Quarta-Feira, 05 de Novembro de 2008, 19h49
SENADO
Da tribuna, Jayme "detona" seguranša do Estado



Senador Jayme Campos (DEM), em pronunciamento nesta 4ª
Foto: Geraldo Magela

  Em pronunciamento da tribuna nesta quarta, o senador Jayme Campos (DEM) criticou a área de segurança pública do governo Blairo Maggi, de cuja coligação majoritária se elegeu nas urnas de 2006. O democrata lembrou que semana passada havia pedido a Maggi e aos agentes e investigadores de polícia que estavam em greve muita moderação nas negociações  e que os dois conseguiram chegar a um entendimento.

  "Por força de ofício, não me furtei ao dever de apontar algumas falhas das autoridades estaduais na gestão do setor, mas o fiz de forma responsável e impessoal, sem agredir ou atacar ninguém", comentou Jayme Campos. Em seu pronunciamento ele não citou o nome do secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, que o rebateu e apontou avanços do governo estadual na segurança pública. Jayme ficou na bronca, mas preferiu fazer um discurso um tanto cauteloso para não alimentar as divergências já afloradas com o Palácio Paiaguás devido ao efeitos das urnas de 2008 e sob articulações rumo ao pleito de 2010.

  Jayme disse que Mato Grosso vive uma séria crise na área de segurança pública. Segundo ele, isso ocorre pela falta de aptidão do Palácio Paiaguás para promover uma profunda e eficiente reestruturação nesse setor. "Os efeitos dessa apatia gerencial se refletem nos índices de violência que fazem de MT, atualmente, um dos territórios mais perigosos do país. Digo isso com profunda tristeza, pois nossa região é um sinônimo de bons exemplos de prosperidade e de dinamismo."

    O senador afirmou que há 20 anos existiam 214 delegados trabalhando em MT, que contava com 58 municípios. Hoje, são 141 cidades e o número de delegados decresceu para 207. "Na verdade, temos 26 comarcas e 42 municípios sem delegado de polícia, o que é muito grave". Segundo o parlamentar, "isso se configura um flagrante desrespeito à Lei Estadual  7.935/03, que fixa um efetivo de 400 delegados para cobrir o vasto território de 906 mil km2.

   A mesma legislação impõe um quadro mínimo de 1,2 mil escrivães e 4 mil investigadores. De acordo com Jayme, a realidade é muito diferente, já que a Polícia Judiciária Civil de MT possui apenas 400 escrivães e menos de 2 mil investigadores, um déficit de 200% de agentes de polícia. "A falta de pessoal acaba redundando na elevação dos índices de criminalidade na região.

    Diz também que o Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros de 2008, editado por entidades do próprio governo federal, aponta três cidades mato-grossenses entre as dez localidades com maior taxa média de homicídios no nosso país. São elas: Colniza, Itanhangá e Juruena. Esse mesmo levantamento atesta que ocorreram 870 assassinatos em MT em 2006 – período de coleta dos dados referentes a essa amostra.


Fonte: RDNEWS - Portal de notÝcias de MT
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