Executivo

Quinta-Feira, 30 de Janeiro de 2020, 17h:51 | Atualizado: 30/01/2020, 18h:31

RENÚNCIA FISCAL

Setor de farmácias aponta redução de 20% nas vendas após mudanças nos incentivos

Rodinei Crescêncio

Jos� Ant�nio Parolin

O presidente do Sincofarma, que representa as farmácias do varejo, José Antônio Parolin, durante debate no Palácio

O presidente do Sincofarma, que representa as farmácias do varejo, José Antônio Parolin, apontou que o setor teve redução de 20%, em média, nas vendas em janeiro se comparado com o mês anterior. A queda ocorre depois que passaram a valer os percentuais de incentivos fiscais sancionados na lei complementar nº 631, de julho de 2019.

O projeto do governador Mauro Mendes (DEM), aprovado pela Assembleia, fez uma reforma nos incentivos concedidos a diversos setores empresariais. Em parte deles houve redução no desconto de imposto que era dado às empresas e, em consequência, aumento do preço final. O governo defende que a mudança nos incentivos não justificaria aumentos nos preços acima de 4%.

Parolin ponderou que a queda nas vendas também pode ter sido influenciada por consumidores que resolveram comprar remédios de uso contínuo em dezembro, com o preço de 2019 ainda vigente, e deixaram de comprar os mesmos medicamentos em janeiro.

“A reinstituição dos incentivos acabou fazendo uma reforma tributária ampla e teve impacto muito grande nos medicamentos, principalmente nos medicamentos populares, que são aqueles da Farmácia Popular. São produtos que as farmácias recebem um preço fechado do Governo Federal e, com o aumento da carga que ficou em média de 35 % em cima desse produto, isso está ficando inviável as farmácias comprarem e repassar esses produtos para a população”, disse Parolin.

O representante do sindicato participou de uma audiência realizada pelo governo nesta quinta (30) para discutir os efeitos da mudança depois do primeiro de vigência. Representantes do comércio boicotaram a reunião alegando que o governo deveria ter se reunido com eles antes.

“Estamos tentando encontrar um ponto de equilíbrio, porque a gente entende que o medicamento é um produto de extrema necessidade para a população, para recuperar e promover a sua saúde, e ele deveria ser visto de um modo diferente pelo Governo, principalmente por esse apelo social do medicamento”, declarou o presidente do Sincofarma.

O representante das farmácias ainda avaliou que o aumento da carga tributária teve impacto em outros fatores que formam o preço final dos produtos e que o novo preço ainda deve entrar em vigor em fevereiro.

“E todo mundo tem que entender que o medicamento tem uma pauta do Governo Federal e 99% dos medicamentos são controlados pela Cmed, que divulga os preços por meio de revistas, entre elas a ABC Farma. Lá existe um preço máximo que não pode ser ultrapassado pela farmácia. E, nesses produtos, quando o Governo aumenta a carga tributária acaba sufocando o empresário porque ele não tem como ultrapassar esse preço máximo. Os empresários estão muito preocupados com isso”, declarou.

Semana passada, o Governo explicou a composição do preço dos medicamentos em Mato Grosso. Disse que o aumento do ICMS aplicado aos fármacos e medicamentos, decorrente do ajuste tributário, devido à entrada em vigor da lei complementar 631/2019, é variável de acordo com o tipo do produto, sua origem e a forma como o estabelecimento repassa o imposto cobrado, integralmente ou não.

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Comentários (1)

  • ana | Quinta-Feira, 30 de Janeiro de 2020, 18h51
    3
    2

    aposto que mesmo com esta redução os donos ainda estão tendo muito lucro

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