Executivo

Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2019, 15h:45 | Atualizado: 12/02/2019, 16h:20

ATO NO CPA

Servidores questionam crise financeira e governo afasta prejuízos com paralisação

Rodinei Crescêncio

Paralisa��o servidores

Durante todo o dia, servidores paralisados estiveram mobilizados em acampamento na frente do TRT, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá

Quebrar a tese de que Mato Grosso passa por uma crise financeira. Esta é a intenção dos servidores públicos estaduais que aderiram a paralisação de 24h nesta terça (12) e, na tarde de hoje, realizaram uma passeata no Centro Político Administrativo, em Cuiabá, com atos em frente a secretaria estadual de Fazenda (Sefaz), o Palácio Paiaguás e a Assembleia. A organização não divulgou quantos servidores participaram do ato na Capital.

De acordo com Oscarlino Alves, presidente da Sisma – sindicato dos servidores da Saúde – e membro do Fórum Sindical, que reúne todos os sindicatos do funcionalismo público, o governador Mauro Mendes (DEM) adotou medidas que penalizam as categorias. Entre elas a lei aprovada e sancionada em janeiro que estabelece novas regras para a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores e dá um prazo de dois anos para que o governo alcance a capacidade de pagamento do benefício.

“Queremos dialogar para a população. Estamos sendo injustiçados. Quebrar a tese apresentada pelo governo de que existe uma crise financeira. Não existe crise no Estado que deixa de arrecadar, por iniciativa própria, R$ 4 bilhões, por meio de incentivos fiscais, para privilegiar menos de 5% das empresas instaladas no Estado”, declara.

Oscarlino afirma que ao invés de apresentar propostas que retiram os direitos dos servidores, Mauro deveria propor a reformulação dos programas de isenção fiscal a empresas instaladas em Mato Grosso, como o Prodeic. Além disso, defendeu que o Estado precisa de uma reforma, mas não só no Poder Executivo, como também no Judiciário, Legislativo e órgãos independentes.

“Todos os outros poderes estão com seus salários em dia. Dinheiro sobrando em caixa. A tese do governador caiu por terra. Precisa de uma reforma, mas com todos dando sua parcela de contribuição”, completa.

João Batista do Sindispen foi o único parlamentar presente na mobilização. Eleito para representar os servidores na Assembleia, ele reforçou o discurso contra o pacote ajuste fiscal do Executivo. 

"Vamos combater esse governo que não vira o disco, culpa os servidores pelos problemas do Estado e não apresenta resultados. Hoje, temos um pé na repartição, um pé na luta e um pé na Assembleia", disse.

Vídeo dos servidores durante passeata no Viaduto da Sefaz:

Balanço

Aos menos 15 categorias aderiram a manifestação que funciona mais como uma ameaça de greve geral do funcionalismo contra, além da questão envolvendo a RGA, o parcelamento do 13º salário e o possível aumento da alíquota da contribuição previdenciária de 11% para 14% dos servidores do Executivo.

Segundo balanço apresentado pelo Executivo, a adesão dos servidores foi baixa. Repartições como Detran, Cultura, Controladoria Geral, Procuradoria Geral, Agricultura Familiar, Desenvolvimento Econômico, Empaer, MT Saúde e MTI, não aderiram.

Outros setores, segundo o Paiaguás a paralisação de alguns servidores não prejudicou o atendimento ao público ou prestação de serviço. Na Educação, por exemplo, das 74 escolas na Capital, 51 pararam. Em Várzea Grande, metade das 46 unidades estaduais está sem aulas.

Já na saúde, conforme Oscarlino, os servidores cumprem o que é previsto na legislação. “Mantemos 100% dos serviços de urgência e emergência nos hospitais, 30% do efetivo dentro dos procedimentos eletivos – agendados que não tem urgência”.

Galeria de Fotos

Credito: Rodinei Crescêncio
Servidores no início da passeata na tarde desta terça (12), no momento em que passam pelo Viaduto da Sefaz
Credito: Rodinei Crescêncio
Servidores no início da passeata na tarde desta terça (12), no momento em que passam pelo Viaduto da Sefaz
Credito: Rodinei Crescêncio
Servidores fazem passeata na região do Centro Político. No momento, descem o Viaduto da Sefaz, na avenida do CPA
Credito: Rodinei Crescêncio
Em dia de paralisação no Estado, servidores iniciam passeata na Av do CPA até sede do governo e da Assembleia

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Comentários (4)

  • Servidor | Quarta-Feira, 13 de Fevereiro de 2019, 04h26
    4
    0

    Em resposta a este Paulo que disse que esse movimento é politica.. Mas para o seu conhecimento tudo é politica só que no nosso caso é politica salarial e não partidária e estamos brigando para receber os nossos salários pelo menos no dia 10 do mês seguinte ao trabalhado; quanto a estrutura talvez o senhor não saiba que os sindicalizados tem um desconto em seus salários todos os meses exatamente para pagar os servidores do sindicato, contas de água, luz e para pagar qualquer ato que tenha necessidade de ser feito para garantir os direitos dos sindicalizados e o ato de ontem é a união de todos os sindicatos através do fórum sindical...Portanto, sugiro que o senhor se informe melhor antes de criticar aquilo que desconhece..

  • Paulo | Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2019, 22h20
    2
    13

    passei perto desse movimento hoje e percebi que esse negócio é política. nada de especial para greve. queria saber quem banca tudo para esses sindicatos morar uma estrutura Grande.

  • Salma Maria Lemes Martins | Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2019, 19h35
    18
    1

    Puxa saco detectado, Percílio cortar na carne seria deixar de dar isenção fiscal pra empresas como a dele. O que vc sugere e o que já tem sido feito é culpabilizar e sacrificar o servidor público.

  • Percilio Barreto Monteiro | Terça-Feira, 12 de Fevereiro de 2019, 18h34
    1
    43

    Governador está na hora de cortar na carne. Precisa descontar os dias parados desses funcionário público. Essa categoria é assim, nenhum Governador tem seu valor.

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