Executivo

Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2014, 11h:34 | Atualizado: 23/01/2014, 12h:45

Cuiabá

Secretário afirma que alto índice de violência é culpa do tráfico de drogas

Rodinei Crescêncio

 secretário municipal de Apoio à Segurança Pública, tenente coronel Eduardo Henrique de Souza

Secretário de Apoio à Segurança Pública, tenente coronel Eduardo Henrique 

O secretário municipal de Apoio à Segurança Pública, tenente coronel Eduardo Henrique de Souza, atribuiu o alto índice de violência de Cuiabá ao tráfico de drogas. A Capital ficou em 29º lugar no ranking das cidades mais violentas do mundo, na pesquisa feita pela ONG Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Pena, do México. Somente no ano passado, a taxa de homicídio foi de 43,95. Outras 15 cidades brasileiras aparecem na lista.
Durante entrevista ao Grupo RDNews nesta quinta (23), o titular da pasta – criada em dezembro –, explicou que as drogas que entram no município através da fronteira entre Mato Grosso e Bolívia tem resultado no aumento da criminalidade e violência. De acordo com ele, há alguns anos Cuiabá era corredor para o tráfico, mas percebe que há algum tempo parte considerável dos entorpecentes que vêm de outros países da América do Sul tem ficado aqui. “Tudo isso acaba gerando violência, crimes e disputa entre facções. Antes a droga não entrava nas escolas, mas hoje já estão”, lamenta.
Para combater os problemas da segurança pública na Capital, principalmente o tráfico de drogas, a Prefeitura de Cuiabá assinou termo de cooperação com o governo que disponibilizará policiais militares para executar ações pensadas para a Cuiabá. Os PM’s vão trabalhar nos dias de folga e receberão indenização de R$ 13 a R$ 20 por hora, dependendo da graduação do militar. Os interessados deverão se inscrever através do site da Polícia Militar.
O prefeito Mauro Mendes (PSB) adquiriu 10 viaturas para que o trabalho seja desenvolvido. As ações começam em 10 de fevereiro e terão como foco escolas públicas tanto da região central quanto da periférica. Além da ronda, os policias estarão presentes dentro das unidades de ensino e dialogando diretamente com diretores e coordenadores. Isso porque, conforme explica o secretário, há alunos envolvidos com drogas ameaçando professores de morte.
O patrulhamento também será feito nos arredores de postos de saúde e feiras livres. Atualmente, cerca de 2 mil policiais militares atuam em Cuiabá e Várzea Grande, efetivo considerado insuficiente pelo secretário.
Combate
Eduardo observou que o combate à violência não pode ser avaliado isoladamente como trabalho apenas das polícias ou dos sistemas de segurança. Segundo ele, os governos devem se atentar para a falta de infraestrutura, educação, emprego e lazer, especialmente em bairros da periferia, pois são fatores que influenciam diretamente na violência. “A discussão deve ser multidisciplinar”, disse.

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Comentários (6)

  • Jorge1 | Sexta-Feira, 24 de Janeiro de 2014, 07h40
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    O fato dos PM's trabalharem nos dias de folga não transgride a Lei? O termo de cooperação entre Estado e Prefeitura de Cuiabá já deveria existir há um bom tempo, pois trata-se de uma Capital e o Estado tem obrigação de cuidar, sem custas ao município. O Secretário municipal está preocupado com os dados de uma ONG de quem nunca ouvimos falar, porém como oficial militar deve conhecer bem as causas de toda essa violência, chamam-se: Falta de Amor, caridade, cultura, humildade, fraternidade. E além de tudo, falta investimento do governo nas três esferas em todos os sentidos, principalmente com a educação, pois o que percebemos é que há um interesse velado em que o povo permaneça inculto para ser de todas as formas ludibriado, aplaudindo as ações de um governo que cria bolsa para tudo. Mais uma forma de compra de voto que nosso TSE não vê.

  • domicio | Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2014, 18h24
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    desculpe sr, secretario corenel, o alto indice de violencia existe, porque nao tem nenhum tipo monitoramento, prevencao. o governo nao iveste em inteligencia, na capacita e paga mto mal seus agentes publico relacionados a seguranca. nao sou policial.

  • Antonio Oliveira | Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2014, 15h33
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    Infelizmente um Droga maior e não domar o comportamento humano dentro das instituições, por exemplo a presença dos pais em caso de problemas com adolescentes, a prostituiçao maqueada atraves da musica tem influenciado jovens e adoslecentes a bebidas e logo após drogas.. precocimente.. precisamos rever conceito de cultura cultura e a familia forte familia forte e uma sociedade forte..

  • Antonio Oliveira | Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2014, 15h18
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    A PRMEIRA DROGA QUE ENTROU NA ESCOLA FOI O FUNK.. MAIS FALAM QUE E CULTURA.. NUNCA VI CULTURA LEVAR ADOLESCENTES PRECOCIMENTE A PROSTITUIÇAO.. BAILES ONTE A BEBIDA O INICIAL PASSO AS DROGAS.. CIGARRO E OUTRAS MAIS.. INFELIZEMTNE APÓS LER ESTA MATERIA VAMOS TER UMA DO LADO FAZENDO APOLOGIA AO SEXO LIVRE, ONDE CRIANÇAS TEM PAGO O PREÇO CARO DENTRO DA SUA PROPRIA FAMILIA, A FALAM QUE IGREJA QUER SE INTROMETER AONDE NAO DEVE, O CAMINHO E VALORIZAR O PAI DE FAMILIA E A DONA DE CASA QUE CRIA SEUS FILHOS.. PRA TER A FAMILIA FORTE.. FAMILIA FORTE E UMA SOCIEDADE FORTE

  • Moreira | Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2014, 13h43
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    Temos que analisar também, secretário, que a Justiça e o sistema educacional no País, e aqui no estado, colaboram e muito para a violência e a degradação da unidade básica da sociedade, a família. Vejo apenas como uma medida paliativa pois não atinge o foco, que é o tráfico de drogas. Não existem instrumentos de inclusão social nos bairros, praças, esportes, cultura, caso tivéssemos, as nossas crianças estariam menos vulneráveis.O sistema penitenciário é uma porcaria, pois de dentro das cadeias saem ordens do caos. O governo do estado é omisso, então fica difícil a prefeitura levar nas costas uma obrigação do ESTADO que é um ente mais poderoso, rico e tem todas as formas de se fazer, mas não o faz porque isso não lhe trará benefícios financeiros, visão caolha dos governos estadual e federal.

  • Zé Poxoréo | Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2014, 12h58
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    Enquanto fevereiro não chega nosso prefeito poderia pelo menos mandar passar uma vassorazinha lá na crakolandia que está puro lixo. E de que quebra notificar a empreiteira que fez o asfalto a menos de um ano e já está todo cheio de buraco.

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