Executivo

Sábado, 25 de Janeiro de 2014, 07h:31 | Atualizado: 26/01/2014, 17h:48

Jayme diz que será difícil conselheiro se inserir novamente na política

adilton Sachetti

Antônio Joaquim se articula para disputar pleito, mas Jayme crê em dificuldades

Embora ainda não tenha decidido se abrirá mão do cargo vitalício no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para disputar AS eleições majoritárias, o conselheiro Antônio Joaquim pode cometer um erro ao optar por encarar as urnas neste ano. A opinião é do senador e cacique do DEM Jayme Campos.

Para ele, caso decida disputar o Palácio Paiaguás, o conselheiro terá a difícil missão de se inserir novamente no cenário, ainda mais após 14 anos longe da política. O democrata lembra que o Estado é dinâmico politicamente e que, por isso, Antônio Joaquim pode não conquistar espaço diante de outros nomes – como até mesmo o do senador Blairo Maggi (PR), cotado para concorrer ao governo.

De todo modo ele reconhece ser natural essa vontade de participar do processo eleitoral. Avalia que ex-conselheiros como seu irmão, o deputado federal Júlio Campos (DEM) e Alencar Soares (PSD), que deixaram o TCE após 5 anos de serviços – conforme previsto em lei – abandonaram o cargo vitalício justamente por este motivo. “Político tem aquela coceirinha que quer sempre estar participando e alguns que não aceitam sair no círculo”, diz. Júlio deixou o posto para concorrer, sem sucesso ao comando de Várzea Grande em 2008, depois, em 2010, foi eleito deputado. Já Alencar sonhava disputar a Prefeitura de Barra do Garças, mas recuou para apoiar o projeto de Beto Farias (PSD), eleito.

Cenário

Até o momento diversos nomes estão sendo trabalhados para o governo, inclusive o de Antonio Joaquim, que é assediado pelo PTB e PSDB. No entanto, o senador acredita que no máximo 4 sejam consolidados, levando-se em consideração candidaturas sem grande expressão, como a do jornalista José Marcondes Muvuca (PHS).

Por outro lado, reconhece que se Maggi repensar a decisão de não disputar o panorama será outro, já que até então, depois do republicano, o senador Pedro Taques (PDT) aparece como favorito. “Blairo Maggi tem seu valor, seu prestígio, mas ninguém pode achar que o cenário atual está definido”, contrapõe.

Segundo Jayme, tudo ainda está nebuloso. Isso porque vários nomes – como os do suplente de Maggi, Cidinho dos Santos (PR), Lúdio Cabral (PT), Maurição Tonhá (PR), Julier Sebastião da Silva (que pode se filiar ao PT) e Chico Daltro (PSD) – estão sendo trabalhados para suceder o posto hoje ocupado por Silval Barbosa (PMDB). “Tudo isso será concluído apenas a partir de março, de repente até o DEM decida ter candidatura própria, ou até mesmo o PSDB. O DEM não vai tomar nenhuma decisão de forma açodada, vamos trabalhar possíveis coligações que sejam saudáveis”. 

Os democratas fazem parte do grupo dos 5, composto ainda pelo PDT, PSB, PV e PSDB. Mas, devido a rugas internas, especialmente com Taques e o presidente estadual do PDT, deputado Zeca Viana, pode sair da coligação oposicionista e formar aliança com partidos da base governista. 

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Comentários (3)

  • Dr.Magino Lemes | Sábado, 25 de Janeiro de 2014, 11h00
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    Elifas: o tal do foro-previlegiado,que os politicos portadores de mandatos eletivo tem,hoje é uma "FRIAGEM",pois se for Dep.Federal,Senador,Ministro,Presidente, o cidadao é julgado diretamente pelo STF e só tem uma bala na agulha,descuidou dançou, como ocorreu com a turma do Mensalão do PT de Lula e Dilma. Se cidadão for Governador,Vice,Desembargador,Conselheiro do TCE, o foro é o STJ,e em seguida o STF...ou seja o cara só tem duas chances,num processo qualquer,de ser condenado ou absolvido. Já como Deputado Estadual(tipo os processos,contra Dep.RIVA) o cidadão responde perante o Tribunal de Justiça do Estado, depois no STJ(Sup.Trib.de Justiça),e por fim cabe recurso ao Supremo T.Federal,ou seja 3 estancia,e demora no minimo 10 anos para ser concluido. Se for cidadão comum,sem mandato,o forum é a Comarca da sua cidade,(Juiz e Promotor local), depois cabe recurso ao T.Justiça de MT, depois o STJ,e depois o STF, ou seja 4 estancia, e o processo chegara a julgamento no minimo 15 anos depois,de ter cometido o delito.Portanto, engano daqueles que pensam,que HOJE 2014,é vantagem ter mandato eletivo. Silval,tá certo que não querer ser nada,depois de Governador, vai voltar para Matupá,e de lá podera responder todos os processos que por acaso vier aconteçer.

  • JOAO MARIANO COSTA | Sábado, 25 de Janeiro de 2014, 10h32
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    COM RESIDENCIA EM COPACABANA RJ - FICA DIFICIL ESTE MAU POLITICO VOLTAR EM MATO GROSSO

  • Elifas Jose Ribeiro Ribeiro Ribeiro | Sábado, 25 de Janeiro de 2014, 09h42
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    1

    Essa cocerinha que disse o senador tem outro nome chama-se, impunidade (ops)imunidade parlamentar

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