Executivo

Segunda-Feira, 18 de Novembro de 2019, 21h:44 | Atualizado: 19/11/2019, 11h:16

CENTRAL E JÚLIO MULLER

Mauro aproveita entrega final do HMC para anunciar a retomada de 2 hospitais

Rodinei Crescêncio

Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro

Governador Mauro Mendes ao lado do prefeito Emanuel Pinheiro durante coletiva à imprensa, momentos antes da entrega da última etapa do HMC

Após quase não ir, o governador Mauro Mendes (DEM) aproveitou a inauguração da 6ª e última etapa do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), na noite desta segunda (18), para reforçar a atuação do Governo na àrea da Saúde nos 141 municípios do Estado e anunciar a retomada do processo de conclusão das obras dos hospitais Júlio Muller e Central, que estão paradas há anos.

A participação do democrata no ato organizado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) só foi confirmada na manhã de hoje. Antes disso, Mauro fez pouco caso com o ato de entrega da obra lançada por ele próprio, em 2015, quando estava no Palácio Alencastro. Na semana passada, houve mal estar por causa do choque de agendas nesta segunda. Isso porque o governador convidou os prefeitos para um jantar, o que, para muitos, soou como boicote ao evento de Emanuel - que também preparava uma recepção aos gestores.

Nesta noite, tanto na coletiva à imprensa quanto no discurso de quase 20 minutos, Mauro fez questão de agradecer Emanuel por ter dado continuídade ao projeto lançado por ele. Relembrou que quando lançou a obra ao lado do ex-governador Pedro Taques (PSDB), ficou acordado que o Palácio Paiaguás iria arcar com R$ 50 milhões da construção. A prefeitura entraria com R$ 30 milhões. Destacou que o Estado, desde então, começou a enfrentar dificuldades financeiras e a atrasar alguns repasses mensais. No entanto, garante que todo o valor acordado foi repassado à prefeitura e que, desde o início dos trabalhos, não houve paralisação na obra.

"Esses dias vi o senhor noticiando que a obra ficou paralisada, tenho certeza que fez isso, pois a assessoria deve ter lhe informado de maneira equivocada. Aqui está um documento da prefeitura, no qual mostra que desde julho de 2015, na primeira medição, até a 47ª, todos esses meses, a obra ficou em funcionamento. Tenho certeza que o senhor jamais falaria uma inverdade dessas", disse, rebatendo a declaração do emedebista.

Rodinei Crescêncio

Mauro Mendes

Governador Mauro Mendes em seu discurso segura a planilha com as medições feitas na obra da unidade de saúde

Em outro momento do discurso, rapidamente, Mauro esqueceu as rusgas causadas pela eleição de 2018, e agradeceu o ex-governador Pedro Taques (PSDB) por ter garantido o repasse de R$ 50 milhões para a construção. O tucano, assim como outros governadores, como Jayme Campos (DEM), Carlos Bezerra (MDB) e Júlio Campos (DEM), particiou do evento.

Mauro ainda agradeceu o ex-ministro Blairo Maggi (PP), responsável por conseguir, com o apoio do senador Wellington Fagundes (PL), a inclusão da obra no Programa Chave de Ouro, do ex-presidente Michel Temer (MDB), que no fim de sua gestão, destinou R$ 100 milhões para a prefeitura equipar e mobiliar o HMC. O democrata ainda agradeceu a bancada federal de Mato Grosso, que destinou emenda para o Estado conseguir honrar com os repasses da Saúde aos municípios e, posteriormente, quitar com sua parte na conclusão do hospital que abriga o novo pronto-socorro.

Hospital Central e Júlio Muller

Mauro anunciou que na próxima semana deve apresentar à imprensa o projeto de conclusão do Hospital Central, no Centro Político Administrativo,  iniciado há 34 anos, na Gestão Júlio Campos (DEM), e paralisada após sucessivas batalhas judiciais. A unidade deveria abrigar aproximadamente 300 leitos para saúde de alta complexidade.

A obra do Hospital Central já foi lançada e relançada pelo menos cinco vezes nas últimas três décadas. A última vez foi em 2015, no Governo Pedro Taques, com a presença de Mauro na condição de prefeito de Cuiabá. O tucano conseguiu entregar, com a ajuda da  Associação dos Amigos do Hospital Central (AAHC), o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Correa (Cidrac) que funciona no local.  

As obras custaram R$ 13 milhões e os equipamentos R$ 1 milhão. O dinheiro utilizado é proveniente de acordos entre Ministério Público Estadual e condenados por corrupção.

"Desde o mês de fevereiro, chamei o secretário Gilberto Figueiredo [Saúde] e decidimos mudar a realidade de o Estado ainda não ter um hospital de alta complexidade, um dever do Estado e da União. Decidimos retomar a obra do Hospital Central, parada há mais de 30 anos. Fui lá com técnicos e vimos que temos uma bela estrutura que resistiu ao longo de tantos anos. Comunico que já estamos finalizando a revisão final dos projetos e vamos apresentar o que será o grade hospital de alta complexidade de Mato Grosso. São 23 mil metros quadrados de construção", disse durante discurso.

