Executivo

Sábado, 21 de Novembro de 2020, 14h:22 | Atualizado: 22/11/2020, 08h:28

EDUCAÇÃO

Professores protestam contra fechamento de escola em VG; secretário vai à ALMT

Professores e comunidade escolar da Escola Estadual Mercedes de Paula Sôda, no bairro Jardim Paula I, em Várzea Grande, realizaram uma manifestação contra a desativação da unidade, na manhã de hoje (21). As escolas estaduais Miguel Baracat e Ernandy Maurício Baracat de Arruda também serão desativadas, conforme orientativo enviado pela secretaria estadual de Educação (Seduc-MT).

Reprodução

Professores protestam contra fechamento de escola em VG

Professores e comunidade escolar foram até a escola protestar na manhã deste sábado

O deputado estadual Henrique Lopes, que acompanha de perto a situação da Educação em Mato Grosso, convocou o secretário estadual da Pasta, Alan Porto, para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A reunião acontecerá na quarta (25), das 8h às 10h.

“É urgente que todos fiquem muito atentos aos desmandos do governador Mauro Mendes, por isso pedi a presença do secretário na ALMT. Além do fechamento de escolas estaduais, Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas) e Centros de Formação Profissional (Cefapros), também pedi esclarecimentos sobre o fim da eleição para diretores das unidades, reordenamento da rede estadual, tramitação do Plano Estadual de Educação e cumprimento das metas previstas em 2017, cumprimento da Lei 7.040/98, que dispõe sobre eleição de diretores, encerramento do ano letivo e situação dos contratos temporários. Estamos assistindo uma série de irresponsabilidades por parte do governo e precisamos entender qual o compromisso do Estado com a Educação”, destacou o parlamentar.

Por conhecer o verdadeiro cenário da educação pública e gratuita do Estado, Henrique afirmou que o Governo não pode “se dar ao luxo” de fechar escolas. O deputado ainda chamou atenção de que, com a desativação de escolas, os estudantes serão transferidos para unidades mais distantes de onde moram.

Fablicio Rodrigues

Henrique Lopes

O deputado Henrique Lopes convocou o secretário de Estado de Saúde para explicações

“Sabemos que muitos pais não conseguem levar e buscar os filhos, por isso optam por escolas no bairro. As crianças acabam fazendo o trajeto sozinhas. Com a transferência para outras regiões, terão que se deslocar para longe, atravessar avenidas e etc”, alertou.

Única escola estadual do bairro

A professora Leliane Borges ressaltou que a Escola Estadual Mercedes de Paula Sôda é a única da rede estadual no bairro Jardim Paula I.

“A presença da escola valoriza e enriquece a comunidade. Com o fechamento dessas escolas, os estudantes serão encaminhados para outras mais distantes. No caso da Escola Estadual Miguel Baracat, por exemplo, que atende a região do Engordador e Icaraí. Nessa região não tem nenhuma escola e a opção que a Seduc-MT deu é fazer o traslado do aluno de ônibus. Sendo que os veículos estão em péssimas condições e os estudantes que dependem deles frequentam a escola, geralmente, três vezes por semana. Chegam cansados, trazendo muito prejuízo na construção do conhecimento”, avaliou.

Em desabafo, o professor da Escola Estadual Mercedes de Paula Sôda, Melquíades Novaes dos Santos Junior, afirmou que todos da unidade estão muito tristes com a decisão. Melquíades ainda ressaltou que os profissionais foram “pegos de surpresa”, já que a comunidade escolar não foi ouvida antes da decisão final da Seduc-MT.

“O ano letivo termina normalmente em 21 de dezembro. Depois disso os alunos sairão daqui com transferência nas mãos para procurarem outra escola. A indicação é a Escola Estadual Nadir de Oliveira, que está sendo reformada. Mas estamos enviando um formulário para os pais opinarem se concordam com o fechamento da escola. A partir disto, vamos tentar reverter a situação. Nós servidores não achamos justo, já que a escola tem 373 alunos e estão sendo desativadas às unidades com menos de 300”, explicou.

