Executivo

Segunda-Feira, 07 de Fevereiro de 2011, 15h:16 | Atualizado: 07/02/2011, 16h:56

TRE

Faiad diz que cheque de Silval era para folha de pagamento

Silval Barbosa   Apesar do parecer do Ministério Público Eleitoral pela reprovação das contas de campanha do governador Silval Barbosa (PMDB) e de seu vice, Chico Daltro (PP), o advogado da coligação Mato Grosso em Primeiro Lugar, Francisco Faiad, garantiu que todos os documentos necessários foram apresentados e afirmou não temer nenhuma medida desfavorável ao peemedebista por parte do Pleno do TRE. "Os valores apresentados comprovam que Silval mostrou a totalidade dos gastos", ressaltou.

   A prestação de contas de Silval e Daltro deve ir a julgamento nesta segunda (7), pouco tempo depois do promotor eleitoral Thiago Lemos ter pedido a cassação do mandato de ambos. Eles são acusados de arrecadação e gastos ilícitos em campanha, devido o pagamento dos cabos eleitorais ter sido feito a partir de cheques descontados diretamente das contas oficiais, os chamados cheques "guarda-chuva".

   De acordo com a legislação, a prática só é permitida em casos específicos, como o pagamento de pequenas despesas com os trabalhadores da campanha. No caso de Silval, contudo, o montante do saque chegaria a R$ 11 milhões, quase metade de toda verba arrecadada pelo peemedebista durante a campanha.

   Segundo Faiad, o valor se justifica pelo fato dos cheques terem sido utilizados para quitar toda a folha de pagamento. "O governador contratou 11 mil pessoas durante a campanha. Ficava impossível emitir 11 mil cheques todos os meses", pontuou. O advogado garante também que todos os holerites dos funcionários que trabalharam na campanha foram anexados ao balancete do governador. "Não tenho dúvidas de que o julgamento será pela aprovação", frisou.

   Ainda pesa contra o governador, entrentanto, o fato das datas de alguns cheques não corresponderem às declaradas na prestação de contas. O promotor pretende usar o depoimento de testemunhas e a perícia nos cheques para tentar provar que as anotações das datas nos recibos não foram feitas pelas mesmas pessoas que supostamente teriam trabalhado para Silval.

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Comentários (7)

  • Jedae | Quarta-Feira, 09 de Fevereiro de 2011, 08h47
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    Se Faiad defende o ôme, ele é pago para isso, não vai depor contra a linda galinha dos ovos de ouro. Gente acorda, se alguem pensa que isso vai dar em alguma coisa. A maquina funciona assim. Esse grupo que esta no poder, já pensa em 2014. O lance agora é continuar a enganação e tapar o grande fiasco com a Copa do Mundo. Essa eleição de 2010, já foi. Agora é 2014!

  • Rafael Amoedo | Segunda-Feira, 07 de Fevereiro de 2011, 18h34
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    Dr. Eduardo, compra de votos numa eleiçao majoritaria nao existe. Ate porque o povo pode receber o dinheiro e nao votar no candidato que comprou os votos...Ele ganhou com mais de 200 mil votos de folga, impossivel ele ter comprado tudo isso de votos...Jeferson, eu sou contra a cassação, isso é coisa da ditadura, ia anular quase 1 milhao de votos dos eleitores de Silval em MT e empossar alguem que teve menos da metade que ele. Se for comprovado algum ilicito, que o TRE de uma multa bem alta para ele. Mas nada de cassação.

  • Moacir Queiroz | Segunda-Feira, 07 de Fevereiro de 2011, 17h10
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    A Regra é clara ou seja a legislação eleitoral diz que todos que trabalharam ou venderam algo para a campanha tem que receber com cheque, individualmente, então o correto era ter que fazer um cheque para cada contratado e não um cheque para sacar o pagamento de todos e efetuar com dinheiro vivo. ai tem, mas nao vai dar em nada isso ai é jogada combinada do Ministério Público com o Judiciario, só para tirar as despessdas férias, pois ninguém é de ferro

  • Moacir Queiroz | Segunda-Feira, 07 de Fevereiro de 2011, 17h09
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    A Regra é clara ou seja a legislação eleitoral diz que todos que trabalharam ou venderam algo para a campanha tem que receber com cheque, individualmente, então o correto era ter que fazer um cheque para cada contratado e não um cheque para sacar o pagamento de todos e efetuar com dinheiro vivo. ai tem, mas nao vai dar em nada isso ai é jogada combinada do Ministério Público com o Judiciario, só para tirar as despessdas férias, pois ninguém é de ferro

  • Jeferson Lobato | Segunda-Feira, 07 de Fevereiro de 2011, 16h58
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    Justiça serve para poucos, ou para, privilegiados? Foi ilegal? Casse! Fez errado? Exemplo aos outros, Casse! Precisamos de um Mato Grosso mais adequado às questões judiciais. Sem valores por fora, sem conversa em pé-de-ouvio com juizes e desembargadores. Estava na lei que não podia e fez? Casse! Porque será que o executivo se sente a vontade de licitar maquinas ao preço que fez? Porque será que existem ruas sem asfaltos, com projetos e dinheiros há anos já gastos no mesmo asfalto que não feito? Porque será que o povo vota em candidato que já foi cassado comprando voto? Porque será que os parlamentares, elegem como presidente de uma Assembléia alguem que tem mais de cem processos e já foi cassado? Simples INPUNIDADE. O mesmo sentimento que faz o filho da classe média, abusar de pessoas nas ruas, que faz com que filhos roubem... o sentimento de impunidade esta acabando com nosso país. Punição já! Que cortem cem cabeças, em detrimento de milhões de pessoas.

  • Eduardo Manfrin | Segunda-Feira, 07 de Fevereiro de 2011, 16h15
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    Independente de cheques "pré-datados" ou não, todos sabem que essa vitória de um dos maiores contos de fada na política de MT, não veio "com muita força de vontade e trabalho árduo", como alguns dizem, né? A compra "lícita" de votos rolou solta, isso sim!

  • Rafael Amoedo | Segunda-Feira, 07 de Fevereiro de 2011, 16h00
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    As datas são irrevelantes, todo mundo faz isso, o chamado cheque pré-datado. O TRE procura chifre em cabeça de cavalo.

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