Arte e Cultura

Sexta-Feira, 08 de Fevereiro de 2019, 07h:15 | Atualizado: 10/02/2019, 08h:15

CHAPEU DO MAGO

De diversas gerações, apaixonados por jogos de mesa, de cartas e RPG se unem

Jogos de mesa

Jogos de mesa, de cartas e os que jogadores assumem papéis de personagens e criam suas próprias narrativas unem pessoas de diferentes gerações

Pessoas de diferentes gerações, que interagem pelo mesmo motivo e envoltos a uma concentração intrigante. Isso em reuniões que, por vezes, podem durar horas. Deixar o smartphone de lado para se manter conectado é comum. Cenas como essa são comuns para a equipe Chapéu de Mago, um grupo de jogadores que organiza eventos para difundir o hobby dos jogos de mesa, card games ou role playing game (RPG), tipo de jogo em que os jogadores assumem papéis de personagens e criam suas próprias narrativas.

Rodinei Crescêncio

�lvaro jogos

Álvaro Duran se juntou a outros dois apaixonados por jogos e formou o Chapéu de Mago

Presentes em diversos em oficinas escolares, eventos de cultura pop nos shoppings e até alguns bares da cidade e interior de Mato Grosso, os jogadores ensinam outras pessoas um pouco do hobby. Tudo isso de forma gratuita, por acreditar na boa cultura imersa aos jogos e nos vínculos criados através dela.

Cerca de quinze pessoas compõe essa união lúdica, mas três deles foram cruciais para expansão da idéia que se aplica desde 2016. O idealizador é Álvaro Duran que uniu forças a Sergio Figueiredo e Wanderley Neves. Os três se entitulam "arquimagos", enquanto os outros auxiliares e voluntários são nomeados de "duendes". “É uma oportunidade de conhecer diversos jogos de forma gratuita e inclusiva. Não é preciso saber jogar para participar e não precisa necessariamente ter um grupo de amigos”, explica Álvaro.

É uma oportunidade de conhecer diversos jogos de forma gratuita e inclusiva

Álvaro Duran

Segundo Duran, a proposta é uma diversão lúdica e o nome foi inspirado nos tempos do Mago Mickey e do personagem Presto do desenho A Caverna do Dragão, onde esses feiticeiros  usavam acessórios, incluindo o chapéu, para retirar poderes e todo tipo de magia. “Tudo isso também combina bastante com a proposta de fantasia que trabalhamos e incentivamos, tanto com as pessoas, quanto com os jogos que compartilhamos. A idéia é proporcionar uma viagem para dentro deste chapéu”, completa Duran.

Jogos de tabuleiro permitem novas amizades e muita interação

Segundo os idealizadores do Chapéu do Mago, o mundo anda cada vez com mais atrativos eletrônicos e é notável de que apesar das pessoas estarem conectadas, as interações são sempre solitárias, mesmo que as vezes joguem online e com múltiplas pessoas.

mickey e presto

Mickey, o Mago, do filme Fantasia, e Presto, da série Caverna do Dragão, são inspirações

Os mentores ainda revelam que muitos pais chegam aos encontros e ficam felizes porque conseguem um canal de conexão com os seus filhos através dos jogos, além dos jovens interagirem melhor uns com os outros. “Uma mãe, em um destes encontros, me olhou com os olhos arregalados e  me perguntou o que eu havia feito com o filho dela. Ele era muito tímido e em casa sempre estava dentro do quarto, mas durante o encontro ela percebeu ele interagindo. Só de me lembrar desse episodio fico arrepiado, os depoimentos de pais gratos a isso são constantes e emocionam”, revela.

Os jogos presenciais atraem todos os públicos, apesar das divisões de faixa etária, existem modalidades que variam para público infantil ou adulto. “Os jogos de tabuleiro modernos chamam muita atenção nos eventos por serem grandes produções, possuem miniaturas atrativas, lindas artes de componentes e tabuleiros. Isso, além de caixas chamativas e temas da cultura pop atual, como Game of Thrones, Star Wars e outros”, completa.

A maioria das pessoas com mais de 20 anos de idade, em algum momento da vida, teve contato com clássicos de tabuleiros como resta um, xadrez, dama e futuramente o banco imobiliário e outros jogos de estratégia. No entanto, o que os jogadores profissionais argumentam é que para as novas gerações serem atraídas os jogos de tabuleiro ganharam uma roupagem nova.

Chapeu

Pessoal se junta para jogar, conversar, sair do tédio e se divertir em ambiente simples, mas preparado especialmente para este tipo de jogos de mesa

Diferente dos anos 70 ou 80, com a troca de século e com a chegada dos consoles e celulares modernos, os jogos de mesa precisaram se reinventar. Com eles é possível aprender história, biologia, curiosidades de ciências e exercitar diferentes áreas de raciocínio do cérebro.

Álvaro retoma que o entretenimento através dos tabuleiros é um dos que mais crescem no mundo e no Brasil, com jogos para todos os tipos de jogadores. Tese que se comprova pelo fato de que mais de 200 títulos diferentes foram lançados no Brasil somente no ano de 2018, acima da media da maioria dos países dentro deste setor. 

Entre os lançamentos, muitos jogos buscam simular a interação que existem nos jogos digitais. Alguns jogos digitais famosos tem ganhado a sua versão em tabuleiro e atraído estes públicos, com títulos como Bloodborne, This War of Mine, Dark Souls.  “Dá para conciliar ambos os hobbies, muitos dos integrantes e pessoas que freqüentam os encontros da Chapéu de Mago mantém também o seu apreço pelos jogos digitais. Um hobby não precisa excluir o outro, pois são complementares de certa forma”, acredita.

O acervo do grupo

O acervo do grupo é formado através dos jogos dos seus integrantes, por isso sempre está em crescimento. Por enquanto, os jogos são adquiridos pelos integrantes e disponibilizados gratuitamente nos eventos para que outras pessoas possam conhecer estes jogos e se interessar pela cultura.

Em todos os eventos são levados mais de 50 a 100 títulos diferentes, que variam em cada encontro, assim as pessoas também conhecem novidades. “Aceitamos doações de parceiros para enriquecer o acervo. Também podem trazer seus próprios jogos, pois um dos propósitos do grupo é reunir jogadores e induzir a formação de grupos”, diz.

 

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