Executivo

Quarta-Feira, 14 de Maio de 2014, 17h:55 | Atualizado: 14/05/2014, 17h:57

Várzea Grande

Prefeito justifica mau atendimento no Pronto-Socorro e cobra o Governo

Davi Valle/Rdnews

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O prefeito de Várzea Grande, Walace Guimarães, em entrevista à jornalista Talita Ormond, nesta 4ª

Ao responder críticas de internautas do RDTV, nesta quarta (14), sobre o Pronto-Socorro de Várzea Grande, o prefeito Walace Guimarães (PMDB) argumenta que falta um atendimento mais humanizado na unidade e para isso o servidor tem que colocar “amor” no que faz. O peemedebista garante que o hospital foi reaparelhado recentemente e, por isso, não faltam insumos para o trabalho, tendo em vista que o número de servidores está completo e suficiente para atender a demanda. “O que falta é comprometimento do servidor”.

Segundo ele, há três médicos por cada especialidade, mas quando se chega na unidade apenas um está trabalhando. O prefeito justifica que alguns profissionais se recusam a atender a todos os pacientes, bem como se limitam a prestar assistência apenas àquelas pessoas que estão classificadas na cor vermelha. Walace explica que os doentes que estão nesta classificação de risco são aqueles com quadros mais graves como pessoas enfartando e acidentados de trânsito.

O peemedebista, contudo, ressalta que precisa resolver esta situação e que, por isso, vai endurecer a fiscalização, descontar o ponto e o dia de trabalho dos faltosos e, se preciso for, vai exonerar aqueles que não querem trabalhar. Apesar do quadro, Walace reconhece que, por ser uma unidade que funciona no regime de portas abertas, falta leito para todos. “O Hospital Geral, em Cuiabá, quando lota os leitos manda para outra unidade. A Santa Casa é a mesma coisa, mas o Pronto-Socorro não. Atende todo mundo. Não tem maca disponível, acomoda o paciente na cadeira. Se todas as cadeiras estão ocupadas coloca-se o doente no chão”. 

A solução seria construir um novo hospital ou ampliar o que já existe para aumentar o número de leitos, mas a prefeitura não tem condições financeiras para arcar sozinha com uma obra dessas. Para isso, precisaria de uma parceria com Governo e/ou de emendas parlamentares. Mesmo sendo do mesmo partido do governador Silval Barbosa, Walace não esconde a insatisfação com a pouca atenção que o Governo dá para a Saúde.

O prefeito considera irrisório o apoio que o Executivo estadual dá para manter o Pronto-Socorro e também se queixa da falta de regularidade nos repasses. Diante da situação, Walace afirma que terá uma conversa com o secretário estadual de Saúde, Jorge Lafetá, e se não resolver deve judicializar a dívida que o Estado tem com a prefeitura. O gestor também demonstra indignação por ter que arcar com 80% da manutenção do hospital, enquanto o Governo colabora somente com 20% dos custos. Acontece que a unidade recebe enfermos do Estado inteiro e não apenas os várzea-grandenses.

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