Executivo

Sexta-Feira, 10 de Janeiro de 2014, 23h:31 | Atualizado: 11/01/2014, 09h:17

Ex-governador contesta gestão Silval e nega ter deixado dívidas milionárias

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Ex-governador Jayme Campos

O ex-governador (91/94) e senador Jayme Campos (DEM) se diz surpreso com a notícia de que o governo Silval Barbosa quitou dívidas de R$ 5,8 bilhões da época em que o democrata comandou o Estado. Classificou a informação oficial do Palácio Paiaguás de leviana e sensacionalista. Jayme afirma que não contraiu nenhuma dívida durante os 4 anos de administração e assegurou que até renegociou pendências de Mato Grosso, quitando quase R$ 300 milhões em juros e serviços da dívida do Estado.

Disse que a notícia foi tratada de forma maliciosa e com forte viés eleitoral. "Na minha gestão apenas fizemos um trabalho para consolidar dívidas do Estado para, numa exigência do governo federal, renegociá-la com a União". O senador destaca que recorda que na época, quem articulou o pacto com os Estados foi o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, mais tarde presidente da República. "As dívidas foram consolidadas e, posteriormente, renegociadas num prazo de 20 anos, desafogando o caixa dos Estados". Segundo Jayme, "eram dívidas antigas assumidas em gestões anteriores". "Não tem a ver com meu governo”.

 

De acordo com o ex-governador, as pendências financeiras do Estado naquele período remontavam em quase todas elas às décadas de 1970 e 1980, algumas chegando aos anos 60. Ele afirma que, mesmo assim, no seu governo não buscou empréstimos a longo prazo". Em seguida, pontua ter autorizado "apenas uma antecipação de receita, operação chamada ARO, junto ao Banco do Brasil, de R$ 500 milhões, para quitar folhas salariais, pagas no mesmo ano".

O senador e pré-candidato à reeleição observa que, daquela época até hoje, "o país mudou três vezes de moeda e teve dois presidentes, o cenário era de instabilidade econômica e não permitia investimentos de longa duração". Instigou o governador Silval a "repor a verdade dos fatos" para, diz ele, a administração não ficar manchada com a marca da mentira.

O ex-secretário de Fazenda da gestão Jayme, Umberto Rodovalho, divulgou um boletim com a posição do saldo devedor e os pagamentos da dívida efetuados durante sua passagem pela pasta, com demonstrativo emitido no último dia do exercício fiscal de 1994, antevéspera da data em que Jayme transmitiu o cargo de governador ao sucessor. (Com Assessoria)

Abaixo dados divulgados por Jayme Campos, após o Governo Silval Barbosa destacar quitação de R$ 5,8 bilhões de dívidas, em que apresenta saldo devedor e demonstrativo de pagamentos em 1994, quando deixou a administração estadual

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Comentários (6)

