Quarta-Feira, 18 de Novembro de 2009, 19h40
JUDICIÁRIO
Concurso para 43 vagas de juiz pode ser cancelado na 5ª


   Desembargadores do Tribunal de Justiça tentam anular o concurso que oferece 43 vagas para ingresso na magistratura no Estado. O requerimento pedindo o cancelamento da escolha será julgado nesta quinta (19) durante a sessão administrativa, em caráter de urgência, já que pelo menos 10 magistrados assinaram o pedido. A sessão, que também será utilizada para a escolha do novo juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), promete ser tensa.

   A alegação para pedir a anulação do concurso para as vagas de juiz é a "briga" entre os servidores do Poder Judiciário e o presidente do TJ, Mariano Travassos. Alguns desembargadores "tomaram as dores" dos funcionários e defendem que, já que existe a alegação de falta de dinheiro para pagar dívidas antigas com os funcionários, algumas inclusive existentes há mais de seis anos, também não há recursos para contratação de novos juízes e, consequentemente, novos servidores para as comarcas. Eles estão em greve desde a última segunda (16) e pretendem discutir em assembleia-geral nesta quinta a possibilidade de estender a paralisação por tempo indeterminado.

   Ao todo, são 2108 candidatos inscritos para o concurso, dos quais 24 são portadores de necessidades especiais. Todos irão concorrer a uma das 43 vagas de juízes-substitutos disponibilizadas pela comissão do concurso, presidida pelo desembargador Rui Ramos Ribeiro. A escolha prevê seis etapas de provas. Entre elas serão analisados, além dos resultados das provas objetiva e escrita, a vida pregressa do candidato, investigação social e exame de sanidade física e mental. A penúltima etapa será a prova oral, seguida do Curso de Formação para Ingresso na Carreira da Magistratura, com avaliação de títulos.

   Entre os candidatos que tiveram os nomes deferidos pelo TJ está o filho de Mariano Travasso, Leonardo Cesar Leventti Travassos. Ele figura na lista dos servidores do Tribunal que teriam recebido créditos pendentes na gestão do desembargador Paulo Lessa. Seu pai, porém, contesta a legalidade dos pagamentos e, inclusive, protocolou recurso no Conselho Nacional de Justiça para extingui-los. (Flávia Borges)


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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