Executivo

Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020, 15h:58 | Atualizado: 30/09/2020, 16h:45

ALÍQUOTA PREVIDENCIÁRIA

Governador cita equívoco da AL ao aprovar fim de desconto a parte dos aposentados

Michel Alvim

Mauro Mendes

Mauro Mendes vistoria novas instalações do prédio da Seduc, em Cuiabá; obra foi entregue na manhã desta quarta, quando falou de previdência

"Um descuido da base". Assim é como o governador Mauro Mendes (DEM) vê a aprovação na Assembleia para extinguir confisco de aposentadorias e pensões. O projeto passou em primeira votação e teve votos até de deputados aliados ao governador que agora precisa se articular para garantir a taxação da alíquota de 14% aprovada em janeiro e que passou a ser cobrada em junho.

“Acredito que foi um descuido (da base), um equívoco, o Brasil inteiro está com essa alíquota e acho que os deputados vão refletir adequadamente e saber que vamos administrar para a grande maioria e não dá para o estado voltar a ser o que era. São decisões corretas que levam a resultados bons”, disse Mauro à jornalistas nesta quarta (30).

A alíquota foi aprovada em janeiro e passou a ser cobrada em junho sobre quem recebe acima de R$ 3 mil. A isenção é proposta pelo deputado Lúdio Cabral (PT).

Antes, os aposentados pagavam 11% sobre a parcela da remuneração acima do teto do INSS, que é de R$ 6,1 mil. Agora, está valendo a alíquota de 14% para quem recebe mais de R$ 3 mil, mas a cobrança é feita sobre o valor acima de R$ 2 mil. Se o PL for aprovado em 2ª votação, os aposentados passam a pagar nas mesmas regras de antes de janeiro, mas com a nova alíquota de 14%.

Sobre vetar a lei, caso passe em segunda votação, Mauro disse que não vai trabalhar com conjecturas. “Tenho todo dia importantes decisões a serem tomadas e não posso trabalhar com possibilidades, mas sempre decido com fatos”.

Reajuste de salários

Apesar de manter o congelamento dos salários mesmo antes do Congresso aprovar lei emergencial devido à pandemia de Covid-19, Mauro disse que pretende conceder reajustes logo que a lei permitir, daqui há 2 anos. Para justificar a necessidade de manter a alíquota de 14%, defende que a medida ajudou a colocar as contas em dia.

“Está aí o que fizemos no início do ano passado durante todo o ano e olha os resultados bons que já estamos colhendo com infraestrutura, educação, saúde e salário em dia. Os servidores vão ganhar com isso, agora tem uma lei federal que proíbe reajustes, mas quando permitir vamos ter condições de dar os reajustes”.

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Comentários (12)

  • alexandre | Quinta-Feira, 01 de Outubro de 2020, 10h41
    6
    0

    Daqui a 2 anos ? tá de brincadeira ?a gente não tem verba indenizatoria dos Poderes, tem mais de 4 anos sem RGA, todos contra MM.. taxa o agronegocio e aprosoja...chega de bancar barão..

  • Joaquim Silva | Quinta-Feira, 01 de Outubro de 2020, 09h52
    9
    0

    Me deixa indignado essa perseguição ao servidor público. Nenhum servidor faliu a previdência estadual, foram os maus gestores, esses sim deveriam ser responsabilizados.

  • joaoderondonopolis | Quinta-Feira, 01 de Outubro de 2020, 06h06
    9
    0

    Quero ver os aposentados votarem no candidato deste governador. Será que após a eleição os aposentados isentos vão começar a pagar o tal do imposto?.

  • Ieda | Quinta-Feira, 01 de Outubro de 2020, 04h24
    9
    0

    O governador Mauro mente está cometendo a crueldade de retirar 14% do salário dos aposentados que já pagaram durante sua vida de trabalho para terem aposentadoria integral...aguardem a lei do retorno...

  • Eliane Carvalho de Oliveira | Quinta-Feira, 01 de Outubro de 2020, 00h44
    1
    0

    Eliane Carvalho de Oliveira, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • HELO | Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020, 21h21
    14
    0

    A lei da reforma previdenciária a nível federal CONTINUA RESPEITANDO O TETO DO INSS QUE HOJE É DE R$ 6.100,00. O senhor governador, ou está equivocado ou PENSA QUE SOMOS BOBÓ CHERA CHERA.

  • Mariângela | Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020, 21h09
    18
    0

    Os aposentados já fizeram sua parte. Contribuíram e ao meu ver, não deveriam ser tão injustiçados. Disparidade salarial sim, deveria ser um dos motivos para reestruturar a casa.

  • Ieda | Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020, 21h06
    3
    0

    Ieda, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Claudia Raquel e Silva | Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020, 20h57
    14
    0

    Sem comentários para esse Mauro Mentira! No resto do país é cobrado 14% acima do teto do INSS e não da forma maldosa como esse governador desumano está fazendo com aposentados e pensionistas. Ele está sangrando aqueles q contribuíram honestamente por 25 a 30 anos. Quem pagava 100 reais, passou a pagar 900 de previdência. Esse dinheiro roubado de nossos salários está fazendo falta para necessidades básicas como alimentação e remédios. A justiça de Deus será feita e esse Mauro Mentira irá pagar muito caro por tamanha maldade. A Lei do Retorno é certa!

  • Regina | Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020, 20h07
    16
    0

    Informo ao Governador que ele está equivocado, estão descontando de quem ganha acima de um salário mínimo!

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