Sábado, 22 de Setembro de 2007, 07h15
SENADO
Jaime faltará a sessão de 4ª; Pagot corre risco



Devido à morte do pai, senador Jaime não vai a Brasília na próxima semana e deixa órfão o indicado para Dnit

   O calvário de Luiz Antonio Pagot no Senado continua e agora sob uma maior tensão para a sessão ordinária na próxima quarta (26), quando entra em votação, de novo, a Mensagem 74 deste ano, indicando-o para o cargo de diretor-geral do Dnit. Ocorre que o seu principal advogado, senador Jaime Campos (DEM), não estará presente. Por causa do falecimento do pai Júlio Domingos de Campos, o seu Fiote, na quinta, Jaime dicidiu que não viajará a Brasília. Vai se dedicar às questões pessoais e a um maior carinho a sua mãe Amália, muito consternada com a morte do marido. 

    O empenho de Jaime nos últimos dias para que Pagot assuma logo o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes tem surpeendido tanto os democratas quanto à turma da botina, grupo do governador Blairo Maggi que indicou o ex-secretário para o comando da autarquia. Jaime e Pagot estavam distanciados, mesmo ambos sendo da mesma chapa - Pagot é o primeiro-suplente de Jaime -, por causa de interesses conflitantes para as eleições de 2010. Os dois são pré-candidatos a governador.

    Os obstáculos encontrados por Pagot para chegar ao Dnit levaram-no a pedir socorro a Jaime. Mesmo indicado pelo presidente Lula, o afilhado político de Maggi só pode assumir o cargo com aval da maioria dos senadores. O nome passou pela Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado, inclusive com relatoria do próprio Jaime. Agora, depende do plenário.

    Por três sessões seguidas, a resolução sobre a nomeação de Pagot empacou. Em duas delas, chegou a entrar na pauta para votação. Há dois problemas. Primeiro, a crise envolvendo o presidente do Congresso, Renan Calheiros, que foi absolvido de um processo, mas enfrenta outros três. A oposição bate duro e vem obstruindo as sessões. Segundo, as acusações de que Pagot cometeu crime de responsabilidade por ter exercido dupla função ilegalmente, uma delas de assessor no próprio Senado. De 1998 a 2002 Pagot recebeu R$ 429 mil como assessor do gabinete do senador Jonas Pinheiro. Com um discurso que expõe Pagot à desmoralização, o PSDB se opõe à nomeação para o cargo federal.

   Como a base governista representa a maioria no Senado, o ex-secretário de Infra-Estrutura, Casa Civil e Educação deve ter seu nome aprovado na sessão da próxima quarta, caso os opositores venham a dar uma trégua. Como Pagot ficou órfão de Jaime, teme reviravolta. Dos senadores da bancada do DEM, por exemplo, ele só contará com um voto, o de Jonas Pinheiro.


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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