Sexta-Feira, 13 de Março de 2009, 17h38
INVESTIGAÇÃO
Ralf nega ter comprado votos e se diz vítima de perseguição


   O vereador Ralf Leite (PRTB) negou nesta sexta (12) ter comprado votos durante a campanha eleitoral de 2008 e se diz vítima de perseguição. As afirmações foram feitas ao juiz da 37ª Zona Eleitoral,  Rondon Bassil Dower Filho, na primeira audiência que apura possível compra de votos. As oitivas ainda não terminaram. Seis testemunhas foram ouvidas nesta sexta. Em seu depoimento, Ralf Leite acusou o promotor Marcos Machado, de ter "armado" contra ele. Segundo o parlamentar, Machado possui uma richa antiga com o seu pai, ex-presidente do PRTB, coronel Edson Leite. O parlamentar contou que seu pai presidia a Caixa de Pecúlio da Polícia Militar e diriga o Hospital Militar. Nesta época Machado teria pedido um contrato de comodato ao coronel. Como não teve êxito passou a persegui-lo politicamente. A briga entre os dois teria se extendido a ele.

   Pouco antes da audiência começar, os advogados de Ralf tentaram uma manobra jurídica para adiar a oitiva. Eles alegaram que haviam duas denúncias contra seu cliente e a ação foi transformada em apenas uma. O magistrado da 37ª Zona Eleitoral entendeu que não haviam motivos para adiar a audiência e iniciou o interrogatório. Nesta sexta, o peerretebista deveria ser ouvido também na sindicância aberta pela Polícia Militar. O comando da PM investiga se houve  extorsão por parte de PMs envolvidos no caso "Ralf Leite". O parlamentar foi detido enquanto praticava ato libidinoso com um menor travesti de 17 anos. Ele teria utilizado da prerrogativa de ser vereador para ameaçar os PMs e, por isso, responde a processo por quebra de decoro parlamentar. Apesar do vereador sustentar que foi vítima de extorsão, não compareceu para prestar depoimento em nenhuma das três vezes que foi convocado - saiba aqui.  Os advogados de Ralf conseguiram protelar a decisão da Comissão de Ética da Câmara que apura se houve ou não quebra de decoro parlamentar. Requisitaram provas, novas audiências e assim ganharam tempo. O relatório final deve ser levado à plenário somente no final do mês. (Patrícia Sanches)

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Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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