Executivo

Domingo, 03 de Janeiro de 2010, 07h:35 | Atualizado: 15/04/2016, 09h:34

Confronto

Professores ficam na "bronca" com salário

   Os professores da rede pública de Mato Grosso demonstram descontentamento com o novo piso nacional de R$ 1.025,00, anunciado pelo Ministério da Educação. O montante representa um incremento de 7,86% em relação ao piso anterior para 40 horas semanais, de R$ 950, fixado em junho de 2008 com a sanção da Lei 11.738. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep-MT), Gilmar Ferreira, explica que há divergência no cálculo.

   Segundo ele, tanto o Sintep-MT quanto a maioria das entidades representativas do país, fazem as contas com base nos repasses do Fundeb, conforme determina a lei. Por este método, o piso atual é de R$ 1.122,00 desde janeiro de 2009 e deveria subir para R$ 1.302,00 a partir deste ano. “O governo é caloteiro. Não aplica os recursos constitucionais em educação. Aproximadamente R$ 700 milhões do Imposto de Renda, retirado na fonte, não são aplicados no setor”, denuncia.

   A revolta dos professores com o governador Blairo Maggi (PR) só não é maior do que o descontentamento com o governo federal. Segundo Gilmar, ao anunciar o novo piso de R$ 1.025,00, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou que não se preocupa com a valorização profissional. Isto porque, segundo ele, o reajuste de 7,86% anunciado pelo ministro Fernando Haddad está baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e não no Fundeb, como manda a legislação.

   Gilmar também critica a liminar concedida pelo STF a Estados e municípios, que defendem reajuste de apenas 4%. Ao apreciar a Lei 11.138, o Supremo declarou-a legal, mas suspendeu a eficácia de dois artigos. No entendimento dos ministros, piso salarial não é o valor mínimo que o profissional deve ganhar, mas a soma de tudo aquilo que ele recebe. Desta forma, tanto o vencimento básico dos professores quanto as gratificações podem ser contabilizados para estipular o valor do piso. “Isto é um retrocesso, um desastre. Abriu brechas para que os prefeitos calculem proporcionalmente os salários a partir do vencimento básico de 40 horas”, explica Gilmar. Diante das divergências de cálculo, os profissionais não descartam a possibilidade de deflagrar greve este ano.

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Comentários (8)

  • rogerio lima | Segunda-Feira, 04 de Janeiro de 2010, 13h59
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    No Gov. Magi,o sintep, nada fez pela classe dos professores efetivod e interinos mais esta chegando a hora das eleições no país, todos do sintep esta preocupando com as eleções da sery para o senado e os demais políticos de gabinetes do PT, durante este periodo onde estava o nosso presidente do sintep Gilmar, mais agora ele chegar pedido votos para os servidores da educação sim fosse outro gov. no poder teria ocorrindo varias paralização da classe mais o secretario de estado de educação e demais membros da SEDUC, e todos os cargos são do PT, por isso ninguem falou nada todos com a boca fechada!!!!!!!!!!

  • professor | Segunda-Feira, 04 de Janeiro de 2010, 13h39
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    como e bom o poder, verinha, serys, abicalil, e outros falsos, tais só se titularizão o representantedo povo, so são oportunistas, ,,,,,

  • Luciano Ferreira | Segunda-Feira, 04 de Janeiro de 2010, 10h26
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    Vamos lá, cadê o Sintep com Helena Bortolo e Cia.... na porta da Seduc, gritando, fazendo a maior zueira.... pedindo reajuste salarial, cadê Verinha ? O PT só sabe ser oposição ? como situação coligada no caso SEDUC, devia fazer alguma coisa, mas não. Todos descobriram como é bom mamar nas tetas do governo....

  • joao | Segunda-Feira, 04 de Janeiro de 2010, 10h07
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    Cadê a profª Verinha, a "incansável" guerreira da educação? Agora ela está na "palma da mão", "relaxando" e "gozando" com a cara dos professores que a ajudaram a chegar lá.

  • MARGARETE | Segunda-Feira, 04 de Janeiro de 2010, 07h12
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    Cade a deputada Vilma, que foi eleita pela classe dos professores.....

  • ROBSON ANTUNES | Domingo, 03 de Janeiro de 2010, 18h48
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    Uê, o sintep é do pt...o pt está com o rei da soja na secretaria de educação...É Ságuas pra federal pessoal...vamo lá td mundo ajundando o moço a melhorar seu status quo!

  • natalino almeida lima | Domingo, 03 de Janeiro de 2010, 11h24
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    não é de se estranha atitude do ministro com relação ao salário dos profissionais da educação, pois, sempre foi o que menos tem valor junto aos governos, parece que eles não passaram pelo ensinamento de um professor. Mais o sindicato não pode ficar a merces do governo butinudo com este secretário que nunca teve compromisso com a educação, e sim com os interesse deste partido PT que se esconde atrás de antigo ideal, quando estava fora do poder. Não deixar ser duro com está corja que está ai se disfarsando de governo que está preocupado com a educação. estamos atento.

  • marcos | Domingo, 03 de Janeiro de 2010, 10h14
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    cade os defensores do PT e do maggi? so lembrando que o secretario de educacao e do PT, e o PT sempre lideraram os movimentos grevistas no passado, cade os movimentos,as passeatas e as lutas para aumento de salario,com certeza o lulla deu um calaboca para os animadores do PT. agora o municipio sim ,investe em educacao,ganha todos os premios nacional sobre melhora na educacao,por isso parabenizo o prefeito wilson,isso e fazer revolucao na vida das pessoas!

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