Quinta-Feira, 19 de Novembro de 2009, 07h39
PALÁCIO ALENCASTRO
Postura do ex-secretário Soares revolta prefeito e vice


   A forma como Luiz Soares pediu exoneração do cargo de secretário de Saúde da Capital, sem qualquer diálogo, deixou o prefeito Wilson Santos irritado. A mesma indignação é demonstrada pelo vice Chico Galindo, secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão. Sob desgaste pela relação tumultuada com a classe médica e servidores, Soares usou como pretexto para deixar a pasta o fato do Palácio Alencastro ter atendido reivindicação dos médicos ao autorizar reajuste salarial e implantar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários e, de outro lado, não contemplar com o aumento os cerca de cinco mil servidores.

   Assim que a notícia da saída de Soares do primeiro escalão chegou ao Alencastro nesta quarta (18) à tarde, houve comemoração. Nem mesmo Santos, que deve renunciar ao mandato em abril para concorrer a governador, nem Galindo, que vive expectativa de comandar a Capital por mais de dois anos, estavam mais aguentando tanta pressão e desgaste político e administrativo por causa da intransigência do ex-secretário. Agora, eles se mostram aliviados.

   Foi o próprio Soares o responsável pela greve dos médicos. A categoria cruzou os braços por praticamente 90 dias, trazendo o caos nas unidades de saúde, principalmente no Hospital e Pronto-Socorro Munidipal de Cuiabá. Pacientes do SUS, inclusive oriundos de outros municípios e regiões, passaram a pedir socorro na vizinha Várzea Grande, que também enfrenta sérias dificuldades para atender a demanda. O Poder Judiciário, o Ministério Público e algumas entidades e segmentos, como loja maçônica, se viram forçados a intervir em busca de um entendimento e pelo fim da greve. Até mesmo a Assembleia Legislativa criou uma CPI para levantar como estão os repasses financeiros do Estado para a área da saúde de Cuiabá e a aplicação desses recursos.

    Luiz Soares sai da linha do tiroteio e deixa a "bomba" das problemáticas nas mãos de Santos e Galindo, que passam a avaliar perfil de alguns médicos para escolha do substituto do ex-deputado e ex-vice-prefeito da Capital e daquele que será o sétimo nomeado à pasta. O ex-secretário e militante do PSDB deve ter se tocado de que arrumou confusão demais. Assim, sai de cena como membro do staff da capital para continuar usufruindo de sua gorda pensão pelo extinto Fundo de Assistência Parlamentar (FAP) de mais de R$ 10 mil por mês.


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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