Sábado, 27 de Dezembro de 2008, 12h02
CÁCERES
Túlio terá Kishi no staff e critica veto à transição



Prefeito diplomado Túlio Fontes (à dir.) diz que seu vice Wilson Kishi vai ocupar pasta de Finanças, Administração ou Governo

  O prefeito diplomado de Cáceres (a 210 km a Oeste de Cuiabá), Túlio Fontes (DEM), anunciou neste sábado que o seu vice Wilson Kishi (PDT) será secretário. Ele avalia três opções para nomeá-lo: Finanças, Administração ou secretaria de Governo. Segundo o democrata, esse foi um compromisso de campanha. Conta que em discurso sempre lembrava que Kishi será um vice que trabalha, diferente do que aconteceu com seu primeiro vice no mandato de 2000 a 2004. "O Kishi é atuante e tem bom perfil para qualquer função. Ele foi vereador por cinco mandatos, entende e tem capacidade na administração pública".

  Mesmo a cinco dias de tomar posse, Túlio Fontes garante que não definiu seu secretariado. Ao todo são 12 nomes que comporão o staff. Ele só deve fechar o quadro na próxima quarta (31), um dia antes da posse. Não arrisca citar nenhum outro nomes, senão o de Kishi. Se limita a dizer que há conversações e que vai prestigiar representantes de partidos aliados, como PT, PSDB, PDT e o próprio DEM. "Partidos que nos ajudaram dentro do critério de competência, honestidade e lealdade serão prestigiados".

   Túlio admite que os embates jurídicos ainda trazem instabilidade para o município porque o prefeito reeleito Ricardo Henry (PP), cassado em dois processos pelo TRE por crimes eleitorais, ingressou com recursos na tentativa de derrubar a decisão do Tribunal. Ele reclama também de não ter conseguido ainda acesso aos dados da prefeitua.

  Afirma que protocolou em 19 deste mês, um dia após sua diplomação, um pedido solicitando ao prefeito e adversário político Ricardo Henry abertura de espaço para a equipe de transição poder levantar informações. O prefeito diplomado assegura que não obteve qualquer retorno. Dessa forma, vai tomar posse em 1º de janeiro sem, antes, conhecer os números reais da administração, como quadro de servidores, despesas com folha, projetos, obras e como está o caixa da prefeitura. Garante que hoje mal sabe que o orçamento global do município para 2009 será de R$ 89,5 milhões.

    Transição

   Túlio Fontes rebate os argumentos de Henry, segundo os quais o então prefeito, em 2000, não o permitiu que nomeasse uma equipe de transição. Segundo o democrata, à época em que era prefeito Ricardo Henry não participou da transição porque não quis. Lembra que até encaminhou 4 ofícios ao atual prefeito, comunicando-o que as portas da administrava estavam abertas para receber a nova equipe.

   O democrata diz ainda que está preocupado com as finanças da prefeitura e também com alguns procedimentos administrativos que, senão realizados neste final de ano, podem trazer ônus à próxima gestão. Disse que ficou sabendo que não houve, por exemplo, limpeza das cerca de 1,3 mil bocas-de-lobos e nos canais. Observa que, pelo perímetro urbano ser beira de pantanal, a administração precisa desobstruir todas as passagens neste período de chuva para evitar que a cidade fique alagada, como aconteceu em 2006.


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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