Terça-Feira, 13 de Outubro de 2009, 14h42
CÂMARA DE CUIABÁ
Vereadores debatem saúde; tucanos esvaziam sessão


  Após o feriado prolongado, os vereadores cuiabanos estavam empolgados nesta terça (13). Muitos fizeram discursos inflamados que se dividiram entre críticas e defesas às medidas tomadas pelo prefeito Wilson Santos (PSDB), para resolver o problema da saúde em Cuiabá, além das reclamações às instalações do Balneário da Salgadeira, em Chapada dos Guimarães. Lúdio Cabral, Toninho de Souza, Paulo Borges e Lueci Ramos estavam na ala que debateu a saúde. “Essa contratação da prefeitura é ilegal. Não podem contratar uma empresa terceirizada para prestar esse tipo de serviço”, questionou Lúdio, que aproveitou a oportunidade para avisar que vai denunciar o prefeito junto ao Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e Ministério da Saúde.

  Borges, que é líder de Santos no Legislativo, subiu à tribuna para defender o prefeito cuiabano. Disse que a administração não queria que a situação chegasse a essa situação e voltou a afirmar que Santos atendeu 12 das 14 reivindicações da categoria. “Só não aceitamos o pedido de exoneração do secretário (Luis Soares) e o aumento imediato dos salários para R$ 8 mil. Não podemos deixar a população sem atendimento”, argumentou.

  Neste momento, Cabral questionou as declarações do tucano, que reagiu exaltado: “o que o senhor está falando ai?”. O petista voltou para sua cadeira e os ânimos se acalmaram. Lueci, por sua vez, também condenou a posição dos médicos. “Nem vou no meu plantão no Pronto Socorro porque não tem médicos lá. Abandonaram o povo”, criticou.

 Já Domingos Sávio e Everton Pop aproveitaram a sessão para externar a sua revolta com a falta de gerência no Balneário da Salguadeira. Reclamaram que apesar de serem cobradas taxas de entrada no valor de R$ 7, o local não possui a mínima infraestrutura. Sávio apresentou, inclusive, um requerimento à prefeitura de Cuiabá cobrando informações sobre o faturamento do local e sobre o seu gerenciamento, já que o balneário fica sob a tutela de Cuiabá. “Quero saber exatamente quanto ganham e como foi dada essa concessão. Aquele lugar está abandonado”, reclamou Sávio.

   Articulação

  O ponto alto da sessão foi o esvaziamento do plenário orquestrado pela bancada do PSDB para evitar que a emenda dos vereadores Francisco Vuolo (PR) e Ivan Evangelista (PPS) ao projeto de lei do tucano Antônio Fernandes, que altera o Regimento Interno e cria o pedido de vistas, fosse submetida à votação. Ocorre que a emenda prevê que os parlamentares tenham direito a pedir vistas, por 48 horas, de projetos encaminhados em caráter de urgência o que possibilitaria que a oposição impedisse que o Executivo aprove determinadas propostas de maneira célere.

   “Gostaria de registrar que muitos vereadores estão deixando o plenário. Desse jeito não haverá quorum”, reclamou Vuolo, enquanto defendia a aprovação da emenda. Com apenas 10 vereadores na sessão, o parecer da CCJ, que é pela constitucionalidade, foi colocado em votação. Saíram de mansinho e/ou já haviam se ausentado da sessão, Everton Pop, Toninho de Souza, Roosivelt Coelho, Lueci Ramos, Paulo Borges, Totó César, Néviton Fagundes, Júlio Pinheiro e Pastor Washington. Assim, a matéria será colocada em votação apenas na quinta (15), tempo suficiente para a base do prefeito articular o veto à emenda. (Patrícia Sanches)


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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