Executivo

Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019, 11h:20 | Atualizado: 25/04/2019, 11h:31

Ajuste Fiscal ou Desgoverno

Ex-governador critica pires na mão e pede equilíbrio entre as despesas e as receitas

Rodinei Crescêncio

Ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung

Ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung deu detalhes sobre como recuperou as finanças do Espírito Santo

Para o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung (ex-MDB), a solução para o reequilíbrio fiscal não é ir de pires na mão buscar recursos em Brasília (DF), pois, com a atual situação de desorganização do Governo Federal, é “perigoso voltar de lá até sem o pires”.

A solução, segundo o político, que já foi senador, deputado estadual, federal e governador por três vezes, é cumprir a “regra de ouro” da administração pública, que é manter as despesas dentro das receitas.

Hartung participa do Seminário Ajuste Fiscal ou Desgoverno, organizado pelo Tribunal de Contas, que é realizado hoje, em Cuiabá.  Conhecido por ter reequilibrado as contas do Espírito Santo, Hartung explica que tomou muitas medidas para conquistar o que o governador Mauro Mendes (DEM) tenta fazer em Mato Grosso.

“ A máxima é colocar a despesa do Estado dentro da receita, se não tem deficit, desorganiza as contas, desorganiza os serviços que são essenciais para a população, como educação, saúde, segurança pública, é história de muitas unidades do Brasil nos últimos anos. Eu sou otimista, tem jeito e sem aumentar impostos, porque foi isso o que o país fez praticamente da década de 90 para cá. Tem que fazer isso diminuindo despesas”, aponta o ex-governador.

Na avaliação de Mauro, o esforço para o reequilíbrio fiscal deve ser coletivo, o que inclui municípios, Governo, Poderes e órgãos independentes. “O esforço coletivo a partir de ações individuais pode ajudar muito. Há de se ter engajamento dos municípios, governo e dos poderes, e todos juntos haveremos de construir uma realidade melhor”.

Rodinei Crescêncio

Autoridades na abertura do Seminário Ajuste Fiscal ou Desgoverno

Autoridades na abertura do Seminário Ajuste Fiscal ou Desgoverno nesta quinta. No dispositivo estão Alisson, Paulo, Mauro, Domingos, Max e Moisés

Para o presidente do TCE, Domingos Neto, o Estado vive um momento como se estivesse correndo atrás de assuntos que deixou de cumprir. “E agora somos cobrados pela sociedade, que sente os reflexos. Os desafios se mostram grandiosos quando nos deparamos com a escassez de recursos. As áreas prioritárias não tiveram os investimentos que acompanharam o ritmo do crescimento populacional. Abandonaram o foco do planejamento”.

Domingos disse ainda que é hora de pensar no futuro e não só no agora. “Nossa tarefa tem que ser feita primeiro em casa. Boa parte das soluções dos problemas não é em Brasília e sim no esforço para trazer em nosso quadro as despesas dentro das receitas”, pontuou.

Galeria: Seminário no TCE

Para o secretário de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, entre as ações do governo para garantir o equilíbrio fiscal está a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual (LRFE), que faz parte do pacote de medidas conhecido por Pacto por Mato Grosso, e que visa retomar o saldo positivo nas contas do Estado nos próximos anos.

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