Comunico que já estamos finalizando a revisão final dos projetos e vamos apresentar o que será o grade hospital de alta complexidade de Mato Grosso

Mauro Mendes

Além do Hospital Central, na próxima semana, Mauro projeta apresentar também o projeto para concluir o Hospital Júlio Muller. A obra, que fica na região do Coxipó, tinha previsão orçamentária de R$ 120 milhões em 2011, quando foi iniciada. O valor subiu para uma estimativa de R$ 200 milhões, sendo que apenas 10% da estrutura física foi executada até o momento. Prevista para ficar pronta para a Copa do Mundo de 2014, a obra está paralisada há quase cinco anos.

"A boa notícia não para por ai, o secretário Marcelo Oliveira [Obras], junto com a UFMT, após várias reuniões, vão apresentar o que nós fizemos e estamos fazendo para que em breve nós possamos soltar a licitação, provavelmente, ainda em dezembro, deste que será o maior hospital do Estado, de 58 mil metros quadrados", pontuou.

Por fim, o democrata destacou a retomada pelo Estado da administração dos hospitais regionais de Sinop e Rondonópolis, com economia de R$ 25 milhões, desde o início do seu governo. Mauro ainda citou a reabertura do Hospital Estadual Santa Casa, na Capital.

O HMC

A última etapa do HMC, Doutor Leony Palma de Carvalho é composta por parte de Urgência e Emergência do hospital, que terá seis salas de centro cirúrgico, observação pediátrica, 12 leitos de estabilização, três leitos de reanimação, cinco leitos de politrauma e dois isolamentos.

Na ocasião também foram entregues a Central de Material e Esterilização (CME) e o heliponto. Com o funcionamento de 100% do HMC ele passa a contar com 315 leitos, sendo 178 de adultos, 20 leitos no Centro de Tratamento de Queimados, 60 de UTI, 38 de Emergência, seis salas de cirurgia e 13 leitos RPA (recuperação pós-anestesia), além do ambulatório com mais de 13 das especialidades médicas mais procuradas pela Central de Regulação, exames como ultrassonografia, endoscopia, colonoscopia e radiografia e parque tecnológicos com equipamentos de última geração.

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Comentários (1)

  • EMÍDIO DE SOUZA MAJOR PSL MT. | Terça-Feira, 19 de Novembro de 2019, 10h59
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    E importante priorizar a construção do Hospital Infantil e maternidade na Região da morada da serra CPA, Indicado pelo Deputado estadual delegado Claudinei Lopes, conclusão do Hospital central de mato Grosso, Hospital Universitário Júlio Miller, todos nos samos testemunha que o Hospital Municipal de Cuiabá só esta sendo inaugurada graça a Lava jato, que inibiu desvio de dinheiro publico, e o compromisso do governo federal de Jair messias Bolsonaro. Dr. Luciano Bivar, um dos fundador e atual presidente da Executiva nacional do PSL, deverá designar uma Nova composição da comissão executiva provisória do PSL 17 MT. Comprometido com as normas estatutárias do PSL, a Nova executiva municipal do PSL de Cuiabá tem a missão dearticula chapa pura, e conversar com pelo menos 8 agremiações partidárias afinadas com o PSL17. Em 17/07/1997 em uma reunião Av. Brasil número 504 CPA 2, no escritório do economista saudoso ODAIR JOSE DE OLIVEIRA. Foi lançada a semente para a criação do PSL 17 MT. “Até a presente data que decidimos trazer o PSL para o Estado, deparamos com muitas dificuldades. Mas, com o tempo, conseguimos fortalecer ainda mais o PSL. Confiávamos em nossos esforços e que um dia este partido seria notório perante a sociedade. Prova disso, foi a vitória do nosso presidente da República, Jair Bolsonaro. Mesmo com a saída do ilustre presidente da República Jair Bolsonaro e alguns senadores, as leis não veta a saída de eleitos em cargos majoritária. O PSL ira continuar com um grande bancada federal nível Brasil e o nosso estado de Mato Grosso com um deputado federal e dois deputados estaduais que vão continuar dar apoio ao governo Bolsonaro até o último dia de seu governo, explica Emídio. O líder comunitário conta que o PSL está com uma nova cara e existem várias lideranças que atuam com credibilidade e responsabilidade para dar sequência à história do PSL. “Já participei diretamente de dez eleições e, infelizmente, não ganhei”. Na última eleição, Emídio explica que recebeu muitos votos e não desanimou, pois sabia o quanto me esforçou. "Defendo as minhas ideias, prioridades e, principalmente, a proposta do partido PSL, de acordo com as normas estatutárias”, posiciona Emídio. Histórico – Inicialmente, o PSL participou ativamente nas eleições entre os anos de 1998 a 2018. Partido – O PSL é uma organização política autônoma que tem registro definitivo pelo Tribunal Superior Eleitoral desde junho de 1998. Atualmente, é representado no Brasil por 132, políticos, sendo três governadores, 3 três senadores, 52, deputados federais e 76 deputados estaduais. O partido apresenta propostas relacionadas ao liberalismo econômico, iniciativa privada, federalismo, governo limitado, estado de direito e império da lei, conservadorismo, democracia representativa, qualidade de vida com inclusão social e unificação do imposto pela redução da carga tributária.

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