  • Economista Geraldo Matos | Terça-Feira, 14 de Janeiro de 2014, 10h46
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    O Governo Julio Campos, de 15 de março de 1983 /87 (quatro anos de governo,40 anos de progresso),incluindo os 10 meses da gestão do seu Vice,Wilmar Peres,contraiu financiamentos junto ao B I D, BIRD (banco mundial), BNDEs, B.Brasil, BNH,CEF,e bancos privados, no valor de cerca de U$ 1.200.000.000 de dólares americanos, equivalente hoje a R$ 2.880.000.00(dois bilhões ,oitocentos e oitenta milhões de reais),com juros anuais que variavam de 2 a 4,5 por cento ,para realizar o maior programa de integração rodoviário, e desenvolvimento econômico e social da história de Mato Grosso.Com esses recursos o governador Júlio Campos, asfaltou 2.210 kilometros de rodovias,federais (BR 163, BR 070,BR 158,BR 364,integrando Mato Grosso,com o resto do Brasil,trazendo progresso e novos habitantes e agricultores para o estado. Abriu em 4.000 de estradas vicinais e estaduais, entre elas a MT 170, para Aripuana,a Estrada da Baiana pra Juara,ligando tambem Marcelandia, Verá,Carmen, com SINOP, executou o POLONOROESTE,responsável pelo desenvolvimento da região da Grande Caceres, construiu 130 Pontes Mixta de Cimento e aço, duplicou a Av.Fernando Correia em Cuiabá,a Av.Julio Campos em V.grande, construiu e asfaltou os Aerportos de Diamantino,Barra do Garças,Sinop.Alta Floresta,o aeroporto velho de Rondonopolis.E assim por diante....Construiu mais de 30.000 casas. populares, como os bairros CPA 1,2,3,4,, o Tijucal,o Santa Amália,O Morada do Ouro, em Cuiabá e mais em todas as cidades do interior de MT,como Barra ,Caceres!V.grande,Rondonopolis,Dom Aquino,e outras cidades de MT.Construiu 5 usinas hidroelétricas ( mini-usinas) em Primavera do Leste,Torixoreu,Paranatinga,Aripuana e Juina.Linha de Transmissão de energia em Alta tensão em todo médio norte do estado(B.bugres,Tangará,Nobres,Diamantino), Construiu 1.050 salas de aulas por todas as cidades de MT, não deixou nenhuma criança fora de sala de aula, levou água tratada para mais de 30 cidades do estado,fora as estações de tratamento de água em Cuiabá,V.Grande,Barra do Garças,Sinop,Alta floresta!Caceres, e Rondonopolis. Além do mais construiu 45 postos de saúde, e deu início....deixando quase pronto o Hospital central de Cuiabá,ali no CPA. Construiu 20 delegacias de Polícia,a Penitenciária de Paschoal Ramos, e instalou mais de 15 comarcas,num estado onde a Justiça não existia.Tudo isso, com menos de 3 bilhões de reais, HOJE só o VLT,o programa Mato Grosso Integrado,o Estádio arena pantanal, e as obras de mobilidade urbana de Cuiabá e V.Grande, o atual Governo, estará deixando para o seu sucessor em 2015, uma dívida de mais de 6.000.000.000,ou seja 6 bilhões de reais, o dobro do Governo JCampos / Wilmar Peres. Se hoje MT e o grande produtor de alimentos para o Brasil e o Mundo, e tem uma receita de mais de 13 bilhões de reais ano,deva a visão de estadista do Grande e Inesquecível Governador JÚLIO CAMPOS, a quem tive a honra de servi-lo e participar da sua equipe.

  • Jurandir | Domingo, 12 de Janeiro de 2014, 20h08
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    O governador que mais endividou MT foi o Julinho. Somente 8% dessa dívida deve-se ao período 91-94 do Jayme. Mas 60% da dívida da Prefeitura da VG deve-se a Jayme até a administração Murilo. Basta dizer que somente o asfalto do bairro Figueirinha custou a Prefeitura 25 milhões que foram pagos na administração Tião. O Murilo pagou mais outros 45 milhões e o Wallace deverá pagar pelo menos 15 milhões.

