Executivo

Segunda-Feira, 15 de Novembro de 2010, 09h:07 | Atualizado: 26/12/2010, 12h:28

INFRAESTRUTURA

Para faturar mais, empreiteira faz 165 galerias em 25 km de BR

   Em um trecho de 25 km de pavimentação asfáltica que estão sendo executados na BR-158, na região de Ribeirão Cascalheira, no subtrecho entre Confresa e Vila Rica, estão sendo construídos nada menos que 165 galerias de águas pluviais que passam por sob a rodovia, média de uma a cada 150 metros. O preço deve estar muito bom para a empreiteira que toca a obra. A observação foi feita pelo servidor público em Cuiabá João Moessa, que trafega constantemente pela rodovia, principal via de acesso do Médio e Baixo Araguaia. A 158 corta Mato Grosso até a divisa com o Pará. Segundo ele, nem precisa ser engenheiro para concluir que "há algo errado".

   "Não é preciso conhecer as áreas de contribuições com precisão destas galerias quem viu as antigas e as novas construídas contiguas e observa as áreas possíveis de contribuição em especial nos primeiros 25 km a partir de Confresa", escreve Moessa. Segundo ele, a montagem de tantas galerias num trecho que, a olho nu, não se percebe tanta necessidade, eleva os custos da obra. "É a população quem paga por esses serviços. A pavimentação dessa rodovia tão esperada pela população deveria ser motivo de muita alegria e até deve gerar muita alegria para aqueles que não sabem ou não se importam com os custos e os meios tortos como a obra é executada".

    A ponte destacada na imagem abaixo foi construída para substituir uma galeria de metálica com seção de aproximadamente 12 m². Na opinião de Moessa, trata-se de uma obra desnecessária e questiona: "agora só falta construir o rio".



    Fotos tiradas no último dia 9, sendo uma próxima e outra distante, mostram uma ponte de concreto construída sobre a rodovia BR-158, na região do Araguaia, com cerca de 60 metros, mesmo num trecho sem córrego ou rio

     João Moessa enfatiza que a construtora poderia ter feito uma galeria de seção retangular adequada à vazão da área de contribuição com preço muito menor e que exige menos manutenção e não produz solavancos costumeiros aos veículos quando passam sobre pontes devido a recalque que quase sempre ocorrem dos aterros na entrada e saída.

   Pelas imagens, nota-se que os aterros de acesso à ponte já estão sendo executados. O terreno sobre a ponte é de uma antiga estrada antes do início das obras. O desvio ao lado, narra João Moessa, foi executado sem construção de galeria provisória. "Simplesmente fizeram um aterro como se fosse um reforço ao talude da estrada original", critica o servidor público. Ele observa que, depois do aterramento, será aberto uma vala abaixo da ponte para desviar o pequeno riacho que passa pela galeria metálica. Numa outra etapa, a galeria será removida. "Nosso suado dinheiro vai rolar juntamente com a água por debaixo da ponte", reclama Moessa.


 Esta galeria poderia ser de seção retangular mais adequada à vazão da área de contribuição e com preço menor
Fotos: João Moessa

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Comentários (18)

  • José Saraiva | Quinta-Feira, 18 de Novembro de 2010, 09h15
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    Até aonde sei, empresa que executa a obra não pode ser a mesma que executou o projeto. Como poderia ser responsável pela determinação de 165 bueiros( galeria são complexos comerciais) em um trecho de 25 km? Com certeza vem determinado em projeto. O grande problema das obras públicas é a falta de projetos. Tudo é feito na base do ctrl c e ctrl v. e o pior q não conferem nada. Não conheço a realidade dessa região. Mas se existe algum absurto, deve ser questionado com o projetista. Tudo sempre é especificado e aprovado em projeto. Apos essa etapa, em cima do projeto,contrata se a empresa para execução. Me admira Sr João Moessa, engenheiro, lotado no setor de planejamento, responsável pelas obras do Detran, querer responsabilizar a empreiteira. Descobre sr João quem fez o projeto e desse a lenha nele. Aproveita e faz diligencia em outras obras e verá q os erros de projetos são absurdos. As empreiteiras agradecem.

