Sexta-Feira, 07 de Novembro de 2008, 15h52
INVESTIGAÇÃO
Operação "lacra" veículos a serviços do governo


  A Operação Ação Imediata, deflagrada nesta sexta (7) em Cuiabá pela Delegacia Especializada de Crimes Contra a Administração Pública e Fazendária, acabou resultando na apreensão de três caminhões de empresas que prestam serviços ao governo do Estado. Um deles, ironicamente, está com adesivo no parabrisa com a seguinte frase: "Blairo Maggi governador 23". O 23 é o número do PPS, partido pelo qual Maggi conquistou o Palácio Paiaguás em 2002. Hoje ele está no PR, número 22.

   Os três caminhões estão recolhidos no pátio da Sefaz. Um é Mercedes-Benz de cor vermelha e placas JYW-4050 de Cuiabá. Outro está identificado como da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. Traz a placa JYG-2157 e tem adesivo com nome do governador e o número 23. Esse caminhão apresenta uma frase de efeito que acabou por chamar atenção pela similaridade com o nome da operação: "Segurança Ação Imediata". O terceiro caminhão apreendido, de placas JJB-5725, tem a logomarca do governo do Estado.

   A Delegacia Fazendária não revelou ainda o que esses caminhões estavam transportando e quem são os responsáveis. Uma entrevista coletiva nesta sexta acabou cancelada, mesmo após a convocação da imprensa. Ficou para segunda (10).  A Fazendária informa que a operação buscou cumprir seis mandados de busca e apreensão em empresas e residências da capital mato-grossense.

  A "Ação Imediata" foi conduzida pelos delegados Lusia de Fátima Machado, Rogério Atílio Modelli e Maria Alice Amorim. Eles revelam que foram apreendidos documentos, computadores e realizado sequestro de bens imóveis, dinheiro e veículos. Não há prisões. As buscas foram feitas em quatro residências e uma empresa, que tem duas sedes na Capital. A delegacia investiga fraude em constituição de empresas e na execução de processos.

(21h30) - Pai de adjunta de Cultura é dono de caminhões

  O empresário Paulo Leão, pai da secretária-adjunta de Estado de Cultura, jornalista Franciele Leão, ficou na bronca com o Palácio Paiaguás por causa da Operação Ação Imediata, desencadeada pela Delegacia Fazendária, em sintonia com a secretaria de Administração, sob Geraldo de Vitto. Acontece que os caminhões apreendidos pertencem a empresa do empreiteiro, que foi um dos coordenadores da campanha à reeleição de Maggi e que hoje presta serviços ao governo.

   As denúncias seriam de supostas fraudes em processos licitatórios. A Delegacia Fazendária vai se pronunciar sobre o assunto na próxima semana. Paulo Leão é muito ligado ao ex-secretário de Infra-Estrutura, Educação e Casa Civil, Luiz Antonio Pagot, hoje diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), de quem Franciele era assessora antes de integrar o segundo escalão do governo Maggi.


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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