Executivo

Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2019, 10h:48 | Atualizado: 12/02/2019, 17h:34

RONDOLÂNDIA

Me perseguiam e pediam mensalinho na rua e na minha casa, diz prefeito afastado

Reprodução

Prefeito de Rondol�ndia Agnaldo Rodrigues de Carvalho (PP)

Agnaldo de Carvalho diz que vereadores inventavam acusações

O prefeito afastado de Rondolândia, Agnaldo Rodrigues de Carvalho (PP), garante que se viu obrigado a pagar propina a vereadores para não ser investigado em CPIs na Câmara. Ao , disse ter sido “perseguido” e “extorquido” pelos parlamentares. “Eu falei toda a verdade para o Ministério Público. Eu não tinha outra saída. Estava gastando dinheiro do meu próprio bolso e o pedido [de propina] era constante. Eu não tinha outra saída, realmente, naquele momento”, disse ao .

O progressista foi afastado por decisão da Justiça a pedido do Ministério Público Estadual. Na mesma decisão, foram decretadas as prisões de três, dos nove vereadores por Rondolândia. Diones Miranda Carvalho, o Diones do Rubão (PSB), Lígia Neiva (PTB) e Joaquim da Cruz, o Kinca Boiadeiro (SD) são acusados de recebimento de propina, conhecida como “mensalinho”.

 “Os vereadores iam na minha casa, me procuravam nos lugares e falavam que eu tinha que ajudar eles. Já tinham colocado várias denúncias, que eu reverti por meio de liminar. Eles inventavam coisas, tiravam do ar, não tinha nada de concreto. Tanto é que eu não fui acusado de desviar nenhum real [de dinheiro] público”, afirmou.

Agnaldo disse ter começado a colaborar com o MPE no passado. A cassação pela Câmara Municipal teria vindo logo em seguida, em agosto de 2018. Agnaldo reverteu o afastamento por meio de decisão liminar na Justiça.

“Se eu não os ajudasse, eles diziam que iriam criar a CPI para me tirar do mandato. Quando eu entreguei ao Ministério Público, eles fizeram. Usaram a lei em benefício próprio”, concluiu.

Além de afastar Agnaldo do cargo, a Justiça bloqueou R$ 100 mil das contas do prefeito. Os vereadores, além de presos, também foram afastados e tiveram o bloqueio de R$ 24 mil de suas contas.

Tanto o prefeito, quanto os parlamentares estão proibidos de acessarem às dependências do Legislativo e do Executivo, sem perda do salário, durante a fase de instrução da ação civil pública movida pelo MPE.

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Comentários (1)

  • Carlos | Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2019, 20h25
    0
    0

    Será que isso só ocorreu em rondolandia!

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