  • João Moessa | Quarta-Feira, 17 de Novembro de 2010, 13h59
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    Aos que dizem que não conheço a região fiz em torno de 50 viagens a região São Félix do Araguaia, Confresa e Vila entre 2008 e 2010, fiz em média três viagens por mês no período chuvoso do início de 2008. Não afirmei que todas a galerias e pontes são indevidas, a do Xavantino, do rio próximo que me falha o nome, do Tapirapé e a ponte de sua vazante indiscutívelmente tem muita vazão, a água que vai passar debaixo da ponte da foto é mesma que hoje passa pela galeria cuja foto está logo a seguir a da ponte cada um tira sua conclusão. Sr. Badé quando diz sujo falando do mal lavado se está se referindo ao Órgão que tabalho deveria se informar melhor a meu respeito, sou servidor não pode me confundir como o todo, se acha que existe algo de errado tem o direito e o dever de denunciar.

  • Mauricio Vaz | Terça-Feira, 16 de Novembro de 2010, 08h19
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    Só mesmo conhecendo a Região pra saber que este Senhor perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Agora na Sêca é fácil dizer que a Ponte é indevida, mas quando chega a chuva a Região vira um mar dágua. É necessário sim tomar providências e cuidar também do transbordo, pra que não aconteça o que aconteceu na Baía de Chocororé. Já fiquei 2 dias em um atoleiro na Região sem nem mesmo trator conseguir desatolar o ônibus. O Vale dos Esquecidos até na hora de sair da lama, tem quem aparece pra forçar a barra em mantê-la no lamaçal. Isso não pode acontecer.

  • Renato Souza Rodrigues | Terça-Feira, 16 de Novembro de 2010, 06h38
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    Sem graca esse comentario, esse cidadao conhece a regiao? sabe do volume de agua ali nas epocas das chuvas? deverias saber q devem ter feito um levantamento topografico da area, ou ele vai querer q na epoca das chuvas alague tudo e ele venha dizer q deveria ter feito? Nao entendo como uma pessoa fica metendo o bedelho onde nao entende nada ou quer q a obra pare? nao sabemos das suas intencoes e caberia ate um processo por parte da construtora por falsa acusacao e pelo q vi os comentarios no site esse cidadao tem uma ficha nao tanto limpa. Vai ciudar da sua vida e de opiniao onde vc entende seu sem futuro.

  • Badé | Segunda-Feira, 15 de Novembro de 2010, 20h38
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    Esse tal de "Moessa" perdeu boa chance de ficar quieto - - - - - - Sujo falando do mal lavado..........

  • Cinibilino arruda | Segunda-Feira, 15 de Novembro de 2010, 17h11
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    Esse ai, nao foi diretor n a epoca dos rolo do Detran???Num tem credito nenhum!!!

  • ednor Fernandes | Segunda-Feira, 15 de Novembro de 2010, 14h43
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    Boa tarde Romilson, essas galerias ou bueiros estão sendo feitas onde ja existia, e onde na épocas das chuvas a estrada corta com passagens de aguas, para vc ter uma ideia, ano pasado eu rodei de Confresa, Porto Alegre, Canabrava,Vila Rica, e outras cidades para Cuiaba, mas de 200 mil kilometros, e falo para vc que ainda tem lugar que esta faltando bueiros. se vai fazer asfalto tem ke fazer bem feito, e mas se vc quizer fotos dessa estrada eu tenho e muitas, para provar que não a super- faturamento, algum, morro em Canabrava desde 1992, e posso contar para vc onde estaõ cada burraco da BR 158 de Cascalheira a Vila Rica, para vc ter uma ideia eu cheguei andar em um mes de canabrava para cuiaba, 8(oito) vezes, sendo que da 1.150 km por oito. falo por conhecer. Obrigado e boa tarde

  • pedro | Segunda-Feira, 15 de Novembro de 2010, 13h54
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    pedro, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • araguaia | Segunda-Feira, 15 de Novembro de 2010, 12h45
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    Romilson eu até gosto do site, mas fazer uma reportagem passeada no que um funcionario público acha ou deixa de achar.Vc tá brincando né? pq vc não vem aki no araguaia no periodo chuvoso e trás esse engenheiro que pretou essas informações a vc.

  • Bruna MT | Segunda-Feira, 15 de Novembro de 2010, 12h34
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    Reportagem com critica de um cidadão que não é engenheiro. Quando a estrada é levada ou acabada pela aguá ai vem um monte de gente criticar. Vamos fazer reportagem consistente, com embasamento por favor, a população agradece.

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