Executivo

Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2020, 11h:13 | Atualizado: 21/10/2020, 11h:34

DESAUTORIZAÇÃO DE BOLSONARO

Governador defende que Governo federal disponibilize vacina contra a Covid-19

Michel Alvim

Mauro Mendes participa de reuni�o com ministro da Sa�de Eduardo Pazuello sobre vacina contra o novo coronav�rus

Governador Mauro Mendes, ontem, durante reunião com ministro da Saúde Eduardo Pazuello sobre compra de vacina contra o novo coronavírus

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desautorizar o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a comprar vacinas para Covid-19, o governador do estado ficou em uma situação desconfortável. Ontem (20), Mauro Mendes (DEM) anunciou, depois de se reunir com o general, que Mato Grosso receberia parte do primeiro lote dos 46 milhões de doses da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac testada no Brasil pelo Instituto Butantan.

A previsão era de começar a vacinação no estado já em fevereiro, após a chegada das primeiras doses, mas os planos podem ter sido frustrados pois, no Twitter, Bolsonaro respondeu a um seguidor, em letras maiúsculas, que a vacina não será comprada.

A crise em torno da questão não se limita à discussão técnica e Bolsonaro, antes mesmo dos testes, já havia se pronunciado contrário à vacina que vem sendo desenvolvida com o apoio do governo de seu rival, o governador de São Paulo João Dória (PSDB).

Já Mauro, que no dia anterior comemorou a notícia dada por Pazuello, emitiu nota nesta quarta (21) onde afirma defender que o Governo federal lidere esse processo e disponibilize a vacina contra a covid-19 à população. Por meio de nota, o democrata di que o mais importante é "que as vacinas entregues sejam confiáveis e devidamente atestadas pelos órgãos sanitários”.

A distribuição a todos os estados foi anunciada para começar em janeiro e seriam distribuídas outras 15 milhões de doses em fevereiro e mais 40 milhões em junho. Já no segundo semestre do próximo ano, a previsão era de mais 165 milhões de doses da vacina desenvolvida pela empresa AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford e Fiocruz.

De acordo com o ministro Pazuello, os primeiros a receberem as doses seriam os profissionais da Saúde e as pessoas que se enquadram nos grupos de risco. Em seguida, toda a população seria vacinada gratuitamente por meio do Plano Nacional de Imunizações (PNI).

Na manhã de hoje, após  a declaração de Bolsonaro, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou que "não há intenção de compra de vacinas chinesas" contra a Covid-19. "Não houve qualquer compromisso com o governo do estado de São Paulo ou seu governador no sentido de aquisição de vacinas contra Covid-19", disse Franco.

Segundo o secretário, o que houve foi apenas um protocolo de intenção entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, sem caráter vinculante, grande parceiro do MS na produção de vacinas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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Comentários (4)

  • Chirrão | Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2020, 16h07
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    1

    EXISTEM VÁRIAS VACINA MUITO MAIS CONFIÁVEL QUE ESSA CHINESA !! ISSO É JOGAR DINHEIRO PÚBLICO FORA !!

  • Juca | Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2020, 15h23
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    2

    Segundo estudo da própria OMS estima que a taxa de letalidade da covid-19 esteja em torno de 0,6%, e ai vem a vacina onde um estado brasileiro vem com esta obrigatoriedade de aplicar em todo mundo, mesmo quem já teve ou é assintomático e saiu um estudo esta semana onde o diretor deste instituto aqui no Brasil que esta fazendo a vacina em parceira com este País disse que entre as 12 mil doses desta vacina já aplicadas nos voluntários, houve ocorrência de algum tipo de efeito colateral em 35% delas, ou seja, querem obrigar a todos tomarem uma vacina feito as presas sendo cada dose vendido a preço exorbitantes e, cujo efeito colateral é bem maior que a taxa de mortalidade? Essa é a tal ciência, ciência, ciência tanto pregada por certos políticos.

  • Pexoto | Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2020, 12h07
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    Está vacina vacina da China é buxa .

  • Roberto | Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2020, 11h42
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    Cloroquina que esta no mercado a mais de 80 anos sendo usado de forma profilática por populações da região norte principalmente para malária, lúpus não pode, pois dizem que faz mal pro coração, mas a vacina feito as presas em menos de 1 ano essa pode né? sendo que estudo serio de vacina leva no mínimo 4 anos pra ser viabilizada ao uso.

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