Executivo

Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019, 13h:38 | Atualizado: 17/06/2019, 13h:47

PRESSÃO DE SERVIDORES

Governador mantém argumentos dados aos educadores para evitar novas greves

Mayke Toscano

Mauro Mendes

Governador Mauro Mendes (DEM) discursa no lançamento da Nota MT, nesta manhã, no salão Clóvis Vetoratto, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá

O governador Mauro Mendes (DEM) tenta desmotivar servidores da Saúde e do Meio Ambiente que, por reajuste salarial, ameaçam aderir a greve no Estado. Para isso, utiliza o mesmo discurso já usado com os profissionais da Educação, que iniciaram o movimento paredista em 27 de março. O democrata bate na tecla de que se aumentar a despesa, será necessário cobrar mais impostos dos cidadãos.

“Se eu der o aumento de salário, quem vai pagar isso não é o Governo, mas o cidadão. Tudo o que o Executivo faz, quem paga é o cidadão, por meio dos impostos”, afirmou à imprensa durante o lançamento do programa Nota MT, na manhã desta segunda (17).

Em assembleias, o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (SISMA) e o Sindicato dos Servidores Públicos da Carreira dos Profissionais do Meio Ambiente (Sintema) já aprovaram indicativo de greve na última semana. O primeiro pediu realização de concurso público, reforma de unidades e melhoria das condições de trabalho. Já o segundo busca o cumprimento da lei que estabelece reajuste salarial em 5,5% neste mês, e 6,4% no próximo ano.

Os servidores da Educação foram os primeiros a entrar em greve para pedir o reajuste de 6,7%, conforme previsto na Lei Complementar nº 510/2013, além da concessão do RGA, reformas das escolas e realização do concurso público. Mas o Governo já demonstrou que o Estado não tem condições financeiras para garantir o pagamento do reajuste aos servidores. O Executivo estadual aponta que o impacto na folha, somente neste ano, seria de aproximadamente R$ 200 milhões.

“Dissemos claramente que não demos o aumento pois, primeiro, existem leis que nos proíbem de dar. Mudou isso de quinze dias para cá? Deixamos de estar estourados 49%? Não! A condição financeira melhorou nesses quinze dias e o Estado já está arrecadando milhões e mais do que gastamos? Não! O que podemos fazer?”, questiona.

Mauro garante que já dialogou com os servidores. Segundo ele, antes da greve, foram três reuniões com o sindicato. "Não vou dar cheque sem fundo prometendo pagar aquilo que o Estado que eu sei que não tem legalidade para fazer”.

O governador ainda criticou a Greve Geral, que foi organizada pelas centrais sindicais do país, e levou servidores e representantes de diversas categorias para protestar contra a Reforma da Previdência. “Não estou vendo esse barulho”, disse. Em seguida, ele pontuou que se a greve geral resolver, ele seria o primeiro a entrar em greve.

“Eu convoco a greve geral se ela fosse alternativa. Ela vai piorar a situação do Estado de Mato Grosso por que a arrecadação tende a cair, a nossa ineficiência cair, vamos irritar ainda mais a população, que depende mais dos nossos serviços”, completa.

O chefe do Executivo estadual apontou que, atualmente, menos de 50% das escolas continuam de greve. Ele espera que os professores compreendam a situação financeira do Estado e decidam voltar aos postos de trabalho. “Toda semana temos várias escolas, principalmente no interior, que estão abortando o processo de greve e isso mostra que a maior parte dos professores e profissionais da educação já compreenderam esse argumento, que são absolutamente verdadeiros”, disse.

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Comentários (5)

  • aloísio | Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019, 22h18
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    Olhos sujos no relógio da torre: Não, o tempo não chegou de completa justiça. O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. O tempo pobre, o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse. Em vão me tento explicar, os muros são surdos. Sob a pele das palavras há cifras e códigos. O sol consola os doentes e não os renova. As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase. Carlos Drummond

  • Ricardo | Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019, 21h07
    1
    0

    Saudade do Dr Pedro Taques

  • Jose Pereira | Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019, 17h42
    3
    0

    Muito fácil um político/empresário que anda de carro importado e se importa mais com sua empresa e sua mineradora falar que o Estado não tem dinheiro, que vai aumentar impostos, bla bla bla...quero ver é ele falar para a filha dele fazer licenciatura e ser professora....ou mesmo perguntar para qualquer jovem hoje em dia se ele quer ser no futuro professor e saberá mais sobre essa realidade...

  • Thiago | Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019, 15h03
    7
    2

    Acabou de lançar o Programa Nota MT para aumentar ainda mais a arrecadação e vem falar que se dar aumento quem pagará é o cidadão..... Conversa mole pra gente bexxta dormir... Governador deixa de cumprir Lei de carreiras e progressões mas não deixa de cumprir recomendação do MP e TJ..... Porque será?????? Greve geral parando tudo aí sim a arrecadação vai despencar e ele dará valor ao servidor publico e as devidas secretarias que mais arrecadam no Estado. Fala sério.....

  • Aldo | Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019, 14h32
    10
    2

    Greve geral já!!! Quando todos os funcionários do estado pararem por tempo indeterminado ele vai resolver os problemas de arrecadação de Matos Grosso.

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