Executivo

Terça-Feira, 21 de Maio de 2019, 12h:33 | Atualizado: 21/05/2019, 12h:40

Gasto com pessoal

Governo faz terrorismo com ameaça de demitir efetivos, afirma dirigente sindical

Rodinei Crescêncio

edmundocesarleite

 Edmundo César, do Fórum Sindical, afirma que governo está apelando  para o terrorismo 

Para o representante do Fórum Sindical, Edmundo César Leite, o Governo do Estado está fazendo terrorismo contra os servidores efetivos, ao anunciar que vai começar a demitir servidores efetivos caso a demissão de 20% dos comissionados, como planeja o Executivo, não conseguir reflexos positivos no balanço entre receitas e despesas do Poder Executivo.

“Na nossa avaliação é um terrorismo que estão fazendo com os servidores públicos efetivos. Existem várias outras ações que o Governo precisa tomar para chegar a essa situação. Primeiro evitar terceirizados, contratados, diminuir o DGA (que é o parâmetro para o subsídio de cargos comissionados). Ele fez uma promessa de campanha que não cumpriu, demitiu vários DGA 8, e contratou vários 6 e 4, fez o inverso do que se propôs a fazer”, assevera Edmundo.

Segundo informações do Governo, se o Executivo não conseguir retornar aos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece 60% da Receita Corrente Líquida (RCL) com gasto de pessoal, poderão ser tomadas medidas como demissão de 20% dos comissionados, e se mesmo assim não for alcançado o objetivo, passará a ocorrer demissões de servidores efetivos.

“A demissão de servidores efetivos é legal, mas tem que ter várias ações antes disso. É totalmente inconstitucional ele querer demitir os servidores estabilizados e que fizeram o concurso público. Não precisa disso. Precisa é fazer o dever de casa, demitindo os terceirizados, os contratados, e voltar à normalidade”, aponta Edmundo.

A demissão de servidores efetivos é legal, mas tem que ter várias ações antes disso

Sindicalista Edmundo César

O sindicalista avalia também que no ritmo que o Estado está caminhando em relação ao uso das receitas e o volume de despesas, conforme apresentado na manhã de hoje (21), em Audiência Pública na Assembleia, não conseguirá fazer a recuperação fiscal do Estado até ao final do ano.

“Primeiro porque o FEX que é um grande recurso não está vindo por falta de ação dos nossos representantes em Brasília e por falta de vontade política do próprio governador. Eles querem fazer a troca do FEX pela reforma da Previdência, é algo totalmente desconexo. Estamos muito curvados a essa situação. Precisa-se dar um remédio mais forte para isso e não penalizar o servidor”, pontua.

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Comentários (5)

  • João da Costa | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 19h05
    1
    0

    Esse exemplo vem de cima, se o governo Federal pode rasgar a Constituicao por que não o estadual e o municipal? Já que os duodecimos de outros poderes estão em dias, que se dane o executivo com suas maracutaias para acomodar seus apadrinhados.

  • fio de deus | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 09h48
    7
    1

    Bora pra greve, onde é que assino e participo, RGA e algumas Lei de carreiras (direitos legitimos dos servidores) que foram aprovadas com muito suor nas gestões passadas não vão ser cumpridas por este falastrão desse governador...............

  • carlos alberto | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 07h37
    12
    0

    Lamentável senhor governador.... como as pessoas muda da campanha pra gestão.... enquanto tiver um so contratado no governo nos não vamos admitir.. demitir nenhum servidor efetivo.. que tanto lutou e estudou para ser aprovado num concurso publico... Não sou culpado por ma administração de ninguém...

  • Albert carlos | Quarta-Feira, 22 de Maio de 2019, 05h53
    9
    0

    Eita governo sem vergonha, vai povo vota nele de novo

  • Pardal | Terça-Feira, 21 de Maio de 2019, 13h49
    22
    1

    Sim, o representante do Fórum Sindical está correto, primeiro tem que exonerar os Comissionados, Contratados, para depois pensar no servidor público efetivo, que tem a Lei que o ampara no Direito Adquirido. Tem que haver uma auditoria na gestão do governo MT, para ver como está sendo aplicado os recurso financeiros, olha como gestor ele está cavando a própria cova.

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