  • DILZA DE CARVALHO | Sábado, 11 de Janeiro de 2014, 19h15
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    Sou servidora aposentada do Estado de Mato Grosso,e participei ativamente das negociações junto a Secretaria do Tesouro Nacional,orgão do Ministério da Fazenda,para rolagem das dividas do Estado,junto ao Governo Federal.,ocorrida entre 1991-94,quando Jaime Campos,exercia o cargo de Governador, e sr.Itamar Franco,da Presidencia da Republica,tendo como Ministro da Fazenda o Dr.Fernando Henrique Cardoso.Essas dividas existiam antes da divisão territorial de MT,com a criação do M.Grosso do Sul, pela Lei complementar 31 de outubro de 1977.Compreendiam empréstimos efetuados pelos Governos de José Fragelli,Garcia Neto (antes da divisão),com obras com a LT de energia entre C.Grande-Dourados,construção das Transpantaneiras (C.Grande-Corumbá)e Poconé-Porto Jofre, Estadio Verdão, Asfalto para Chapada dos Guimarães,Poconé,e Guiratinga, Construção de Conjuntos Habitacionais,etc. E dividas contraídas após a Divissão de MT,pelos Governadores Frederico Campos,Julio Campos,Carlos Bezerra, para construção de casas Populares pela COHAB junto ao BNH(já extinto,hoje é pela CEF),para fazer o CPA 1,2,3,4, Tijucal,Santa Amália, vários conjuntos nas cidades do Interior, Rede de Esgoto em Cuiabpa,Rondonopolis e V.Grande,bem como os Projetos CIBORG,que levou energia elétrica a várias cidades de MT, o projeto Carga Pesada (gov.do Julio,que pavimentpu 2.200 quilômetros de estaradas,dentre elas,as BR 163, 070,158, MT 130,242,e mais de 4.500 de estradas vicinais,que o Julio Campos,levou até a região do Aripuanã,com empréstimos do Banco Mundial,BID,BNDEs,e outros bancos privados, fora outros financiamentos para reestruturação do Corpo de Bombeiros de Cuiabá,e sua interiorização, construção na área da saúde, e colonização. Realmente Jaime Campos justiça seja feita ,foi o único Governador de MT,que não conseguiu contrair nenhum empréstimo externo ou interno, pois tudo que ele realizou, e não foi poucas obras não, mais sim bastante,foi com recursos próprios da ~receita estadual, que na época era apenas 40 milhões de reais mês, e não UM Bilhão de reais (R$ 1.000.000.000,00), como é hoje no Governo Silval Barbosa,do PMDB. Jaime assumiu o Governo,com os servidores em greve de 60 dias,por atraso no pagamento de salário de 5 meses,deixada pelo então Vice Governador Edison de Freitas,do PMDB,que substituiu o Carlos Bezerra,que foi candidato a Senador e perdeu para o Julio Campos(PFL).A bem da verdade peço publicar esta informação,já que muitos neos-matogrossenses que aqui chegaram nos ultmos 15 anos não conhecem esta verdade. Atenciosamente. Dilza de Carvalho, servidora publica aposentada e conhecedora da historia econômica de MT.

  • Carlos Augusto | Sábado, 11 de Janeiro de 2014, 10h28
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    Mais uma declaração polêmica e com meias verdades feita pela Secretaria de Fazenda. Primeiro o Secretário de Fazenda disse que o déficit de 1,7 bi foi deixado pelo governo anterior (leia-se Maggi), agora se vangloria de ter quitado uma dívida de 5 bi que seria do governo Jaime Campos. Nos dois casos foi desmentido e ainda colocou o governador Silval Barbosa numa tremenda saia justa com os ex-governadores. Completamente inábil politicamente esse Secretário! Ah, essa dívida que foi quitada nos últimos 20 anos por todos os governos que passaram e não somente pelo atual como fez parecer a declaração do Secretário de Fazenda. Menos Secretário, bem menos!!!!

  • Valdir | Sábado, 11 de Janeiro de 2014, 09h06
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    Mato Grosso infelizmente sempre foi um estado pessimamente administrado. Os políticos solução para tudo, a exemplo de Jayme, Silval, Dante, etc., fizeram do governo um laboratório para suas aventuras administrativas... São milhões e milhões de reais em obras inacabadas, obras mal feitas, dinheiros desviados, privatizações mal concluídas, sucateamento da coisa pública e vergonhosamente sempre tivemos uma Assembleia formada por um bando de caititus... Sempre acompanharam essas mazelas sem coragem para contrapor, em síntese agiram com covardia com o povo de MT e hoje temos um estado endividado, mal administrado, um desenvolvimento faz-de-conta.

  • Dr.Guilherme | Sábado, 11 de Janeiro de 2014, 08h44
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    Estou há 35 anos em Mato Grosso e esse foi sem dúvida o pior governador nesse período.

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