Executivo

Sexta-Feira, 11 de Janeiro de 2019, 14h:16 | Atualizado: 12/01/2019, 07h:57

CORDA BAMBA

Mauro afirma que MT beira insolvência e cogita decretar situação de calamidade

Rodinei Crescêncio

Mauro Mendes

Mauro Mendes durante coletiva à imprensa no fim da manhã de ontem, quando esclarece pacote de projetos propostas pela sua equipe de governo

O governador Mauro Mendes (DEM) já cogita decretar estado de calamidade devido a situação financeira de Mato Grosso.  A medida, que depende da aprovação da Assembleia e aval da União, flexibiliza regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), como limite de despesas com pessoal e endividamento, metas fiscais e utilização do mecanismo de limitação de empenho.

“Eu comecei a analisar a possibilidade de decretar estado de calamidade pública nas finanças de Mato Grosso. Isso, na prática, quer dizer que o Estado está na beira da insolvência. Temos que entender isso, os deputados e servidores precisam entender isso. Estou estudando decretar estado de calamidade porque é uma gravíssima realidade”, afirmou Mauro, em entrevista à Rádio Vila Real FM, nesta sexta (11).

Com  o decreto de calamidade, o  governador, os secretários de Estado e os dirigentes da administração pública estadual poderão adotar medidas excepcionais  para  racionalização dos  serviços públicos. Além disso, poderão solicitar ajuda financeira do governo federal.

Mauro também voltou a pedir que os servidores não façam greve caso o escalonamento de salários seja mantido nos próximos meses. O indicativo já foi divulgado pelo Fórum Sindical.

“Alguns falam em fazer greve. Se fazer greve resolver o problema de Mato Grosso, eu serei o primeiro a entrar em greve. Greve não resolve, é hora de trabalhar. Vocês acham que eu não estou pagando todos os servidores no dia 10 porque eu não quero, porque o secretário de Fazenda não quer? O Rogério Gallo é um servidor de carreira como eles e ainda não recebeu”, completou o democrata.  

Na quinta (10), Mauro protocolou na Assembleia um pacote de mensagens com objetivo de enfrentar a crise financeira do Estado. Entre elas, reforma administrativa que reduz o número de secretárias e extingue empresas públicas, LRF estadual e o estabelecimento de regras para pagamento da Revisão Geral Anual (RGA).

O  déficit financeiro de Mato  chega  R$ 3,9 bilhões. Deste total,  R$ 2,1 bilhões não possui sequer lastro financeiro para pagamento.  

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Comentários (33)

  • Pardal | Terça-Feira, 15 de Janeiro de 2019, 16h23
    0
    0

    Kapa Blanca, já dizia cuide bem de seus jogadores peões para sua partida seja vitoriosa, eu digo cuide bem do Servidor Público estadual, para que você possa permanecer no Poder...

  • Paulo Barros | Domingo, 13 de Janeiro de 2019, 12h16
    1
    0

    camarada reclamão e rabugento que acha que o maior problema do Brasil é o servidor público... #arrependimento

  • Luciano | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 19h47
    0
    0

    Luciano, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Tulio | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 19h42
    3
    0

    Mauro Mendes está construindo o caminho para que o Wellington Fagundes seja o próximo governador.

  • Carlos | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 19h41
    3
    0

    Dois meses atrás esse governador cara de pau fez vídeo afirmando que manteria todos os direitos dos servidores. Por que não falou a verdade? Estelionato eleitoral. Prostituta dos financiadores de campanha.

  • Gustavo | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 19h38
    3
    0

    Paulo Brasil só se vc for pequeno ou médio comerciante, pequeno ou médio empresário, servidor público ou trabalhador para estar pagando impostos no estado, porque as 415 maiores empresas estão isentas e também a exportação de commodities agrícolas. Esse é o grande problema.

  • Davi | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 19h36
    3
    0

    Decreta estado de emergência e já pede um interventor para assumir o controle do estado, já que Vossa Excelência tem o costume de levar todas as empresas por onde passa a falência.

  • Antonio | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 18h34
    0
    0

    Devemos sacrificar os funcionários públicos sim, pois a maioria recebe um valor maior do que realmente gera de riqueza para o Estado. Não há empresa privada que resistiria a este tipo de mão de obra que produz pouco e custa muito, só tem diplomas e cursos, muito conhecimento e pouca eficiência. Tirar o incentivo fiscal das poucas empresa aqui instaladas é certeza de mudança para outros estados. Quem viria para um fim de mundo, longe de portos e com uma malha viária de péssima qualidade se não tiver alguma vantagem? Dinheiro não dá em árvore

  • Paulo Brasil | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 15h06
    1
    7

    O pagador de Impostos: eu já ando cansado de pagar impostos e tudo mais que é de direto do ESTADO, rouba sua casa a policia como sempre naquela morosidade, na hora de registra o B.O você precisa ter uma paciência com o servidor(má vontade de trabalhar), vai procurar uma escola não presta professor só reclama mais não larga osso, você pega seu carro só buracos nas ruas, vai no hospital só reclamação, não tem nada e só se fala de aumento coisa deste tipo eu fez concurso, eu fez curso, eu fez aquilo. o servidor só sabe olhar para o próprio imbico, ganha muito e trabalha pouco e chora de mais. pede demissão faz outra faculdade faz medicina, faz outra coisa se conseguir.

  • Tg | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 11h42
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    4

    Exonere" os incentivos fiscais das grandes empresas, inclusive das suas!! Seria muito mais eficiente em termos de arrecadação!

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