Sábado, 20 de Outubro de 2007, 09h28
Artigo
Ética, um compromisso cotidiano

A Gazeta

     Em tempos de crise da ética, pensar em uma boa formação profissional significa pensar em uma formação que tenha a ética entre seus pilares. Os teóricos modernos da educação profissional são unânimes em afirmar: a era da formação mecânica já sei foi.
     Mais do que bons conhecedores da técnica, o mercado atual exige sujeitos éticos profissionalmente. Isso significa dizer que a qualificação está se tornando cada vez mais refinada, isto é, mais voltada ao estímulo e ao desenvolvimento de características como a solidariedade, o companheirismo e a honestidade que refletem, direta e indiretamente, sobre o trabalho realizado.
     O cotidiano do trabalhador coloca-o constantemente diante de situações que exigem decisões acertadas. O mais simples dos trabalhos, ainda que seja mecânico, demanda que ele faça constantes opções entre a conduta ética ou não. E isto, no fundo, é o que vai fazer dele um bom ou mau profissional, competente ou incapaz.
     Pois a competência, de acordo com o mercado atual, está ligada ao "algo mais" que o trabalhador tem a oferecer além dos conhecimentos que se espera no exercício de sua profissão. Está na sua personalidade e na forma de lidar com as demandas do cotidiano. E isto não se aprende, mas se estimula por meio de uma formação calcada na ética.
     Priorizar a conduta ética é uma das primeiras lições que os alunos das unidades do Ceprotec (Centro de Formação Profissional e Tecnológica) aprendem.
     A idéia é formar cidadãos que, inseridos de volta ao seu meio trabalho, família e outros grupos possam transmitir aos demais um pouco do que aprenderam, e ajudar a mudar a realidade de sua comunidade e do país. Pois o crescimento e o desenvolvimento não são conseqüências da tecnologia avançada das máquinas, mas da honradez daqueles que as operam.
     O direcionamento neste sentido, aliás, perpassa toda a administração estadual, onde se pode notar a preocupação constante com a lisura na realização dos processos públicos e com a devida prestação de contas à sociedade. Como frisei em artigo anterior, não há como falar em desenvolvimento sem ética. Não há responsabilidade se não há fundamentos de valores e de ética.
     Já observamos também anteriormente que o governador Blairo Maggi tem conseguido com extrema eficiência, transmitir ideais de conduta a sua equipe, temos procurado seguir os princípios éticos e morais que são obrigatórios a todo ser humano no exercício de função pública, seguindo assim à risca a determinação de agir com transparência, eficiência, honestidade e ousadia. Dissemos isto há três anos e hoje a convicção que temos é que essa mesma conduta permanece. De lá para cá, alguns ajustes tiveram que ser feitos, também em termos humanos como administrativos. Justamente na busca cotidiana de assegurar os valores éticos e morais no governo.
     Se de um lado o governo fez o Estado avançar do ponto de vista do desenvolvimento socioeconômico, investindo da infra-estrutura, criando condições para Mato Grosso e estimulando iniciativas empresariais e das comunidades, de outro o governo tratou de romper com condutas nefastas do passado no tratamento da coisa pública; estabeleceu e fortaleceu novos procedimentos de aquisições, tornando esses atos mais transparentes; impôs um maior controle das ações específicas das Pastas e gerais da administração; rompeu paradigmas político-administrativos.

Luiz Fernando Caldart é presidente do Ceprotec (Centro de Formação Profissional e Tecnológica) de Mato Grosso


 


Fonte: RDNEWS - Portal de notícias de MT
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