Executivo

Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 16h:28 | Atualizado: 22/08/2019, 16h:34

DISCURSO "AGRESSIVO"

O Governo não está imune a críticas, diz ministro para "rebater" análise de Blairo

Mayke Toscano

Ricardo Salles e Mauro Mendes

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles ao lado do governador Mauro Mendes, nesta 4ª

O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que visitou Mato Grosso nessa quarta (21) para vistoriar in loco as queimas que atingem o Estado, preferiu não entrar em polêmicas nem mesmo  para defender o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL). Sempre que questionado sobre alguma declaração que gerou contestações, se limitou a dizer que o “governo não está imune a críticas”.  

Uma das personalidades com que Salles fugiu da polêmica foi o ex-senador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi.  Isso porque o empresário do agronegócio, que fez quarentena de seis meses após deixar o Governo Federal, avalia que o discurso “agressivo” de Bolsonaro em relação à área ambiental tem combustível suficiente para cancelar o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeria. Em entrevista ao site Valor Econômico, Blairo pontuou que se a retórica de Bolsonaro e seus ministros não for contida no mercado internacional, o agronegócio brasileiro pode voltar à “estaca zero”.

“O agronegócio brasileiro é um exemplo de sustentabilidade para o mundo, faz agricultura sustentável com boas práticas e nem por isso estamos imunes a críticas. Por isso, o Brasil precisa permanentemente manter boas práticas, mostrar que segue regras internacionais, inclusive com relação a mudanças climáticas, Acordo de Paris, etc”, defendeu Salles.  

  Bolsonaro já sinalizou seguir os Estados Unidos e sair do Acordo de Paris, mas acabou recuando diante da pressão internacional. Em relação a mudanças climáticas, existem figuras do staff, como o chanceler Ernesto Araújo, que negam o aquecimento global, classificando como “pauta globalista”.

Além disso, Salles defendeu que o Brasil precisa receber mais recursos internacionais como recompensa por preservar o meio ambiente. Entretanto, pela postura de Bolsonaro, Alemanha e Noruega cortaram recursos destinados à preservação da Amazônia na ordem de quase R$ 200 milhões.

“Precisamos receber mais recursos em função do bom trabalho que se faz aqui em serviços ambientais, serviços ecossistêmicos. Enfim, uma gama enorme de ativos ambientais brasileiros que precisam ser monetizados”, completou.  

 Enquanto ministro da Agricultura, Blairo teve o trabalho reconhecido internacionalmente por demonstrar que o país possui uma produção com respeito ao meio ambiente. Inclusive, foi uma das lideranças do agronegócio que declarou publicamente voto ao atual presidente da República. O agronegócio, por sua vez, apoiou em peso a eleição de Jair Bolsonaro, convencido de que o discurso de neoliberalismo econômico seria uma realidade.

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Comentários (3)

  • Antonio Marcos | Sexta-Feira, 23 de Agosto de 2019, 08h47
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    Moro na região amazônica já faz 40 anos. Todo ano é assim, ou seja, desmatamento e queimadas. Só agora fui saber que a culpa disso é do Bolsonaro. Eu hein!?

  • José Vilmar Ferreira Costa | Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 17h40
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    Essa falacia de que os grandes importadores de alimentos do Brasil podem impor alguma retaliaçao, utilizando a questao ambiental como desculpa é uma falacia...o mundo precisa do Brasil para suprir alimentos ou eles vao querer comprar alimentos (carne, açucar, etc) mais caro de outros paises....a nossa produçao agropecuaria é totalmente sustentavel...somos exemplo para o mundo...essa questao ambiental é pano de fundo para tentar impor um freio na nossa produçao agropecuaria.

  • Zora | Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 16h51
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    O tempo dirá quem está certo. Até lá, procuremos abrigo e estoquemos alimentos - a perspectiva é nebulosa.

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