Sábado, 25 de Julho de 2009, 08h42
COMUNICAÇÃO
PSDB escala Antero para reunir munição contra Petrobras


   O “homem dos dossiês”, como é conhecido o ex-senador Antero Paes de Barros pela atuação nas CPIs dos Bingos e dos Correios e por apresentar à imprensa o caseiro Francenildo dos Santos Costa, algoz do ex-ministro Antonio Palocci, voltou a atuar nos bastidores do Congresso Nacional. A revista IstoÉ que chega às bancas de Mato Grosso neste domingo (26), aponta que ele “foi escalado para comandar uma espécie de Quartel-General (QG) do PSDB cujo objetivo será o de reunir munição contra a estatal presidida por José Sérgio Gabrielli”.

   Segundo a revista, o bunker tucano vai ser instalado em uma sala anexa ao gabinete do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), para o qual também já foram recrutados técnicos do TCU. “Pelo menos 12 assessores altamente qualificados trabalharão diuturnamente no QG para alimentar as denúncias contra o governo. O convite partiu do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), com quem Paes de Barros mantém uma antiga relação de amizade", diz a revista. Antero admite que foi chamado para ajudar nostabalhos, mas pondera que não vai comandar o QG. "Houve realmente o convite, só não haverá necessidade de eu estar no comando direto desse projeto", nega Paes de Barros à reportagem de IstoÉ.

   Antero foi convocado pela cúpula tucana “pelo fato de conhecer como poucos os meandros do poder e transitar com discrição nos bastidores”. A revista aponta que atualmente, em Mato Grosso, Antero atua "ao lado de seu dileto amigo e fiel escudeiro, o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), na tentativa de retardar ao máximo as obras do PAC na capital mato-grossense. A estratégia, definida numa reunião com caciques tucanos, é não dar um palanque forte para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em Mato Grosso, que é uma das principais apostas eleitorais do PSDB em 2010”.

   A revista ressalta que as obras em Cuiabá do chamado ETA Tijucal, orçadas em R$ 124 milhões, estão paradas. "De fato alguns itens não estavam de acordo com a tabela exigida pelo governo federal, fizemos uma repactuação e as obras dependem de uma nova autorização da Caixa", confirmou Aparecido Alves, gestor do PAC cuiabano. IstoÉ destaca que “segundo a Controladoria (Geral da União) há indícios de novo superfaturamento e da existência de um conluio do prefeito Santos com empreiteiros. Ou seja, há risco de um efeito bumerangue”. (Andréa Haddad)


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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