Esporte e Lazer

Segunda-Feira, 02 de Julho de 2018, 09h:08 | Atualizado: 02/07/2018, 16h:39

De coração dividido, jornalista que morou no México grita olé para as 2 seleções

Quando o assunto é futebol, o coração da jornalista Isa Sousa, 34 anos, fica dividido. É que ela já fez intercâmbio no México, na adolescência, para aprender espanhol, e atualmente mora em Cuiabá. Tem paixão pelos dois países, que lutam para superar dificuldades com garra.

Galeria: Isa no México

No México, além de aprender espanhol, fez muitas amizades. “Ainda mantenho contato com quem estudei. Hoje mesmo falei com um amigo por WhatsApp para brincar sobre o jogo desta segunda. O mexicano é muito receptivo, engraçado e muito caloroso com quem vem de fora. Nunca tive problemas por lá em relação a me adaptar a um novo país”, comenta. Na temporada, contou ainda com amigos brasileiros. "Intercambistas como eu”, ressalta.

Isa ainda se lembra da experiência. Tinha 17 anos e esta era a primeira vez que saía de casa, partindo do interior de Mato Grosso, em Barra do Garças (a 521 Km de Cuiabá) para um mundo novo e estrangeiro. As lembranças não saem da memória.

Para Isa, ambos os países têm pessoas que, apesar dos pesares, não deixam a peteca cair, uma realidade comum na América Latina. “São regidos por muita corrupção na política infelizmente. Também acho que a religiões cristãs estão muito presentes. Tem uma cidade no México, Cholula, que é famosa por supostamente ter 365 igrejas, uma para cada dia do ano”, relata.

A jovem morou em uma cidade chamada Cuernavaca, que é a capital do Estado de Morelos e ao lado da Cidade do México, capital do México. “Naquele Estado tem lance muito forte ainda com o Día de Los Muertos e essa data é muito especial pra eles e, claro, se tornou para mim também”, detalha. Desta mística, surgem as caveiras mexicanas como a Catrina.

Isa acha interessante o povo ter uma relação diferenciada com a morte. Para os mexicanos, é mais uma etapa e pode ser feliz e colorida. "É incrível". Entre os passeios que fez, descreve que teve oportunidade de conhecer toda a rota Maia, que vai até a Guatemala e o Estado de Chiapas, que tem o movimento zapatista e isso é ainda presente para eles. 

Torço pelo Brasil, mas é claro que se o México ganhar eu não vou ficar triste

A experiência é como um divisor de águas e, com relação ao México, elogia que é um lugar incrível, com uma história cultural maravilhosa e passado difícil mas ainda hoje, como o Brasil, enfrenta desigualdades sociais. “O México tem questões sensíveis por estar ao lado da fronteira norte-americana e para muitos mexicanos ir para os Estados Unidos é sinônimo de buscar uma vida melhor. Todavia, são muito nacionalistas. Em cada casa tem uma bandeira mexicana na porta e isso bem antes da Copa”, recorda.

Algo que a impressiona além do nacionalismo é o fato de fazerem questão de mostrar pirâmides e a herança asteca e maia.

Na Copa de 2002 que acompanhou do México, Isa torceu muito. “Tenho gritos de guerra da torcida mexicana até hoje na minha cabeça. Apesar de anos terem se passado, é como se o país fosse sim minha segunda casa. Eu torço pelo Brasil, mas é claro que se o México ganhar eu não vou ficar triste”, confessa.

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