Executivo

Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 13h:22 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:15

Segurança Pública

Maggi acerta em ter seguranças pós-mandato, diz ex-governador

    Júlio Campos disse que o governador Blairo Maggi agiu corretamente ao regulamentar a lei que ampara ex-chefe do Executivo estadual com seguranças militares. Segundo o ex-governador, assim como os demais, Maggi deve enfrentar alguns desaforos quando deixar o Palácio Paiaguás e, para tentar preservar a integridade física, entende que é preciso contar com escolta policial. "Esse tipo de segurança precisa durar até um certo tempo. Depois, não precisa mais. Governador assina muitos atos que até prejudicam as pessoas e alguém pode querer reagir com violência", pondera Júlio Campos, que foi governador de 83 a 86. Ele ocupou diversos outros cargos, como de prefeito de Várzea Grande, de deputado federal, senador e se aposentou prematuramente como conselheiro do Tribunal de Contas. Neste ano, quer retomar à vida pública. É pré-candidato a deputado federal.

   O ex-governador admite que, de fato, possui dois seguranças a sua disposição, o cabo João Santos Neto e o tenente Delcy, mas tratam-se de policiais militares reformados. Afirma que paga a eles uma gratificação pessoal. "O Santos está comigo há 28 anos. Já virou meu parente. Costumo dizer que ele é meu carregador de pastas", brinca Júlio Campos. Revela que já passou apuros após ter deixado o comando do Estado. Lembra que estava em um restaurante em Cuiabá junto com o ex-vereador por Várzea Grande Joel Bulhões, quando um homem se aponderou de uma garrafa e partiu em sua direção. Conta que só não foi atacado por causa de duas pessoas que protegeram-no. Recorda também que em Nova Xavantina foi surpreendido com um homem armado de peixeira. "Ele estava bravo. Afirmou que eu tinha demitido ele do serviço público e queria vingar. Em verdade, foi demitido a bem do serviço público porque estava praticando ato ilegal".

   O democrata lembra que existia uma lei estadual, dando direito a deputados e senadores de requisitarem, de assim entender, até quatro servidores públicos para o trabalho de segurança particular, podendo ser civil ou militar. "Entendo que o cidadão que serviu ao povo mato-grossense, como governador, após concluir o mandato, principalmente nos primeiros anos, tem que ter a proteção do Estado, pois no exercício do cargo ele se responsabiliza por ato e fatos que podem-lhe trazer consequencias, até mesmo risco de vida e precisa dessa cobertura também após deixar as funções".

   Júlio Campos lembra que o governo federal já dá essas garantias de segurança a ex-presidentes para o resto da vida. "Quando deixei o mandato de governador, fui eleito deputado federal constituinte (87-91) e, baseado em decreto estadual, requisitei disponibilidade de 4 servidores publicos efetivos do Estado para servir o gabinete, e isso eu fiz dentro da legislação em vigor na epóca".

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Comentários (14)

  • Diniz de Oliveira | Quinta-Feira, 11 de Fevereiro de 2010, 09h06
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    Essa lei tem que ser cancelada imediantamente, é um absurdo, uma vergonha, sabe quem vai pagar essa conta, somós nós contribuinte, enquanto isso a nossa segurança é um caos.

  • Francisco | Quinta-Feira, 28 de Janeiro de 2010, 15h30
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    Francisco, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Jésus | Sexta-Feira, 22 de Janeiro de 2010, 19h51
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    Acho uma mordomia pois já não são detentores de mandato e por isso não devemos ficar págando por sua segurança.Cidadão comum correndo todos os riscos do mundo não tem essa mordomia. Pegue sua economias Julio e Blairo e contratem seguranças afinal vcs receberasm salarios pelo que fizeram durantes seus mandatos.

  • Edson silva | Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, 17h45
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    Acredito que este sr. que se identificou como sendo prof. LUIS CARLOS, deveria se mudar para uma ilha deserta onde com certeza não seria vitima de violência! ora professor me faça o favor, com certeza o sr. nunca fora vitima de violência de pessoas de má indole como dizem "vitimas da sociedade" sejamos sinceros prof. e vamos deixar de utopia; Em todas as profissoês há maus profissionais, ou na tua não há.

  • Prof. Luis Carlos Ferreira | Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, 06h20
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    Os Governantes podem levar toda a polícia prá eles. Pois, despreparada, é agressiva, insegura e sem o mínimo de personalidade para lidar com o cidadão. A polícia bate... fere... mata... tudo escudada em "leis" sancionadas e/ou promulgadas pelos Chefes de Estado e de Governo. Quem sabe, sem a polícia haveria mais segurança, menos roubo e, tampouco, mortes. A polícia não propõe diálogo. Das reuniões que realiza, é ditatorial e não convive com debates acalorados, por estar se julgando sempre com a palavra decisória. Não conheço um bem que a polícia tenha praticado e que mereça louvor... só agressões... agressões e... mortes.

  • Prof Fernando | Quinta-Feira, 21 de Janeiro de 2010, 00h11
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    É eleitores de MT, ai vem aquela velha frase: Vou votar em rico porque ele não precisa roubar !! SERÁ ???? Ai vem, Silval, Mauro, Pivetas, etc..... Abram seus olhos.......

  • Martha | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 16h59
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    É uma vergonha....mamam e continuam mamando às custas do povo. Não bastam as regalias enquanto estão no cargo..ainda querem levar pra eternidade!!! Brasil há Brasil. Povo Brasileiro isso tem que parar. Vamos aproveitar as Urnas...vamos fazer um balanço...pesquisar quem fez o que...que deputado propos ou votou algo..e se foi a favor ou contra o interesse público (da população) e não em interesse próprio ou defesa de interesses de grupos privilegiados.....BASTA DE PRIVILÉGIOS ÀS CUSTAS DO DINHEIRO DO POVOP!!!

  • marcelo figueiredo | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 16h43
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    é um péssimo exemplo do governador blairo maggi. acaba de se colocar na vala comum dos politicos profissionais, que desejam os cofres públicos o máximo possível para tirar proveito próprio. isso significa que a prática do empreguismo vai continuar mesmo depois do governante sair do poder. é muita sacanagem, desigualdade deslavada neste país. ah, o dia que o povo acordar...

  • marcus rosa | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 16h27
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    marcus rosa, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Rodrigo | Quarta-Feira, 20 de Janeiro de 2010, 16h17
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    Se existe um Deus maior e vergonha na cara deste povo os campos nunca mais nem para chefe de torcida....

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