Executivo

Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 11h:05 | Atualizado: 13/01/2019, 08h:48

REFORMA ADMINISTRATIVA

Servidores concordam com extinção da Empaer e propõem novo instituto enxuto

Gilberto Leite

Gilmar Brunetto

O vice-presidente do sindicato dos servidores da Empaer Gilmar Brunetto em entrevista ao RDTV; ele concorda com extinção mas critica governador

Os servidores da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) concordam com a extinção proposta pelo governador Mauro Mendes (DEM) na reforma administrativa que já tramita na Assembleia. A proposta é que seja liquidada e transformada em Instituto, após 27 anos de fundação e 54 de extensão rural em Mato Grosso,  com estrutura enxuta, com menos diretorias e assessores e com os servidores em regime de CLT.

Segundo o sindicalista Gilmar Brunetto, o Gauchinho, atual vice-presidente do sindicato que representa os servidores da Empaer, a proposta será apresentada aos deputados estaduais na próxima semana. Além disso, os servidores também se colocam a disposição para discutir alternativas junto ao Governo.

“Somos favoráveis a extinção da Empaer  e vamos propor a cada deputado a criação de um  Instituto enxuto, diminuindo diretorias e assessores. Queremos encontrar uma solução  para priorizar a assistência técnica, a  pesquisa e a extensão rural para cumprir a atividade finalística”, disse Gauchinho ao .  

  Um dos motivos que levou Mauro a propor a extinção da Empaer é a folha salarial, que ultrapassa os R$ 8 milhões mensais. Nesta semana, o governador declarou que encontrou motorista da empresa recebendo R$ 15 mil e servidora de cafezinho com salário de R$ 13 mil e, por isso, determinou auditoria na folha salarial do Estado. 

Para o sindicalista, Mauro está equivocado sobre a realidade das empresas públicas. Alega que existem situações similares no Intermat, Indea e Sema, mas somente a Empaer tem sido atacada pelo chefe do Executivo.

 “O governador precisa entender que são servidores com 40 anos de Empaer e que cumpriram as progressões de carreira. Esse não é o problema do Estado e sim, uma cortina de fumaça. Infelizmente, o disco do Mauro riscou e ele não consegue falar das empresas com situações exatamente iguais”, completou o Gauchinho.

Mudança de posicionamento

Além disso, o dirigente sindical lembra que na campanha eleitoral Mauro chegou a gravar vídeo, junto com Ellen Silva Costa, ex-presidente do Sinterp, prometendo reestruturar a Empaer, mas mudou de posicionamento logo após assumir a chefia do Executivo. A gravação foi feita pelo próprio Gauchinho em ato de campanha do democrata na feira do CPA II.

Veja o vídeo de Mauro durante a campanha:

Finanças

A Empaer conta com aproximadamente 660 servidores efetivos e cerca de 130 comissionados. Os salários, conforme o Portal Transparência do Governo do Estado, atualizado pela última vez em outubro, variaram de R$ 954,00 até R$ 24,9  mil, o que totaliza mais de R$ 8 milhões mensais.

Para 2018, o orçamento projetado da Empaer foi de R$ 148,6 milhões. Efetivamente, foram executados R$ 137,9 milhões, incluindo a folha salarial, custeio e investimentos.

A Empaer também possui uma dívida junto a União que pode chegar a R$ 180 milhões, o que coloca e empresa no cadastro de inadimplentes. A situação impede o acesso a recursos federais e até mesmo internacionais.  

Estrutura

Além da presidência, a Empaer mantém diretores de Administração Sistêmica; Assistência Técnica e Extensão Rural; e Pesquisa e Fomento. As coordenadorias abrangem ATER; Pesquisa e Fomento; Gestão de Pessoas; e Administração e Apoio Logístico.

Atualmente, a Empaer mantém escritórios em 133 dos 141 municípios de Mato Grosso. São três campos experimentais em Cáceres, Sinop e Várzea Grande e quatro viveiros em  Rosário Oeste, Acorizal, São José dos Quatro Marcos e Nossa Senhora do Livramento.

