Executivo

Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020, 15h:32 | Atualizado: 30/09/2020, 20h:28

SUPOSTA PROPINA

Secretário diz que prisão de ex-adjunto não traz mácula e aguarda investigações

A prisão em flagrante do ex-secretário-adjunto da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira, não macula a imagem do governo, segundo o secretário-chefe da pasta, Mauro Carvalho, de quem o suspeito de corrupção era braço direito. Durante 23 anos, Wanderson foi funcionário na empresa do titular da Casa Civil e a relação o levou para dentro do Palácio Paiaguás, onde acabou preso por denúncia de que teria recebido R$ 20 mil de proprina para beneficiar a TMF Construções e Serviços Eireli, responsável pela obra no Gabinete do governador Mauro Mendes (DEM).

Michel Alvim

Mauro Mendes, Mauro Carvalho e Marioneide

O governador Mauro Mendes ao lado dos secretários Mauro Carvalho e Marioneide Kliemaschewsk, durante inauguração da nova sede da Seduc

“Não temos direito de destruir pessoas simplesmente por um indício, por uma denúncia anônima. Para isso, os órgãos de investigação estão fazendo todas as investigações e a CGE fará sua auditoria”, disse à imprensa pela primeira vez que se manifestou sobre o caso nesta quarta (30), uma semana após a prisão. O governador também se manifestou sobre o assunto e considerou ser impossível ter 70 mil servidores honestos.

Wanderson teria trabalhado na Distribuidora Colorado (nome fantasia Discol), de propriedade de Mauro Carvalho, de 1989 a 2011. Foi preso na quinta (24), a partir de investigação sob coordenação do Ministério Público, com apoio das policias Civil e Militar. A exoneração do cargo ocorreu no mesmo dia. Carvalho reforçou que não se trata de corrupção e sim de indícios. “Não vamos condenar antes do inquérito e ele vai ter a sua defesa”.

“Em 25 anos, fui auditado, no mínimo, 50 vezes e nessas auditorias internas na minha empresa nunca teve nenhum ato cometido pelo Wanderson. Trabalhou na minha revenda de 1989 até 2011 e, nesses anos todos, não teve nenhum ato de desvio de conduta dele, chamei para a Casa Civil por ter esse elo de confiança”.

Quanto à empresa, que possui outros contratos com o estado, está suspenso somente o pagamento da obra no Gabinete do governador. Sobre as demais, o secretário afirma que optou por esperar as investigações e não vai cancelar os contratos antes disso. “Primeiro nós temos que ter a prova do ato, não podemos condenar ninguém, acho que é imoral, é injusto porque estamos tratando de vidas, de seres humanos, temos que ter muito cuidado em relação a isso”.

A suspensão dos pagamentos para o contrato com a TMF Construções e Serviços Eireli, oriunda do pregão eletrônico nº 001/2020/Governadoria, ocorreu ontem (29).

Questionado se ele teria algum envolvimento com o caso, o secretário se indignou. “Não tem nem cabimento uma pergunta dessa”. Contudo, até agora não foi chamado para prestar esclarecimentos e disse estar à disposição.

Agimos rápido

Segundo o secretário, a exoneração foi imediata ao tomar conhecimento sobre o caso. “A demissão foi independente da blitz e do ato da prisão. A decisão foi na mesma hora que chegou ao meu conhecimento e fizemos o ato de exoneração. Se tivesse a prisão ou não, ele já estava exonerado”.

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Comentários (2)

  • Marco Antônio | Quinta-Feira, 01 de Outubro de 2020, 07h58
    0
    0

    Marco Antônio, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • elias | Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020, 16h58
    0
    0

    elias, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

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