Executivo

Terça-Feira, 20 de Agosto de 2019, 16h:10 | Atualizado: 21/08/2019, 10h:09

Mauro afirma que política ambiental de Bolsonaro pode ser desastrosa para MT

Christiano Antonucci

Mauro Mendes

Governador Mauro Mendes durante participação no lançamento de nova linha de produção da Coca-Cola, nesta terça

O governador Mauro Mendes (DEM)  teme que as posições do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) sobre a preservação ambiental,  que levaram o Governo Federal a enfrentamento com a Alemanha e Noruega, seja desastroso para a economia de Mato Grosso. Isso porque os países europeus já suspenderam o financiamento de projetos para preservação da Amazônia e o avanço do conflito pode gerar embargo ambiental.

No início deste mês, a Alemanha anunciou a suspensão do financiamento de  R$ 155 milhões para projetos de preservação da floresta amazônica, não apenas do Fundo Amazônia, onde o país tinha uma participação menor. Alegou uma “grande preocupação com o aumento do desmatamento”.

Na semana passada, a Noruega, maior financiador do Fundo Amazônia, anunciou a suspensão do repasse do equivalente a R$ 133 milhões, por discordar das mudanças feitas pelo Governo Bolsonaro nos comitês de gestão do fundo.

Em ambos os casos, Bolsonaro reagiu mal aos anúncios. Para a Alemanha, disse que a chanceler do país, Angela Merkel, deveria usar o recurso para reflorestar seu país. Aos noruegueses, disse que um país que mata baleias e explora petróleo no mar do Norte não poderia dar lições aos brasileiros e divulgou um vídeo nas redes sociais atribuindo ao país uma matança promovida pela Dinamarca.

“O que me causa preocupação gigantesca é a condução deste momento, em que foi sinalizado um crescimento do desmatamento na Amazônia.  Isso pode atrapalhar as relações comerciais que o Brasil tem com muitos países. Isso pode gerar um embargo ambiental dos produtos do agronegócio brasileiro, o que seria catastrófico para o Brasil e seria um desastre para a economia do Estado de Mato Grosso”, pontuou o governador.

Para evitar os possíveis impactos negativos, Mauro já está se movimentando. A principal medida é conversar diretamente com os embaixadores dos países europeus para apresentar o sistema Imagem Planet, que monitora o desmatamento em tempo real no território mato-grossense.  

“Nós estamos tomando uma série de medidas para que isso não ocorra. Vamos começar a marcar agendas com embaixadores para que nós possamos dialogar com eles mostrando todo esforço pela preservação ambiental e legalidade ambiental, inclusive o sistema que colocamos em funcionamento e que consegue detectar em tempo real o desmatamento de meio hectare. Ninguém tem isso no Brasil”, completou.    

A posição foi divulgada em nota assinada pelos Estados que fazem parte do chamado Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. Além de Mato Grosso, os integrantes são Acre, Amazonas, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Além disso, Mauro lembra que Mato Grosso passa por dificuldades financeiras e não pode abrir mãos dos recursos do Fundo Amazônia. Inclusive, parte da ajuda enviada pelos países da Europa ajuda no financiamento do combate as queimadas que é um dos grandes problemas ambientais que o Estado enfrenta nesta época do ano.

“Com relação ao Fundo Amazônia, nós temos uma preocupação gigante, que vai muito além da perda da receita que esses fundos poderiam dar a Mato Grosso. Nós somos uma economia com muita dificuldade de fazer investimentos, então todo dinheiro é bem vindo. Nós queremos preservar, nós queremos cumprir a legislação. O mundo tem que nos ajudar. O mundo se propôs a isso. Foi feito acordos que haveria compensações para os países que não desmatassem, que reduzissem a emissão de carbono e nós temos feito isso. Então, queremos que o mundo faça esses pagamentos, inclusive em valores mais expressivos”, concluiu o democrata.

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Comentários (4)

  • Mae Natureza???/ | Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019, 15h37
    1
    0

    Se o senhor esta mesmo preocupado com o meio ambiente em Mato Grosso o Senhor nao teria deixado alguns da mesma turma do escaalo alto anterior la na SEMA, o cargo la nao deveria serem indicados por politicos sr Governador! O que a maioria do mundo nao sabe é que as Areas de Reserva Legal das propriedades, a maioria delas sao compradas em areas dos Parques estaduais e federais, ficando areas imensas de milhares de has sem reserva legal nenhuma. Quem ja viajou de carro la pras bandas Juina e campo novo do parecis, sabe que andam mais de 100km sem ver uma arvore???? nao tem lugar para os passaros pousarem, nem para animais se esconderem..........

  • Benedita da Silva | Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019, 10h02
    4
    0

    E os governos anteriores? Por acaso só agora as atitudes vão denegrir MT que ja anda sendo trollado como "Desmato Grosso"? Em qual governo estadual nos últimos 20 anos, não houve grandes queimadas no arco do desmatamento?

  • Cris | Quarta-Feira, 21 de Agosto de 2019, 09h44
    5
    3

    O governador esta sendo muito coerente, pois isso atinge frontalmente a economia de Mato Grosso. O Estado tem total condição de aumentar a produtividade sem desmatar mas nenhuma área, não pode perder recursos internacionais, investimentos nem mercado. Infelizmente este presidente despreparado causa muito ruído, poeira e fumaça no mercado (um poluidor NATO, KKKKK)

  • Eleitor | Terça-Feira, 20 de Agosto de 2019, 18h19
    10
    1

    GOVERNADOR SE O SENHOR ESTA ENXERGANDO QUE O MEIO AMBIENTE É IMPORTANTE ESTA NA HORA DE TROCAR O SEU LÍDER NA AL/MT, VISTO QUE ELE É UM MADEIREIRO E USA DO MANDATO PARA TRABALHA SEMPRE NO SENTIDO DE AFROUXAR OS MECANISMOS DE FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL... SE O SENHOR PERMANECER COM ESTE DEPUTADO MADEIREIRO DANDO AS CARTAS O SENHOR GOVERNADOR TERÁ SÉRIOS PROBLEMAS COM A JUSTIÇA.

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