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Sábado, 04 de Janeiro de 2020, 07h:55 | Atualizado: 05/01/2020, 08h:18

Acupuntura, fisioterapia e outras práticas estão salvando vidas de animais - conheça

A medicina alternativa tem crescido em muitos campos de estudo, entre eles, os da veterinária. Acupuntura, fisioterapia e a homeopatia são algumas das práticas também testadas em animais que surtem efeito quando aliadas aos tratamentos e também de forma singular, quando os casos podem ser só de alivio de dores e não são desencadeados por problemas mais graves dos bichinhos. 

Rodinei Crescêncio

Animais de todas as

Animais de todas as "classes sociais" são atendidos e recebem cuidados veterinária com diferentes tratamentos 

Sintomas como ansiedade, por exemplo, podem ser tratados como qualquer ser humano trataria caso precisasse de uma terapia. Não apenas com medicações, mas com essências e procedimentos como o reiki. A última mencionada é uma das técnicas terapêuticas orientais mais conhecidas, de uso milenar, e desde 1995 não é considerada apenas uma terapia alternativa, mas reconhecida como especialidade médica.

É o que explica a médica veterinária Andrea Janaína Mello, que atua a algum tempo na Capital e revela que as praticas tem ganhado adeptos de todas as classes sociais. No seu espaço, além de salas separadas para o atendimento dos pequenos, há uma imagem de São Francisco de Assis, protetor dos animais e que ganha atenção de quem passa pelos móveis. Na sala de Andrea, além dos equipamentos que auxiliam no tratamento dos pets, uma pequena gatinha se acolhe entre os pés da veterinária – resgatada, possivelmente ela foi atropelada, mas aos poucos retoma suas forças com os cuidados que recebe na clínica. “Aqui atendemos também animais de rua, alguns têm até donos que são pessoas em situação de rua. Tem os que foram abandonados porque estavam doentes e até os tutores que querem que os animais tenham um tratamento complementar ou com menos medicações do que os tratamentos mais comuns”, descreve a veterinária. 

Rodinei Crescêncio

Dora, gatinha rec�m resgatada, � tratada por Andrea

Dora, gatinha recém resgatada, é bem tratada 

Em alguns casos, dependendo da doença - algumas irreversíveis -, tratamentos como a acupuntura podem amenizar dores e propor melhor qualidade de vida. Enquanto a isso, a médica aplica algumas agulhas em um dog “flamenguista”, choroso, ele confia nos cuidados da sua médica, mas reclama. Quando questionada se dói as agulhadinhas, a veterinária diz que não. O procedimento melhora do fluxo sanguíneo, estimula o sistema imunológico, aumenta a taxa de secreção de neurotransmissores e de neuro-hormônios, além de aliviar a dor, com grande melhoria na recuperação motora, normalização das funções orgânicas, modulação da imunidade e das funções endócrinas, ativação de processos regenerativos e relaxamento. “Ele pode sentir um choque porque a área está dolorida, mas não chega ser dor. Cada ponto estimulado durante o tratamento possui uma enorme concentração de terminações nervosas, o que ajuda a ter acesso ao sistema nervoso central. Por isso a eficácia e seriedade do tratamento”, relata.

Andrea conta à reportagem que esses tratamentos podem ser realizados em animais de todos os portes, pequenos, grandes, domésticos, de fazenda e até serpentes e outros que precisam de recuperação.

Os tratamentos também podem ser combinados uns aos outros. A médica lembra também do caso do cachorro Zé, que tinha cinomose, doença contagiosa e degenerativa. O Zé começou a ser tratado em maio, e teve, além da acupuntura, outras técnicas, pois além da cinomose, também teve muitas doenças paralelas.  

Festas de fim de ano e abandono de animais

O abandono tem sido recorrente o ano todo, mas nas festas de fim de ano e em temporadas de férias ele cresce. Isso porque muita gente, na ânsia de viajar, não trata o animal como um membro da família, e sem ter tutor, prefere o deixar à míngua. “O abandono e os maus tratos ainda fazem parte de uma cultura que nascemos ouvindo, mas aos poucos há quem esteja mudando esse pensamento e vendo que os animais precisam ser bem tratados do início ao fim da vida”. 

Rodinei Crescêncio

Reportagem visita o local e conversa com veterinária e defensora dos animais

A repórter Mirella Duarte conversa com a veterinária Andrea Janaína Mello, enquanto a pequena Dora, que está para adoção, recebe um bom carinho

Andrea também comenta sobre a falta de políticas públicas para os animais, bem como clínicas para adestrar ou oferecer atendimento acessível aos bichinhos. Ela relata que tem parceria com Ongs e tenta, na medida do possível, amenizar o sofrimento dos animais, mas ainda são poucas as pessoas que se dedicam a causa e tem consciência de que, além de se tratar de caráte,r não maltratar os animais, também é uma questão de saúde pública. “Ideal seria se todas as pessoas adotassem com responsabilidade, e que cuidassem dos seus bichos como membros da família. Com tempo isso tem mudado, mas pode melhorar”, finaliza.

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Comentários (1)

  • Jorge kurassaki | Domingo, 05 de Janeiro de 2020, 11h23
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    Amém ,os animais tbem foram criação do ETERNO,POREM PORQUÊ O NOBRE JORNALISTA OU A JORNALISTA NÃO ESCREVE A RESPEITO DAS VIDAS HUMANAS QUE A ACUMPULTURA SALVA?????? SERÁ QUE A MAFIA BRANCA INPEDE?????ou tem outro motivos???

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