A estrutura física da Empaer está praticamente toda sucateada. Ainda assim, o Governo perdeu cerca de R$ 7 milhões para construção da nova sede. O recurso foi garantido no orçamento de 2008, via emenda do senador Jonas Pinheiro (já falecido) e o convênio para liberação foi firmado entre o extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o ex-governador Silval Barbosa em 2010. Entretanto, retornou para os cofres da União porque a primeira empresa faliu e o Executivo não conseguiu realizar a segunda licitação.

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Comentários (20)

  • popular | Segunda-Feira, 14 de Janeiro de 2019, 08h57
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    3

    a empaer funcionou quando era a única agora que criaram tantas outras perdeu a função. tem que juntar secretaria de agricultura, agricultara familiar, ceasa e outras na mesma pasta. ouve essa divisão para garantir cargos de alto escalão.

  • Adriana | Segunda-Feira, 14 de Janeiro de 2019, 08h55
    5
    6

    empaer já não é mais a mesma desde 2002 que vem patinando, funcionários desmotivados a espera do salário e aposentadoria gorda

  • APOLINARIO GENTIL USKNOV | Domingo, 13 de Janeiro de 2019, 12h49
    21
    5

    Às vezes os interesses estão ocultos. Lembram-se do caso das OSS (Organizações Sociais da Saúde)? Talvez o nosso governador esteja querendo criar as OSA (Organizações Sociais da Agropecuária de MT), e inserir algum apaniguado/sócio na gestão dos recursos que seriam destinados a EMPAER. Já se perguntaram quantos milhões de Reais as Empresas desse Sr. Deixou de pagar impostos desde que o outro Sr. Blairo o inseriu nessa Carriola de "empresários" que enriqueceram meteoricamente? É provável que dê muito mais que a folha da EMPAER, todos os meses. E no final, para pior sorte dos seus colaboradores ainda pede Recuperação Judicial. PENSEM, PENSEM NISSO, MAS PENSEM LOGO. Ou alguém acredita que a pessoa física desse senhor é insolvente?

  • Hernan Doners | Domingo, 13 de Janeiro de 2019, 10h55
    17
    3

    Edvaldo fala sem nenhum conhecimento de causa!! Vai pesquisar primeiro,vai ler.90% dos alimentos que o Sr. consome, no dia a dia vem da agricultura familiar,e lá tem a forte presença dos tecnicos da Empaer.Por tanto larga de ficar falando bobagens.

  • Edvaldo | Domingo, 13 de Janeiro de 2019, 07h45
    8
    17

    É mais uma empresa que deveria ser extinta há muito tempo. Sem a reeleição ela não faz sentido algum sobreviver uma vez que a cada ano que passa fica pior, o que apenas melhora são os altos salários que paga. Empresa hein?

  • Jr | Domingo, 13 de Janeiro de 2019, 01h13
    21
    5

    Quer acabar com a Empaer, preocupado com o salário do Servidor, simples seria melhor extinção do Governador Do Mato Grosso, privatizar a administração do estado! Arrependo Eternamente em ter votado Nesse MM, mas o Povo unido jamais será Vencido!

  • Servidor | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 21h30
    18
    9

    Sem palavras pra falar de um ser desses. desprezo gente assim. O que tem o INDEA e também o INTERMAT saber com a EMPAER cara de bola? Quercomparar o que?!? Se liga... Apresenta dados técnicos e pare de comparações. Pode ter certeza que você acaba de perder qq apoio dos servidores do INDEA e INTERMAT. Que papelão

  • Venâncio Oliveira Trustes. | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 21h11
    20
    6

    Esse ódio de MM pela Emper.Me parece assédio moral.Como pode um patrão,falar assim de seus subalternos?!

  • SERGIO | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 20h59
    7
    16

    é lembra que se esses servidores tem 40 anos de serviços prestados , todos entraram sem concuso. ja passou da hora de sair

  • Indeano | Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 20h38
    20
    10

    Este sujeito só vive na sombra dos outros encostou no Sintap para tirar proveito e depois traiu a todos se aliando ao Pedro Taques e agora vem tentar arrastar o Indea e Intermat, assuma seus problemas cidadão e deixe de ser uma enganação para os seus sindicalizados...

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