Esporte e Lazer

Domingo, 22 de Abril de 2018, 09h:37 | Atualizado: 22/04/2018, 22h:05

Dança

Bailarina Mariana é a essência do Cisne Negro com notas agudas na ponta dos pés

(mirella@rdnews.com.br)

Tchelo Figueiredo

Bailarina Mariana Prates

Bailarina Mariana Prates toca o chão com leveza, mas é ousada e escolhe músicas dramáticas e exacerbadas para algumas de suas apresentações

Em movimentos delicados, como a leveza de pena esvoaçante ao tocar o chão, rodopia em canções dramáticas. Quem observa uma bailarina e não percebe os calejados pés dentro de uma sapatilha de cetim brilhosa, nem imagina o esforço muscular e a busca constante pela sincronia de passos cronometrados e ensaiados centenas de vezes antes dos holofotes. Mariana Prates, 35 anos, é uma mineira nascida em Sete Lagoas, mas que mora em Cuiabá há cerca de 30 anos e, desde a infância, é apaixonada pelo ballet.

Além da Capital mato-grossense, morou em São Paulo e lá teve a oportunidade de aprender com conceituados bailarinos do mundo, como o americano Steven Harper, o sapateado americano, a francesa Denise Namura, a dança contemporânea, e com a holandesa Rose Akras, mais qualidade da performance, além de inúmeros outros importantes dançarinos que contribuem para a dança em território nacional.

Vencedora de prêmios em diversas categorias nos últimos 20 anos, Mariana, que costuma ser ousada em suas coreografias, escolhe músicas dramáticas e exacerbadas para algumas apresentações. Por vezes, lembra o clássico cisne negro com trajes escuros, disciplinada e totalmente envolvida no que faz.

Quando criança, enquanto assistia televisão, se lembra de ter pedido pela primeira vez à sua mãe para fazer aulas de ballet. A apresentação que ela via na TV era no estilo Les Sylphides e foi amor à primeira vista. “Gosto de dança desde sempre e eu deveria ter cinco anos de idade ao me lembrar dos trajes da bailarina na TV. Minha mãe, a princípio, não gostou da ideia porque achava muito sacrificante essa vida. Além disso, naquela época o ballet era uma atividade muito cara, restrita à aristocracia. Meus pais não poderiam arcar com esse custos, pois eram professores”, contou.

Rafael Monteiro

Bailarina Mariana Prates

Mariana Prates já viajou pelo mundo e agora é professora em academias, e coordenadora de dança no Flauta Mágica

A família se mudou para Mato Grosso e ela seguiu pedindo por aulas de ballet.

Um tempo depois, os pais de Mariana cedem ao pedido e a matriculam, aos 10 anos. Em 1992, em sua primeira apresentação no teatro da UFMT, a bailarina achou que seu coração iria sair pela boca.

Depois, seguiu a se apresentar na ponta dos pés em vários palcos, entre eles, no Fórum Dois, em Munique, Alemanha. “A casa estava lotada e cheia de intelectuais na plateia, todos consumidores de produtos culturais da cidade. Eles amaram nossa apresentação. Fomos aplaudidos de pé e recebemos muitos elogios de todos no coquetel após o espetáculo”, conta aliviada.

Segundo Mariana, como bailarina contemporânea, sua maior realização foi o espetáculo Scarlet e o Branco, que fez a direção coreográfica e dançou junto com o bailarino Vinícius dos Santos. Além disso, atuou na produção, cuidando de cada detalhe, como figurino, luz, material de divulgação e com a escritora Eliete Borges, autora do livro que inspirou o espetáculo. 

“Eu amo a dança contemporânea e moderna também. São meus amores porque me identifico com a proposta artística e com o estilo de movimento adotado. Mas o clássico é a minha vida profissional, pois se trata também de uma técnica maravilhosa que exige muito estudo e requer uma dedicação muito apaixonada de quem faz”, especificou.

Eu amo a dança contemporânea e moderna também. São meus amores porque me identifico com a proposta artística e com o estilo de movimento adotado. Mas o clássico é a minha vida profissional

Mariana viajou pelo mundo e mostrou todo seu potencial. Agora, além de ser professora em academias de dança, é coordenadora da modalidade no projeto Flauta Mágica e também se dedica à maternidade. “Na nossa turnê pela Europa nos apresentamos em lugares maravilhosos e inusitados como a Ludgerusdom, que é uma igreja do século 12 na cidade de Billerbeck, interior da Alemanha, e na entrada do museu Swarovski, na Áustria. Foi muito divertido me apresentar ao ar livre e com aquele cenário incrível na entrada do museu”, lembra.

Em sua opinião, a dança é terapêutica para a saúde física e áreas do cérebro. “Por meio da dança podemos expressar nosso interior de uma forma muito potente. Existe uma frase da Martha Graham que define a dança como a "linguagem oculta da alma”, cita.

Mariana é professora de ballet há 20 anos e trabalha com o método Inglês da Royal Academy of Dancing of London e o metódo Russo Vaganova, mas diz que nesta última modalidade ainda está se aperfeiçoando, pois é muito vasta e complexa.

Além destes, pratica o método da professora brasileira Gisela Vaz, presidente do Conselho Brasileiro de Dança, que criou sua própria metodologia de ensino e deu uma bolsa de estudos para Mariana este ano. “Foi muito bom, aprendi demais com esse método e já estou colhendo ótimos resultados com as alunas”, finalizou.

Galeria de Fotos

Credito: Protásio de Morais
Mariana Prates e Vinicius dos Santos no espetáculo Scarlet o Branco
Credito: Rafael Monteiro
Mariana Prates acredita que a dança é terapêutica
Credito: Tchelo Figueiredo
Mariana viajou pelo mundo e mostrou todo seu potencial
Credito: Divulgação
Bailarina Mariana Prates costuma ser ousada em suas coreografias

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