Executivo

Sábado, 11 de Janeiro de 2014, 08h:58 | Atualizado: 13/01/2014, 19h:14

População aumenta e Alta Floresta sofre efeitos de obras da hidrelétrica

Gláucia Colognesi

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 Prefeito Asiel Bezerra já aponta impacto negativo

A construção da Usina Hidrelétrica Teles Pires, iniciada em 2012, tem gerado impacto negativo em Alta Floresta (a 812 km de Cuiabá), de acordo com o prefeito Asiel Bezerra (PMDB). Por conta da obra, o número de habitantes no município saltou de 49 mil em 2010 para 65 mil em 2013. Mas o peemedebista alega que apesar disso não houve aumento significativo no orçamento. Para o Exercício de 2014,  o recurso será R$ 12 milhões superior  ao do ano passado.
 Em 2013,  o orçamento do Executivo foi de R$ 95 milhões, já para este ano são R$ 107 milhões. A Educação contará com investimento de R$ 28 milhões, o que representa 26,6% do total.  “O maior impacto negativo com a construção da usina foi sentido na secretaria da Educação. Ano passado tivemos que aumentar mais de 100 salas de aula”, delineou Asiel.   

 O primeiro ano de gestão do peemedebista foi difícil, pelo menos é a avaliação que ele faz. “O repasse do governo estadual é referente ao número de habitantes. E o Censo 2010, o último feito, não condiz com o número real da população, que cresceu muito nos últimos anos. Em 2013 muita gente se mudou para Alta Floresta por conta da usina”, pontuou o prefeito.

 Em setembro,  Asiel teve que demitir quase todos os contratados e comissionados e ficar apenas com os concursados. Ao todo foram demitidos 320 funcionários. A única pasta que não teve demissão foi a Educação, já que a maioria dos professores são contratados.

 O prefeito explica que as exonerações ocorreram para diminuir a folha de pagamento. Dos R$ 107 milhões previstos para este ano está incluso a despesa com a Previdência. O peemedebista diz que procurou o governador Silval Barbosa (PMDB) na tentativa de conseguir mais repasse ao município, mas o que conseguiu foi apenas uma sugestão. “De conseguir complementação com convênios e emendas”, detalhou.

 Asiel também disse que tem tentado junto a União liberação de recurso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O montante seria de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões é uma parceria entre os governos federal e estadual”. O dinheiro seria para projetos na área da saúde e infraestrutura. A previsão é que as obras comecem ainda este ano, de acordo com o gestor.

Apesar de questionar o repasse estadual e afirmar que administrar a cidade ano passado foi complicado, Asiel revela que nem tudo foi ruim. “Apesar de todas as dificuldades conseguimos fechar o ano de forma positiva”. Para 2014, ainda está previsto concurso para médicos e dentistas. “Até o meio do ano será realizado o concurso”, concluiu. 

 

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Comentários (14)

  • João Bobao | Terça-Feira, 14 de Janeiro de 2014, 15h46
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    Vão se informar. Os relatórios do empreendedor são públicos. Procurem no site do IBAMA. O problema de Alta Floresta e Paranaíta é ausência do estado. Empreendimentos nunca vão conseguir resolver todos os problemas dos municípios. Cade os deputados de Alta Floresta e Paranaíta.

  • Joaquim Desidério Batista | Segunda-Feira, 13 de Janeiro de 2014, 17h51
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    Se a situação dos municípios de Paranaita e Alta Floresta estão sob estado de emergência e caos é sinal que os programas socioambientais da usina contido no EIA RIMA e Projeto Básico Ambienta da Usina Teles Pires para mitigar e corrigir estes impactos sociais não estão funcionando devido a Companhia Hidreletrica Teles Pires não esta executando as atividades dos programas a contento cabe ao IBAMA e o Ministério Público averiguar a situação e cobrar do empreendedor a correção e o reparo dos impactos sociais negativos em detrimento da construção da usina. O que não pode é os municípios estarem arcando com estas despesas da educação, saúde, assistência social e infraestrutura originadas da construção da usina. Seria interessante as autoridades e a sociedade em geral irem para porta da usina cobrar os compromissos assumidos pela usina os quais foram prometidos para os municípios.

  • João Lopes | Domingo, 12 de Janeiro de 2014, 12h50
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    A usina também ta empurrando com a barriga a compra das terras que serão alagadas fizeram um laudo de avaliação que o valor da hectare não compra nem bananinha. E proprietário da terra vai pra onde?

  • Mário Reis dos Santos | Domingo, 12 de Janeiro de 2014, 12h44
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    Será que não tem algum politico mordendo algum mensalinho da usina? Por que a imprensa de Alta Floresta recebe todo mês da usina so para falar bem da usina.

  • Manoel Carlos Nunes da Silva | Domingo, 12 de Janeiro de 2014, 12h40
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    Se a usina ainda não fez o balneário do FESTPRAIA imagina o Aterro Sanitário de Paranaíta. Olha que o balneário e o aterro sanitário ta tudo escrito no projeto ambiental da usina.

  • João Cezar Lopes da Silva | Domingo, 12 de Janeiro de 2014, 12h35
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    A usina so fez alguma coisa na época dos prefeitos Dr. Pedro de Paranaíta e Maria Izaura de Alta Floresta, por que depois disso a usina não fez mais nada. Volta Dr. Pedro!!!! Volta Maria Izaura!!!!!!!

  • Carlos Magno Bueno | Domingo, 12 de Janeiro de 2014, 12h31
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    O local onde realiza todos os anos o FESTPRAIA em Paranaíta vai alagar e até agora a Usina não fez o Balneário que prometeram e olha que a usina fica pronta este ano...... Cade o balneário que a usina prometeu?

  • Delcio Nunes de Souza Filho | Domingo, 12 de Janeiro de 2014, 12h26
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    Depois da Usina pronta a Companhia Hidreletrica Teles Pires vai ter 30 anos de concessão, ou seja, vão lucrar muitos bilhões de reais e não querem nem cumprir o que foi acordado com a população na época das audiências públicas quando apresentaram o EIA/RIMA..... O IBAMA e o Ministério Público vão ficarem omissos?

  • Marcos Vinicius de Souza | Domingo, 12 de Janeiro de 2014, 12h20
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    Seria interessante a imprensa fazer uma reportagem desses impactos negativos da usina nos municípios de Alta Floresta e Paranaíta..... Será que Alta Floresta tem imprensa?

  • Pedro Julio do Carmo Rodrigues | Domingo, 12 de Janeiro de 2014, 12h15
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    É pelo jeito os municípios de Alta Floresta e Paranaíta são vão ficar com os impactos negativos da obra da usina e os bônus do ICMS serão todo do estado do Pará........ A onde estão nossas autoridades de MT ?

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