Domingo, 06 de Maio de 2007, 02h05
LEGISLATIVO
400 vereadores em MT correm risco de cassação


  O presidente da União das Câmaras Municipais do Estado (Ucmmat), Aloízio Lima Pereira (sem partido), se mostra radicalmente contrário à decisão pró-fidelidade do Tribunal Superior Eleitoral, que pode resultar na perda do mandato de ao menos 400 vereadores em Mato Grosso. "Essa interpretação do TSE não veio resolver a questão da fidelidade partidária. Aliás, veio é complicar. Não concordo que o mandato tenha que ser só do partido", avalia Aloízio, na lista de infiéis do ponto de vista partidário, já que deixou o DEM (ex-PFL) e agora namora o PR do governador Blairo Maggi.

    Vereador por Salto do Céu, Aloízio tenta acalmar aqueles parlamentares que, assim como ele, vivem no "inferno", sob o drama da perda do mandato. Muitos suplentes preparam ação judicial para ficar com as vagas dos que se desfiliaram.

   O dirigente municipalista calcula que dos 1.291 vereadores nos 141 municípios mato-grossenses, cerca de 400 trocaram de partido a partir da eleição de 2004. "Ocorreu muito troca-troca, mas muitos recuaram e, oficialmente, nem deixaram os partidos de origem. Há uma confusão geral. O PR, por exemplo, nem está legalizado ainda em MT".

   Para o presidente da Ucmmat, o mandato deve pertencer ao eleito e não somente ao partido. "Quem é eleito também tem que ter os méritos, senão deixa a gente refém dos caciques que controlam os partidos. Enquanto detentor do mandato, a pessoa tem, sim, que zelar pelo partido, mas não virar refém".


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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