![]() Domingo, 05 de Julho de 2009, 14h40 CAMPO MINADO Araguaia é foco de violência de policiais e de fazendeiros O bispo emérito Pedro Casaldáliga, de São Félix do Araguaia, vê como rotineira o clima de tensão no Vale do Araguaia. Ele já foi torturado por militares e ameaçado de morte por adversários da reforma agrária. Segundo ele, extorsões, violência praticada por fazendeiros e até policiais são comuns. Considera que a novidade, nesse caso, é o fato da Polícia Militar investigar essas denúncias. “É uma briga de muitos anos. É conhecido publicamente em todo o país que muitas áreas não estão demarcadas, que há grandes áreas nas mãos de poucos”, declarou Casaldáliga, em reportagem publicada neste domingo pela Folha do Estado - saiba mais aqui. Na sexta (3), durante a Operação Pluma, a Polícia Federal prendeu fazendeiros, oficiais da PM, o ex-prefeito de Porto Alegre do Norte, Luiz Carlos Machado (PRP), o Luiz Bang, considerado um dos principais pistoleiros do país, e a proprietária do cartório de São Félix do Araguaia, Maria Elizabete Carvalho - saiba mais aqui. Os focos de conflitos e crimes praticados pela quadrilha estavam concentrados na região do Araguaia. Casaldáliga se mostra incrédulo com a ação da polícia. “Vamos ver até onde isso (Operação Pluma) vai, para sabermos o que podemos esperar”, diz.. Ele foi o primeiro a denunciar a existência de trabalho escravo no Brasil, ainda em 1971. É considerado um combatente das injustiças sociais e políticas. Aos 81 anos, Pedro Casaldáliga se dedica à defesa de índios, posseiros, negros e peões. Ele continua morando em São Félix do Araguaia cuja Prelazia conduziu por 33 anos. Hoje sofre de mal de Parkinson e de hipertensão. Ele não abre mão da lutas sociais. É autor de mais de 60 livros. (Patrícia Sanches) |
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