novo processo licitatório. “Quando a Justiça Federal anulou a Pacenas, se a prefeitura propusesse desde o início pagar pelo nosso trabalho, nós não estaríamos nessa posição agora. Queremos também que o PAC seja finalizado, nós moramos aqui e temos outros projetos”, afirmou o empreiteiro Jorge Pires de Miranda, proprietário da Concremax e representante do Consórcio Cuiabano ao Diário. Ele foi um dos empreiteiros presos pela Polícia Federal e agora quer se manter distante de todo o imbróglio - veja mais aqui.

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Comentários (1)

  • Jonas | Quinta-Feira, 04 de Fevereiro de 2010, 11h38
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    0

    Jonas , Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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