Terça-Feira, 19 de Janeiro de 2021, 18h36
CRIME NO ALPHAVILLE
Juíza condena garota que atirou e matou Isabele à internação, cita frieza e desamor

Ana Flávia Corrêa e Bárbara Sá
Atualizada às 19h52

Reprodução

Caso Isabelle

Juíza da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Cristiane Padim, decretou nesta terça (19) a internação da adolescente que matou Isabele Ramos Guimarães, de 14 anos, em um condomínio de luxo em Cuiabá. Jovem deve ficar reclusa por 3 anos no sistema socioeducativo, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Concerne a prioridade absoluta do intensivo estatal na proteção da criança e do adolescente, evidenciando o caráter pedagógico e responsabilizador da intervenção determinando em face da adolescente que ceifou a vida de sua amiga aos 14 anos em uma atuação que estampou frieza, hostilidade, desamor e desumanidade”, afirmou a magistrada em trecho da decisão

A Jovem responde por ato infracional análogo a homicídio doloso e qualificado.

Patrícia Guimarães Ramos, mãe da adolescente morta, comemorou a decisão por meio de aplicativo de mensagens. À reportagem, ela enviou uma imagem com as duas mãos unidas, que simbolizam um sinal de gratidão.

O crime

Isabele foi morta no dia 12 de julho de 2020 com um tiro na cabeça. Ela estava no banheiro da casa da família da atiradora no mesmo condomínio onde morava. Polícia Civil apurou que jovem estava no cômodo junto com Isabele com uma arma de fogo apontada para a sua cabeça e atirou a curta distância.

Investigadores concluíram que adolescente tinha consciência dos riscos de apontar a arma para a vítima e, por isso, ao menos assumiu o risco de matá-la. Delegado da Delegacia Especializada do Adolescente, Wagner Bassi, afirmou que jovem tinha conhecimento técnico para manusear uma arma por treinar tiro com o pai.

O Ministério Público Estadual (MPE) acusou a amiga de matar Isabele por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso. No início de setembro pediu a internação provisória dela.

Seis dias depois, a Justiça aceitou o pedido do MPE, ordenou a internação da menina, que não chegou a ficar nem 12 horas em internação porque a Justiça concedeu habeas corpus (HC).

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a adolescente em liberdade até a conclusão do processo.

Outro lado

O entrou em contato com a defesa da menor que foi condenada e não conseguiu contato por telefone e aplicativo de mensagens.

 


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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