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Comentários (20)

  • Ovo | Segunda-Feira, 23 de Novembro de 2020, 08h06
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    0

    A tal Dra, que ñ fez doutorado se enganou. Com um calor desse, professor deve tomar cerveja na casa dele e ñ vinho. Ele paga com o dinheiro dele. Assiste Netflix pq foi obrigado a gastar e muito com internet p lecionar de dentro da sua casa. Qto ao Mário CPA, quem ñ quer q tenha vacina é o Bolsonaro, afinal é uma gripezinha. Pare de Mú mú múúúú

  • Mario Navarro CPA | Domingo, 22 de Novembro de 2020, 20h32
    0
    9

    Não quero ser advogado do diabo mas na rua onde moro Pedra Preta tem professores engordando e torcendo pra nao twr vacina. Salario garantido. Home office é Sky e Stella Artois. Vamos trabalhar. Pra ir no shopping professores podem? Pra empinar pipa na rua podem? Então tem que ter aula. Mi mi mi. Bolsonaro está certo. São maricas.

  • GILLIARD GIOVANNI SILVEIRA HORTENCIO | Domingo, 22 de Novembro de 2020, 19h28
    1
    0

    Poxa DRA Regina da Chapada, infelizmente o nosso trabalho está congelado desde o início do governo Mauro Mendes. Mas é uma pena nós professores não estarmos podendo tomar um vinho do porto como a senhora sugeriu, pois seria muito bom para distrair num final de dias desgastantes que estamos tendo com as aulas online, mas infelizmente não posso pois o governador Mauro Mendes tem confiscado boa parte do meu salário.

  • Marcia | Domingo, 22 de Novembro de 2020, 17h42
    5
    0

    Nossa !!Quanta grosseria!!! Comentário desagradável...Vc esqueceu que foi o Parasita que te auxiliou vc a se tornar uma Advogada..aliás...Vc tem doutorado??? Vc precisa se informar mais...Sou professora e não aceito ser chamada de Parasita...Admiro uma pessoa com um título de direito e se expor um comentário tão baixo nivel!!!

  • Márcia Agripina Ramires Jamil | Domingo, 22 de Novembro de 2020, 14h52
    2
    0

    Dra Regina da Chapada, a senhora se lembra do nome da parasita que te ensinou a ler e a escrever? A senhora é Dra em que mesmo? Desculpa a pergunta,?

  • Samara p. De souza | Domingo, 22 de Novembro de 2020, 13h44
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    0

    Quando os órgãos políticos não enxergarem a educação como primordial fica difícil. O dinheiro dos professores Só da para comprar o que comer, internet para dar aula on-line imagina para tomar vinho do Porto. É fácil criticar de foda quem eata dentro trabalhando.

  • Etson Iten | Domingo, 22 de Novembro de 2020, 13h16
    3
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    Doutora?? Sera que tem este título mesmo? Porque geralmente as pessoas que fazem um curso de doutorado, antes de abrir a "boca para falar M..." procuram se informar um pouco mais. Talvez tenha uma graduação e sonha com um doutorado, e ainda usa no jaleco a identificação Dr°. Volta a estudar, que um professor pode ajudar.....não ser tão ignorante.

  • Lucilia Maria da Silva | Domingo, 22 de Novembro de 2020, 12h43
    7
    0

    Dra: Com todo respeito que tenho á categoria!! Nós, estamos encerrando um ano atípico devido á pandemia. A digníssima senhora, sabe quantas noites fiquei sem dormir? Pensando como iria me adaptar e ministrar as aulas remotas! Primeiro : providenciar um espaço, not book mais potente, por que o meu filho também precisava de um, há me esqueci mesas , cadeiras , internet com potência necessária. E a senhora, me diz que professor está assistindo filme é tomando vinho! Conheça á realidade dessa categoria sofrida que nunca teve valor! Faça um cálculo o quanto foi gasto e continuo tendo para ministrar uma aula de qualidade! Os valores estão invertidos fechando escola e inaugurando presídios.

  • Gonçalo Corrêa | Domingo, 22 de Novembro de 2020, 11h41
    9
    1

    Essa Dra só deve ser bolsolixo mesmo junto com esse horroroso governador Mauro mente, querem acabar mesmo com a sociedade, a sociedade sem estudo é um povo preso nesse regime que vcs querem implantar no Brasil, miséria fome, terror e ainda sem educação, Mercedes de Paula quantas crianças já passaram por aqui a educação transformou a vida de muitas famílias, agora se for criar um melhor e maior como as escolas modelo da época do blairro Maggi com piscina e ginásio tudo bem, mais fechar por fechar sem motivos sai fora governador.

  • Alice Pereira de Campos | Domingo, 22 de Novembro de 2020, 11h09
    12
    0

    Fechar escolas e inaugurar presídios, essa é a do governo Mauro Mendes.

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